13/03/2009

PIRANHA FOREVA!!!

Ok, sei que esse não é uma piranha, é um peixe abissal, mas tá valendo como ilustração.




Já tenho o melhor cd do ano. É o novo do Royksopp. Sério.



Apesar deles terem começado com aquele single chocho, "Happy Up Here", o resto do álbum é uma pérola só. Bem pop, na verdade, e até meio breguinha, mas eles são escandinavos, então faz parte.





Para quem ainda não conhece, Royksopp é uma dupla de música eletrônica, que faz uma mistura de synth pop, lounge, technopop e house. Eu não saberia classificar. O primeiro álbum, "Melody A.M" de 2002, é bem tranqüilo, lembra bastante coisas como Air, tem poucos vocais e é feito para se viajar em casa. (Lembro uma vez que ouvi chapado de maconha - não costumo fumar maconha, ok?, não é uma droga que eu curta - e entrei numa pilha de que o disco era uma trilha sonora alternativa para o desenho Branca de Neve. Pior que encaixava direitinho... ou quase. Deve ter sido assim também que descobriram que "Dark Side of the Moon" era trilha de O Mágico de Oz".


O segundo álbum, The Understanding, já é bem mais pop, recheado de singles com vocais femininos. Não tem muita unidade, mas as musicas isoladas são bem boas.


Esse terceiro é, sem dúvida, o melhor de todos.





"Junior" traz vocais em quase todas as faixas, estruturas bem convencionais de verso e refrão, e muitas faixas até parecem bastante hit de pista gay. A segunda faixa, por exemplo, "The Girl and the Robot", lembra até Kylie ou Madonna em "Confessions"... e é boa. Isso porque eles são produtores de música eletrônica, e sabem colocar o vocal (e as letras) em seu devido lugar. (Ao contrário de Madonna, que não tem voz, não tem letra e coloca isso em primeiro plano).


Outro bom exemplo é a terceira faixa (minha favorita), "Vision One", começa com tecladinhos lullaby, depois entra uma batida suingada e um vocal de diva de boate (Anneli Drecker). A diva dá seu recadinho e sai rápido de cena, deixando a música terminar num longo solo de synths. Incrível. Levanto aqui do PC e saio dançando (ui, ui, ui), sempre que chega no final.


Karin Dreijer Anderson, a vocalista da dupla "The Knife", que já havia gravado no segundo álbum do Royksopp, volta em duas faixas: o pop japa espacial "This must be it" e a tribal de videogame "Tricky Tricky".


Tem uma faixa instrumental auto referente, no estilo que eles sempre fazem (no primeiro álbum era "Royksopp's Night Out" e no segundo "Alpha Male"). Essa se chama "Royksopp Forever" (yeah!), é mais tranquila do que as outras, tem até um arranjo de cordas, e é bem bonitinha.


Outros destaques são... bem, o álbum todo, mas aponto "Miss it So Much", popzinho de menina e "It's What I Want", com vocais dos rapazes da banda.


Amei-amei o álbum. Só não entendo muito bem a faixa de abertura (da qual coloquei o clipe alguns posts abaixo). Parece demais Eple (um dos primeiros singles que eles lançaram) e não tem nada a ver com o resto do álbum. Deve ser meio piada, para o povo achar que eles voltaram no tempo e se surpreender com o resto do álbum.


Já o novo do Prodigy...




Eu não gostei. Não odiei, mas achei meio... nada. Talvez eu seja o único que acha o álbum anterior, "Always Outnumbered, NeverOutgunned" o melhor deles. Gosto de todas as faixas (menos de "Hot Ride", porque detesto a Juliet Lewis) é um álbum pesado de rock minimalista, apesar da raiz eletrônica.


Esse álbum novo, "Invaders Must Die", lembra os primeiros do Prodigy. Sonzinho de rave. Deve funcionar para quem está drogado, mas testei hoje na esteira da academia e não funcionou...


Tem coisas como "Omen", que soa como um remix techno de trilha de terror, vai ficando legal, de repente.... acaba. "Thunder" é bacaninha, lembra bastante "Outer Space", com aquele toque de reggae subvertido, o que não é nada novo. Talvez a mais legal seja "Piranha". Ao menos foi a que eu mais ouvi, talvez pelo título. Tem uma letra bem tosca, do tipo, "dentes afiados de gilete, rasga você no meio, tome cuidado", buuuuu!!!


Enfim, não gostei não. Até estou ouvindo, mas eu colocaria como o terceiro melhor do Prodigy, depois de "Outgunned" e "The Fat of the Land" (isso porque não gosto dos dois primeiros).


PS - Já estava me esquecendo. O escritor Marco Lacerda fez uma longa e profunda (ops!) entrevista comigo, que vai ao ar neste domingo, na Rádio Incondidência, de Minas. Quem não é de lá, pode ouvir por aqui:




O horário está no flyer abaixo. Mas acho que depois de ir ao ar fica arquivada no site.


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