13/03/2011

A BARRA CHORA

"É, verão acabou..."



Volto para São Paulo em dez dias, mas este é meu último final de semana aqui e o clima cinza, chuvoso e depressivo cria um misto de expulsão com lamento pela minha partida.

Me lamento todos os dias.

Mas achei que devia reunir os (pouquíssimos) amigos que fiz aqui e celebrar.

O bolo que eu fiz... Já fiz melhores.

Preparei um lanchinho na pousada da Ida, com a família dela, amiguinhas locais, Gabriel e Pira (que deram mais do que uma prova de carinho, vindo debaixo de chuva, em transporte público, lá do Cacupé), meu reptiliano Marciano, e outros que deram chabu e nem vou citar.



Depois de limpar, temperar, empanar e fritar dois quilos de lula... nunca mais.

Comprei garrafas e garrafas de champagne, fiz um bolo, temperei e empanei dois quilos de lula (e basicamente passei a noite fritando). E ainda fiz meu famoso sanduíche-iche-hit de pacotinho. [Cléo de Páris (musa dos Satyros e a noiva ruiva de Zé do Caixão em “Encarnação do Demônio”) já disse que é o melhor sanduíche do mundo; Fábio Polido (meu ex-marido) largou a carreira de modelo depois de provar; Cris Lisbôa queria vender como livro, com o pão impresso; e Marjorie Estiano... nunca provou o sanduíche.]


Trishyia me recebeu com esse cartaz lindinho. Mas juro que li "Viado Santiago."


Pira e Gabriel vieram de longe, mas chegaram.

Reptilianos.

Irmãozinho Taiya.

Andréia.

Mãezinha Ida chupou meu visual 100% magenta e eu tentei dar cabo dela com um wok.

Ah! Ida também preparou uma caranguejada. Quando cheguei, ainda tinha um vivo andando pela cozinha. Não sei por que, mas comer o caranguejo que vi vivo + me empanturrar de lula e ainda empurrar tudo com champagne me fez ter pesadelos terríveis com... guaxinins!

Deu mega trabalho fazer esses ovinhos de amendoim.


Terminamos o lanche na madruga, empanturrados e com a certeza de nunca mais comer lula a dorê na minha vida. Melhor assim. Nunca fez sentido comer lula no baixo-agusta...


E para terminar com uma receita, já que não posto aqui faz tempo, mando mais ou menos a receita do Sanduíche de Pacotinho Thomas Schimidt (aquele que matou Miguel em Feriado de Mim Mesm... Ops! Contei o final!)


500 gr de frango
2 potes de maionese light (só para não pesar na consciência)
4 pacotes de pão branco sem casca
2 maçãs, sem casca, picadas
2 cebolas picadas
Sei lá quanto de gengibre picado
150gr de damasco seco
Picles picado a gosto
Suco de uma laranja
2 colheres de sopa de mostarda
1 colher de sopa de curry
1 colher de sopa de wassabi


O resto você sabe, né? Ou quer que eu desenhe? Cozinha o frango. Desfia e mistura com todo o resto picado. Ah, antes refoga a cebola, a maçã, o gengibre e tal. Passa tudo em duas camadas de pão e embrulha em papel alumínio. Deixa na geladeira. Fica melhor no dia seguinte, e fica bom até uns 3 dias depois.


Aqui deu VINTE E SETE sanduíches, mas eu fiz 6 vegetarianos para a Pira (comecei misturando tudo sem o frango, fiz os dela, misturei o frango em seguida). O mais difícil é calcular o papel alumínio... neste foram dois rolos. E não miguela nas camadas, não. Com esse cálculo aí deve ter até mais recheio do que pão. No final, sobrou, mas não sobrou - cada um levou um pra casa e tudo certo.

PRÉ-PÓS-URBANO

Igreja de Satã A natureza é madrasta. A verdade da mata é impenetrável, intransponível, inabitável, não se pode pôr os pés lá. Não há tr...