26/10/2005

CANÇÕES DE CACHORROS E GRITOS DE MENINOS

Quinta agora, dia 27, às 18h, no Espaço Cultural da Caixa, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, eu e minha mãe, Elisa Nazarian, estaremos lendo uns continhos, e conversando, e respondendo perguntas, se tiver público. É um debate que faz parte do "Corredor Literário", evento que traz uma série de discussões pela Avenida Paulista. Vocês podem ver a programação completa aqui:

www.corredorliterario.com.br

Sei que o horário não é dos melhores, que tem mostra de cinema e que essas coisas costumam ser chatas às pampas, mas quem quiser me encontrar, e conhecer minha mãe, apareça por lá.

Elisa Nazarian, mamãezinha, lançou "Resposta", seu livro de estréia, este ano. Está conquistando uma legião de fãs, como boa Nazarian, e teve uma ótima crítica no Estadão, algumas semanas atrás. Então venham conferir.

E domingo teve Strokes. Delícia de show. Encontrei muita gente amiga. Tava um climinha agradável (tanto de energia quanto de temperatura), só o som é que tava muuuuuuuuuuuito baixo.

Puta merda, como fazem um evento chamado Tim Festival, patrocinado por uma operadora de celular, e colocam o som tão baixo? Tem de ser muito jeca mesmo.

Apesar disso, o que consegui ouvir do Arcade Fire foi legal. Totalmente The Cure, não? Vou tentar baixar algumas coisas. Kings of Leon é um nada. Os Strokes foram sensacionais, mesmo com o Julian gripado e sem voz, acho que isso só deixou as coisas mais emocionantes. Emocionante também toca aquela petizada cantando junto e gritando "IS-TROUQUES, IS-TROUQUES".

Falando em petizada, bom ver que o rock está com força total nessas novas gerações, principalmente o rock que costumava se chamar de "alternativo". Agora se vê um monte de rapazinhos de cabelo bagunçado, gravatinhas, olhos pintados, na minha época (ui!) isso era boiolice (mas eu me montava mesmo assim, claro). E hoje até os boiolinhas também estão na onda. Quero dizer, os mariquinhas agora não escutam mais Cher, Whitney Houston e outras tosquices, eles são fãs de Placebo. As divas estão virando som de tia, essas tias bombadas que vão na The Week. (Ah, não, não me diga que estou chegando lá...)

Por esses dias eu descobri o Cachorro Grande. Já tinha ouvido algumas coisas deles, mas nunca dei muita trela. Agora conheci mais. É bem interessante. Totalmente gaúcho. Lembra coisas como Júpiter Maçã, Graforréia Xilarmônica, mas com uma pegada mais pop (e letras piores, diria). De qualquer forma, beeeeeeem melhor do que Pitty, sinal de que o rock nacional tem salvação.

Aliás, os caras do Cachorro estavam lá na pista do show dos Strokes, cheio de groupies envolta. Rock é isso.

Então tá. Sei lá.

LEVE NEVE

Com minha herdeira, a Trevosinha Valentina.  Lançamento ontem em São Paulo. São Paulo é o que conta - é minha casa, minha base, daqui...