14/09/2005

ALIENÍGENAS ATACAM KIESLOWSKI

Antes que eu me esqueça, domingo vou estar na Feira do Livro de Ribeirão Preto, às 11h, num debate com Soninha Francine. Por mais que ela seja uma pessoa interessante, não tenho idéia do que eu poderia debater com ela (que deve estar pensando a mesma coisa sobre mim). Mas vamos lá...

Nossa, tive um sonho bem sci-fi. Eu estava fazendo as legendas da mostra Kieslowski e liguei uma televisão no cinema. Apareceu a Fátima Bernardes num "plantão do Jornal Nacional" dizendo que o Iraque estava sendo atacado por naves alienígenas, mas que uma já tinha sido derrubada. "Mais informações no Jornal Nacional, às 8:15 da noite". Ficamos eu e todo o povo do cinema nos olhando: "como essa mulher dá uma informação dessas assim?"

Depois entrou outro plantão dizendo que um vilarejo na Suíça estava sendo atacado. Naquelas de sonho, eu já estava automaticamente transportado para lá, querendo dar abrigo a todos os suicinhos flagelados. Haha.

Andrea del Fuego, querida, o que esse sonho quer dizer?

Ultimamente meus sonhos tem trazido grandes respostas às dúvidas da humanidade: "Há vida em outros planetas?", "O que acontece depois da morte?" Essa segunda pergunta foi brilhantemente respondida outro dia. Eu estava num carro com o Luciancencov e veio um caminhão em nossa direção. Sabendo que a morte era inevitável, apenas pensei: "agora é que vou saber o que acontece..."

E o que aconteceu? Acordei na minha cama. Agora já sei. Depois da morte, a gente acorda para mais um dia, cheio de contas a pagar.

Foi quando ele veio nos salvar. Enorme, reluzente, metal e borracha em movimento. Contorcendo fracassos, abraçando nosso desânimo, pressionando intenções sobre o nosso corpo. Do lado inverso, na direção contrária, ele veio. Miguel assustou-se com sua luz. Eu apenas fechei os olhos, reclinei o banco, deixei que ele avançasse sobre mim, me penetrando com violência. Gritando, o ônibus manteve-se firme até o fim. Nos esfacelamos.

De "A Morte Sem Nome", embora meu sonho esteja mais para "Smiths".

VIVA LA RESISTENCIA

Do alto de Medellin.  Voltando da Colômbia, após cinco dias em Medellin, numa daquelas viagens mais proveitosas do que divertidas. Via...