01/03/2009

NÃO SOBRE O AMOR

"Eu gostaria de escrever como se a literatura nunca tivesse existido..."

"Eu não consigo."

A excelente Sutil Companhia de Teatro - dos curitibanos Felipe Hirsh, Erica Migon e o querido Guilherme Weber - está com uma mostra de repertório no Sesi. Estão encenado intercaladamente "Avenida Dropsie", "Thom Pain/ Lady Grey" e "Não Sobre o Amor".

Esta última assisti ontem. Texto excelente do russo Viktor Shklovsky, que eu não conhecia, mas lembra muito Tchekov e faz pensar muito na literatura, no amor, nos objetos, temas e inspirações de um escritor. Tem aquele leve humor melancólico russo, e muito de um "existencialismo suicida" (hehe, gostei desse termo). É uma troca de cartas entre um escritor (vivido por Leonardo Medeiros) e o objeto de sua paixão. A musa da peça é Simone Spoladore, uma atriz com aquele tom refinado de antigas divas, e amiga querida também. O cenário deslumbrante é de Daniela Thomas, que costuma assinar toda a cenografia da Companhia.

"Não sobre o amor" saiu ontem de cartaz, mas volta brevemente em meados de março, vale a pena ir atrás.

A mostra continua, pena que com um número restrito de peças. Das que eu mais gosto da Sutil Companhia é "Educação Sentimental do Vampiro", baseada na obra de Dalton Trevisan, que não será remontada agora. De qualquer forma, me falta conferir "Thom Pain/Lady Grey", e não vou deixar passar.

O Sesi fica na Avenida Paulista (aquele prédio em formato de ralador de queijo).

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