14/02/2006

“LA GARANTIA SOY YO”

Assistam "As Chaves de Casa", filme italiano belíssimo, delicadíssimo, comovente, mas ainda assim não-deprimente.

Voltando ao mundo mágico das perucas, agora o marido da J.T LeRoy está se separando dela e a está processando para ganhar uma fatia do pimpolho. Ele assumiu que é tudo uma invenção e disse que também ajudou a compor o personagem. Ou seja, LeRoy é uma criação coletiva?

Continuo na defesa. A pedido do Emediato, escrevi um texto para a Geração Editorial usar na divulgação do livro. Acredito no livro, e isso é o que vale. O personagem se torna ainda mais interessante. Ele inclusive estava programado para a Bienal, agora não vem mais. Cogitou-se em fazer uma mesa redonda sobre o caso, comigo, o Sérgio Dávilla e não sei mais quem, mas parece que não vai rolar. E eu é que não vou colocar peruca para autografar a minha tradução! Haha.

Enfim, leiam, leiam, os dois livros são ótimos.

Este está sendo um ótimo mês de trabalho para mim, finalmente. Fiz a tradução de dois filmes, o artigo para a Geração, a introdução de um livro, uma matéria pra TPM e ainda entrou o adiantamento de “Mastigando Humanos”. Aproveitei e fui comprar um aparelho de som novo, que o meu agora só tocava “Cansei de Ser Sexy”, e olhe lá. Fui naqueles multilets dos chineses, viver meu sonho Robin Hood. Os mesmos aparelhos tinham diferença de até 150 reais de um estande para o outro (seriam os impostos?). Comprei numa chinesinha lindinha que me explicou tudo por mímica. Na hora que perguntei da garantia, ela pegou a caixa, desenhou com caneta aqueles ideogramas chineses impossíveis e disse. “Essa é a galantia.” Haha. Eu devia tê-la pedido em casamento.
Agora estou aqui, com o Araki no meu colo, ouvindo meu sonzinho novo... que toca o mesmo de sempre: Bowie.

“For in truth, it’s the beginning of nothing, and nothing has changed, everything has changed...”

UM ANO TREVOSO

Saindo do poço... Não foi fácil para ninguém, não se engane. Não foi fácil para mim. Estava revendo há pouco minhas retrospectivas de a...