25/12/2007

O ANO DO ESPANTALHO




Não é o fim do mundo... é só o fim do ano.


Ahhhhh, mas às vezes parece tanto que é a mesma coisa. E é tão previsível, essa melancolia de fim de ano, tudo acabando, o fim tão próximo e tantas coisas não resolvidas. Acho que é isso, por mais que o ano seja bom, vai chegando o final e a gente quer justificar pra valer, final da novela, todos os problemas resolvidos. A gente esquece todas as conquistas, tudo o que deu certo e pensa só no que não foi concretizado. Ainda mais porque o ano seguinte aqui no Brasil custa a começar... Bom que o próximo carnaval chega (e acaba) logo.

Mas enfim, 2007 foi um dos melhores anos da minha vida. Muito trabalho, muita viagem, finalmente comecei a ganhar algum dinheiro com os frutos do meu trabalho – traduções, roteiros, matérias. Conheci muita gente bacana, alguns dos meus ídolos; fiquei um pouco distante dos amigos, é verdade, mas consegui colocar a cabeça no lugar, produzir, e terminar um romance imenso, para fundamentar meu próximo ano.

Deixa eu ver se lembro dos highlights, para ajudar na minha depressão:

- A entrevista com a Marina Lima, Antônio Cícero e com o Cauby, para a revista da Joyce.
- O encontro de escritores em Bogotá.
- Minha viagem para Chile e Argentina, especialmente o Deserto de Atacama.
- Minha coluna diária no SPFW.
- A Bienal de Recife.
- Minha nova escrivaninha, meu novo sofá, meu novo PC, minha nova impressora.
- A Jornada Literária de Passo Fundo.
- A mostra que legendei em Porto Alegre.
- O trabalho de roteiros para Christiano Metri, Caio Vecchio e Paulo Moreli...


Ai... o mel de minha vida é só trabalho...

Bem, teve meu casamento com o Jananias... Olha ele aí:




Foi um espantalho que levei hoje de presente para minha mãe, que mora no meio do mato. Parece que não está funcionando muito, que não afugentou os pássaros que tinha de afugentar. De qualquer forma, foi divertidíssimo de fazer e eu quase desisti de dar, para ficar com o espantalho aqui em casa.

Em contrapartida, ganhei presentinhos bacanas. O melhor foi uma cafeteira. Eu mesmo não gosto de café, nunca gostei, só tomo mesmo para me pilhar, então solúvel já serve. Mas já estava na hora de eu tomar café de verdade, uma cafeteirazinha singela chegou em boa hora. Também vieram livros, livros...

Muito bem, agora chegamos ao fim. Estou indo pra Floripa com amigos, por uma semana. No momento, tudo o que eu quero é ficar quietinho, afastado, vivendo o sonho tropical. Mas sei que as baladas me puxam e Floripa é especialista nisso, então vamos ver...

Valeu a todos os leitores queridos que escreveram, que compraram livros, Olívio e que visitaram o blog. Não respondi a todos os emails, eu sei, mas garanto que cumpri minha obrigação, que é escrever um novo romance. Esse vocês vêem no segundo semestre do ano que vem.

Besitos.



Amigos em clima de festa.

LEVE NEVE

Com minha herdeira, a Trevosinha Valentina.  Lançamento ontem em São Paulo. São Paulo é o que conta - é minha casa, minha base, daqui...