16/02/2005

WE HATE IT WHEN OUR FRIENDS BECOME SUCCESSFUL

Não tenho amigos escritores. Acho que é porque escolho amigos pela beleza. Haha. Então são todos rockstars. Mas fiz bons "colegas" nesses dois anos que circulo pelo meio. Gente fina, como meus colegas de Parati, o povo da "Geração Nojenta", alguns mestres que topei por aí. Só que todos se reúnem em botecos. E eu não bebo cerveja. Também não agüento ficar sentado muito tempo. Prefiro beber no meu apartamento, onde eu comando o som, as luzes e as aranhas (tenho luz negra, globo colorido e tudo mais). Mas não convido muita gente para beber comigo.

Meus amigos próximos também vivem um pouco distantes. Eu não teria ninguém para me hospedar em São Paulo se minha casa pegasse fogo. Em Porto Alegre sim. Talvez em Alphaville...
De qualquer forma, vivem todos no meu coração e fico feliz com seus progressos individuais.

Como é o caso do Ludov, banda aqui de SP vocalizada pela minha queridíssima Vanessa Krongold, muito bem sustentada pelo Mauro Motoki, Habacuque Lima, Eduardo Filomeno e o Paulo Chapolim.

Eles ganharam um VMB no ano passado de "melhor clipe independente" por "`Princesa", faixa do EP de estréia deles, que, na minha opinião, nem era das melhores. Este ano, eles já lançaram um album "inteiro", "O Exercício das Pequenas Coisas", e estão conquistando resenhas entusiasmadas por aí, além de milhares de fãs.

Eles merecem. Eles merecem.

O album é bem pop, e isso não é ruim. Vai conquistar o povo que ouve coisas bem piores, e mostrar que "Pitty" não é tudo. Vanessa manda muito bem. O resto da banda também. O Mauro cantando é um piteuzinho. Tocando teclado é uma tetéia. Habacuque pega firme nas guitarras, embora ao vivo eles soem mais rock. O album talvez seja algo como um Pato Fu com voz, somado a um Los Hermanos sem barba. Mas isso faz com que Ludov continue sendo Ludov. Afinal, toques de carvalho, chocolate e frutas vermelhas não são o bastante para fazer vinho.

Acompanho a turminha de perto desde 96, quando eles eram os "Maybees", eu namorava a Fabbie, amiga da Vanessa, e era amigo do Max, vocalista do "Mother Superior", banda irmã do Maybees. O Max, aliás, largou as guitarras e se tornou DJ requisitado e integrado no circuito hype. É o DJ Max Blum.

Eu quero mais é que eles todos fiquem ricos, ricos, ricos, para comprar mais meus livros. Haha. Essa coisa de só dar força para os amigos quando eles estão na pior é uma hipocrisia, coisa de gente invejosa. É na hora do sucesso que a gente vê quem está do nosso lado, quem torce pela gente. Eu tenho é orgulho do sucesso do meus amigos. Até coloco aqui no blog. "Ei, sou amigo do pessoal do Ludov."

Tem também o Rangel, com os Corações em Fúria. O Nico, que consegue como ninguém conciliar a vida de rockstar com o trabalho do dia-a-dia. O Dan, japonês oficial da Rede Globo. Diogo, que se trancou em casa mas virou um expert em produção musical. O Leandro, com o Multiplex. A Camila, que virou acadêmica. A Maíra, indo pelo mesmo caminho. Ismael, que está sempre por aqui. E os queridinhos de Porto Alegre, Rogério, Letícia, Taina...

Aos amigos com quem ando relapso, posso apenas me desculpar. Meu individualismo às vezes se torna egoísmo, e fica difícil me tirar de casa também. Teremos oportunidade de nos vermos todos, no lançamento de "Feriado de Mim Mesmo", não? haha

Como diz uma letra do Ludov: "Se eu não consigo ser simplesmente um bom amigo, é porque nem mau amigo eu posso ser."

VOTUPORANGA, SÃO PAULO, SÃO ROQUE E FIM!

Quinta agora, com Reynaldo Damázio. Se há algo de que não posso me queixar este ano é dos eventos. Antes mesmo de lançar o livro novo o...