07/12/2005

CRIANÇAS ASSASSINAS

Fui assistir ao "Exorcismo de Emily Rose" e descobri tudo o que há de errado comigo....

Mudando de assunto, saiu no Portal Literal uma matéria que Marcelino Freire fez sobre a escritora Ana Paula Maia. Já falei dezenas de vezes dela aqui. É minha protegida, sim, mas com mérito. Quero dizer, tem sempre esse povo que acha que a gente é protegido da imprensa, que tal escritor é protegido de outro, e pode até ser verdade, mas a questão é saber o por quê. Acha que alguém está pagando a imprensa, os colegas, por proteção? Felizmente a pouca grana que corre na literatura ainda garante certos méritos. Eu nunca tinha ouvido falar de Ana Paula Maia, recebi o primeiro romance dela aqui em casa, achei foda, escrevi pra ela, e assim começou uma amizade.

Mas enfim, melhor do que eu ficar falando de novo sobre ela é ler o perfil no Portal Literal. Vocês vão entender que, na verdade, eu só estou me preparando para ser protegido por ela e suas duzentas metralhadoras. Eu mesmo me surpreendi com o que li, porque vi a moça poucas vezes ao vivo. Vai um trecho e o link:

Passei por três, quatro escolas. Desde pequenina perseguida por professores ferozes. Aos cinco anos, queriam me expulsar da primeira escola. Lá, sobrevivi até montarem uma comissão para me dar um chute no traseiro. Fui para a escola liberal. Lá, enlouqueci. Usava um cadeado no pescoço como pingente, fazia teatro e andava com uma garota duas vezes o meu tamanho e que me defendia. Caí durante uma partida de handball. Ganhei um traumatismo craniano e uma nova escola. Mas o traumatismo não me impediu de ir ao show do Iron Maiden semanas depois. Essa nova escola era para os marginais. Lá, fui suspensa por tentativa de incêndio, beber whisky durante a aula de geografia e outras coisas.

http://portalliteral.terra.com.br/

E eu também estou na capa do site Arte e Política, com uma entrevista/perfil e um conto (que não é exatamente inédito). Como estamos em lembranças escolares, vai aí um trecho da minha:

Eu odiava a escola. Então para me ensinar a escrever uma professora teve de me seduzir com um jacaré empalhado. Haha. É verdade. Eu andava pela escola puxando-o com uma coleira. Mas sempre gostei de criar histórias, viver no meu mundinho. Sempre fui bem nas redações, embora os professores preferissem as menininhas idiotas que escreviam histórias sensíveis com letra caprichada, enquanto eu me borrava em sangue - Eu tirava 8, elas tiravam 10.

Tá lá (com uma fotinho bonitinha) no: http://www.arteepolitica.com.br/

Agora deixe-me fritar sob a hóstia da vizinhança.

VIVA LA RESISTENCIA

Do alto de Medellin.  Voltando da Colômbia, após cinco dias em Medellin, numa daquelas viagens mais proveitosas do que divertidas. Via...