20/05/2007

A VIDA SELVAGEM DOS ALFAJORES


There´s a river

running underground

Underneath the town

towards the sea

that only I know all about

on which

of this city

we can flee

(Rufus em "Between My Legs", faz todo sentido)


Agora estou em Buenos Aires. Larguei os hotéis chicosos e a vida turística para me hospedar num flat "creepy" com a melhor localizaçao da cidade - Callao com Santa Fé. Achei melhor nao abusar da hospitalidade de Romina, minha grande amiga argentina, já que ficarei 10 dias ao todo aqui na cidade. Semana que vem, quando eu voltar, me hospedo na casa dela.

De qualquer forma, ela tem sido uma ótima guia do "underground" portenho, e de suas parriladas e alfajores. Agora só falta um pablito.

A cidade é linda, as pessoas sao lindas, tudo é muito europeu, mas acho que me seduz mais o caráter ermo e sofisticado de Santiago do Chile. Buenos Aires é um pouco excessivo. E, para quem mora em Sao Paulo, nao parece oferecer um novo tipo de vida.

Tem sido inevitável também ir às compras, com os preços tao baratos, principalmente agora que aprendi (e peguei gosto) por comprar roupa. Aliás, aprendi a comprar roupa ao mesmo tempo que aprendi a comprar peixe, pedir cortes específicos ao mesmo tempo que mandava acinturar. Será que é esse o rito de passagem definitivo para a maturidade?

Aos 40, aprenderei a comprar imóveis, vao ver só. E fazer churrasco.

Falando em peixe, encontrei aquele peixe que canta (veja a foto alguns posts abaixo)! Mas está na parede do Kim y Novak, um bar daqui. Pensei em sacar todos meus dólares de turista e dizer mafiosamente: "digam, vamos, me digam, quanto vocês querem por esse peixe?!", entao descobri que esse canta "take me to the river", nao "I dont know why I love you but I do", daí nao serve. Nao adianta nada comprar um peixe que demonstra minha maturidade, mas nao me dá amor em troca.

(estou me segurando para nao comprar ao invés um bonequinho do Chucky...)

Amanha vôo novamente, desta vez ao deserto de Atacama, caçar cascavéis. Na sexta, volto a Buenos Aires para quebrar os ossos que me restarem.



(Eu e Romina, na Argentina)

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