13/04/2007

ESPELHO MEU
Ilustração de J. Lestrange baseado na personagem "Ana Rosa", de "Mastigando Humanos" - jlestrange.blogspot.com - Essa ilustração já dispensa uns 5 mil caracteres do livro.


Depois que reformaram meu banheiro... Ok, voltei a falar do meu banheiro, e dos vazamentos do meu apartamento, blábláblá, ao menos assim não terei de me repetir em romance, LIVRO, que você comprará com sua grana suada e lerá com toda a dedicação do mundo, não? Não? Não?

Depois que reformaram, quebraram, remendaram e rejuntaram meu banheiro, os pedreiros deixaram interruptores nus que ameaçam arrepiar os cabelos de efebos idem que, eventualmente, adentrem meu banheiro.

(eu sempre prefiro que os efebos permaneçam com as franjas caídas no rosto. Esta história de topete – alcinha pra boquete – não combina com meu sofá, mas, voilá, parece combinar com meus interruptores)

Aqui em casa já está tudo arrumadinho. Agora a faxineira vem sempre. Mando minhas roupas para lavanderia. Comprei móveis novos. Então por que não posso ter um banheiro arrumadinho?

Por que um rapaz como eu, que NUNCA recebeu instrução nesse sentido, tem de sair pelas ruas procurando ESPELHOS para banheiro? E primeiro ele tem de aprender que a simples tampa de tomadas e interruptores é chamada de ESPELHO, porque se ele diz “quero comprar uma tomada ou um interruptor”, os vendedores oferecem para ele outra coisa, como se ele não tivesse aprendido trigonometria na escola e sim a IDENTIFICAR ESPELHOS DE INTERRUPTORES!

(Por que, porra, nunca me ensinaram na escola qual é o nome dessa placa ordinária que cobre buracos de interruptores, e eu tive de decorar a tabela periódica?)

Pois bem, e, aparentemente, a não ser que eu esteja muito errado, a não ser que eu seja muito burro – porque nunca realmente estudei essa matéria na escola – é a coisa mais complexa do mundo achar um maldito ESPELHO para interruptores e tomadas de banheiro. As lojas em que eu fui – de materiais de iluminação, veja só, na Consolação – dizem “isso é difícil”. E, entendam, que eu saiba, se é que aprendi direito, ESPELHO é qualquer plaquinha dessas que tem envolta do interruptor, mesmo que não seja espelhada. Mas “é difícil” de achar. Então estou quase tirando a da cozinha pra colocar no banheiro.

(Ai, vocês viram como é difícil ser um homem solitário no mundo real? Esses dramas eu não poderia colocar em “Feriado de Mim Mesmo”.)

Da minha incursão por lojas de iluminação, voltei com um strobe pra casa.

Viu como o mundo conspira para sermos dândis-decadentes?

Falando nisso, já saiu a revista Joyce Pascowitch de abril, que tem uma belíssima matéria/entrevista que fiz com o Cauby Peixoto. Mais belíssimas ainda estão as fotos do Cris Ameln Von Ameln, que ilustram a matéria. Cris tem sido grande parceiro nas minhas matérias na Joyce e sempre registra o melhor. Confira


Nos próximos dias estarei no Rio, gravando alguns programas de TV e dançando o chachachá.


Tenho ralado tanto para ter tempo de fazer essa e as próximas (grandes, incríveis) viagens - e ainda tenho de procurar malditos ESPELHOS para interruptores - que não tenho tempo de mais nada. Nem mesmo o Lúcio Cardoso terminei. E faltam só 30 páginas...


Então vou lá.

QUANTO GANHA UM ESCRITOR

Com Paulo Scott na Garopa Literária Aqui em Maresias. Na casa que Murilo alugou. Cheguei nesta noite fria de sábado e fui fazer um ch...