30/07/2009

LIMA



Acabo de chegar de Lima. Viagem ótima. Eu bem que queria esticar um pouco, conhecer outras cidades, um pouco mais de Lima (Machu Pichu mesmo não me apetece muito...), mas estou às vésperas do lançamento aqui em SP, então fica pra próxima...

Eu e as queridas da Biblioteca Nacional, no estande do Brasil.

Brasil era convidado de honra da Feira do Livro de lá. Eu era um dos escritores que representavam o país (embora eu nunca saiba exatamente como são feitas essas seleções...). Tive duas mesas lá - uma com outros escritores do Bogota 39 (autores que foram eleitos como "os melhores autores jovens da américa latina, em 2007", pelo Hay Festival, do País de Gales) e outra sozinho. Decidi falar em portugnol mesmo, e acho que ficou "gracioso", nos dois sentidos da palavra.


Minha mesa foi apresentada por Alvaro Lasso, editor de uma editora underground de Lima (que quer publicar meus livros por lá). Estava bem cheio, tinha meninas adolescentes querendo tirar foto comigo, peruanos intrigados sobre "o que aquele cara vestido de preto estava tentando dizer" e a presença de vários escritores na Platéia - como Pedro Mairal, Dani Umpi e (o autor do bestseller "O Vendedor de Sonhos") Augusto Cury, que até fez uma pergunta.

Esses encontros são bons para reconhecer minha identidade latino-americana - e perceber que já tenho um bom espaço além das fronteiras nacionais. Alvaro Lasso, meu novo editor, por exemplo, disse que queria me conhecer "há vários anos", sinal de que realmente as coisas estão repercutindo por aí a fora.

A questão é que o inverso não acontece, né? Brasil ignora o resto da América Latina (e os eventos que acontecem por lá - nesses encontros, por exemplo, aparecem jornalistas de todo continente, MENOS do Brasil. Inclusive Brasil ignorou totalmente o Bogotá 39.)

Além das mesas, tinha uma agenda cheia de entrevistas, fotos e jantarzinhos. Espero que eu consiga reunir um clipping dessas coisas.



Foto com 5 dos 39. Daniel Alarcon (Peru), Nazarian, Pilar Quintana (Colômbia), Pedro Mairal (Argentina) e Cuenca (Brasil), para um jornal local.



Era assim: além de acordar cedo para conversar com jornalistas, tarde da noite, quando estávamos bebendo, aparecia algum com um gravador, perguntando sobre o fim das utopias e a subjetividade da escrita.


A parte turística foi ok. Não deu pra conhecer muito, mas comprei algumas coisinhas (Peru é um país barato pra nós) e saí todos os dias para noite. O povo não é especialmente bonito, mas não é feio. Tem aquela coisa andina, um pouco próximo do índio: cabelo liso, pele castanha, olhos amendoados e tal. Dá pra encontrar um povinho bonito. E a noite gay é divertida.


Minhas guias durante o dia foram Karine e Vanaris, duas assessoras da Feira queridíssimas, que me mostraram um pouco da cidade. Aqui, Karine e eu na "Ponte dos Supiros".


Vanaris, Karine e eu, tomando um Pisco Sour no Hotel Bolivar. Falam que é o melhor da cidade.




Larco Mar - ponto (BEM) turístico. Uma delícia comer camarões e lulas empanados olhando pro mar lá do alto, embora num frio do caralho.


Pratos típicos: ceviche e Inka Cola (uma espécie de refrigerante de raios gama).


Jantar de primeira num cassino chinês.


Bêbado, com Cinthia. (Bom que no Peru não existe ressaca.)

Dani Umpi (Uruguai), Daniel Alarcon (Peru), Pilar Quintana (Colômbia), Schuma Schumaher (Brasil) e Vanaris (Peru), no hotel.


Meu quarto de hotel era estranhíssimo, grande e duplo. Eram dois quartos idênticos espelhados - duas camas de casal, duas TVs, duas mesas - com um banheiro no meio. Não sei porque eu tinha um quarto duplo, e não sei qual era o quarto do bem, qual era o quarto do mal, mas eu sempre me perdia: "Minha mala está neste quarto? Então meu sapato está no outro..."
(Tinha de tirar uma foto com essa jaquetinha que comprei pro Fábio - porque sabia que seria a última vez que iria usar.) Com Mayra Santos Fuerte (Porto Rico), que disse que eu era filho de xangô, ou exu, ou ebó, ou erefuê, sei lá.

Tem outras viagens (pelo Brasil e América Latina) bem em breve. Mas depois eu conto, agora é hora de concentrar no lançamento:


DIA 4 de AGOSTO, PRÓXIMA TERÇA, 20h, no VOLT (Haddock Lobo, 40). É só chegar. Não precisa de convite.


FIM DE SEMANA DO TERROR

A turma.  Passei os últimos dias trancado com uma dúzia de malucos, num sítio afastado, sem sinal de celular e internet. O “Fim d...