14/09/2009

O PINGÜIM NO PLAYGROUND


O meu pingüim balança, mas ainda tem acento.


E nesta terça a grande Índigo lança o dela - Um Pinguim Tupiniquim, livro juvenil divertidíssimo, que li há uns... 4 (?) anos, ainda nos originais.

Índigo tem um humor finissímo, uma personalidade deliciosa na escrita e é daquelas pessoas com quem fico feliz e me orgulho de pertencer à mesma geração literária. Sei que a gente vai sempre se cruzar em eventos, debates, lançamentos e viagens pela nossa carreira à fora.

Ano passado, eu , Andrea del Fuego, Índigo e Fábio, na (péssima) Bienal aqui de SP.


Vai aí um pequeno release do livro dela:Em busca de aventuras e novas experiências, ele deixa família e amigos a ver navios e percorre um trajeto confuso, que contou com um encontro com Amyr Klink e uma rápida passagem pela Argentina, e acaba vindo parar no Brasil. São muitas as aventuras pelas quais ele passa em território brasileiro até encontrar um pouco de tranquilidade no campo, onde passa a conviver com animais tradicionais de fazenda, como vacas, patos e galinhas. Segundo a autora, não há amadurecimento possível sem o risco de deixar o local onde nascemos, e é a partir disso que a aventura de Orozimbo representa também o percurso de crescimento humano.

Lançamento nesta TERÇA, às 18:30 na Livraria da Vila da Fradique (Coutinho, 915, Pinheiros).


E, pouco a pouco, vão saindo novas críticas sobre meu Prédio, meu Tédio e meu Menino Cego. A melhor delas, que acabei de ver, é do grande escritor Eric Novello, na revista Aguarrás, que coloca o livro como "Coraline with lasers" (hahaha), e também "Um redemoinho de paranóia, feito para te arrastar para dentro, para o fundo, para que você tente nadar até a superfície e chegue a qualquer outro lugar. É um livro que desorienta."


Acho que foi a primeira crítica que realmente entendeu o que eu quis fazer no livro, porque alguns (como o Fischer) apontam o livro como um romance de formação muito sério e hermético, quando é algo totalmente irônico e alegórico


No Estado de S. Paulo deste final de semana, por exemplo, há uma matéria sobre minha mesa na Bienal e a colocação de Suzana Vargas sobre meu livro como
"O Apanhador no Campo de Centeio do Século 21", que é bastante lisonjeira, mas não vejo como precisa.


Na verdade, nem me surpreenda tanto que o livro esteja sendo visto das maneiras mais diversas, apenas que ele esteja causando mais estranhamento do que algo como Mastigando Humanos, por exemplo. Para mim, O Prédio, o Tédio e o Menino Cego é mais uma consolidação do meu próprio estilo do que uma ruptura radical com o que eu já vinha fazendo.


E você, afinal, gostou?

PRÉ-PÓS-URBANO

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