03/07/2009

DIÁRIO DE UM PORNOSTAR



"Dois dias depois voltamos para gravar a cena de sexo. Fui conversar com o diretor sobre qual era a intenção dele nesse filme; ele foi novamente bem grosseiro: “I don´t give a f*ck!” Meu tesão era zero. Eu não queria estar lá, ninguem falava inglês direito, eram poucos gays na produção; de gays só eu e outro ator, entre oito modelos. O cenário não poderia ser pior."

Bem interessante o blog de Andy O'Neill, brasileiro que se mudou para Londres e se tornou ator pornô por lá. Andy não é apenas assumidamente gay (e passivo), como também assume sua carreira e expõe os percalços e bastidores dela de forma muito sincera e inteligente - apresentando tanto o lado profissional quanto o lado safado do meio. Bem bacana saber que tem gente nesse meio que pensa, e saber o que pensa.

Fora que ele vai contra o padrão físico da grande maioria de atores pornôs (que eu acho brochante) de über machos bombados. Faz um estilinho "boy next door". É moço pra casar (embora eu desconfie um pouco do tom às vezes excessivamente "bom moço" do pitéu).

Acho o meio pornô conceitualmente muito rico, embora na prática acabe se limitando a uma ejaculação precoce. Até o próprio termo "pornostar" e o lado glamuroso e kinky da coisa deve estar se esvaziando cada vez mais, agora que as produções todas são dominadas pela internet, consome-se cenas picotadas e essas produções se distanciam cada vez mais do conceito de "cinema".

Eu me pergunto se ainda se produzem longa metragens pornôs em película. Queria tanto ver o Andy num desses cinemões da Praça da República...

Endereço do blog dele aqui: http://andyoneil.zip.net/

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