31/10/2011

ESTÔNIA

Embarcando para Tallinn.


E o vigésimo primeiro país da minha lista é a Estônia. Fica só a uma hora e meia /duas horas da Finlândia, dá para ir de barco rapidinho. Vim passar três dias, antes de embarcar para a Alemanha e gostei bastante.

A parte medieval da cidade.

É uma ex-república soviética, mais próxima culturalmente da Finlândia, com pouco mais de um milhão de habitantes. Tallinn é a capital, com um centro medieval bem lindinho... mas na real é igual a todas as cidades medievais, seja Estocolmo, seja Barcelona, Praga ou Bruges. É um medieval genérico. E a cidade é meio parada, meio pacata.

Abrindo a janela do meu quarto de manhã...

A vista!


Tenho conseguido ótimos hoteis a preços razoáveis. Na verdade, tudo tem me parecido razoável quando se compara com os preços do Brasil. Me tornei um "frequent guest" da rede Scandic (de hoteis na Escandinávia) e tenho aproveitado enquanto não me mudo para o apartamento em Helsinque. Foi-se o tempo em que eu conseguia viver como backpacker. Hoje em dia sou um escritor velho, cansado, que precisa de uma boa cama e um banheira...

Rudolph cuida da minha mala. (Comprei essa rena em Rovaniemi, para meu sobrinho que está por vir, mas já peguei amor. Vou ter de comprar outra.)


Hoje o dia em Tallinn estava esplêndido, uns doze graus, céu azulzinho, e consegui alugar uma bicicleta para andar pela cidade. Posso dizer que Tallinn não é a melhor cidade para bicicleta, os semáforos são uma pentelhação (e a polícia me parou uma vez, porque atravessei no vermelho, mesmo sem carro vindo) não há ciclovias, mas ainda dá para se virar (Helsinque que é uma maravilha, com ciclovia a cidade inteira; vamos ver se vou conseguir andar de bicicleta no inverno...). O IPhone, como sempre, quebra um galhão como GPS, é só descarregar o mapa da cidade em algum ponto com internet (como o hotel) e depois o Google Maps dá sempre sua localização. Nem alguém como eu não consegue se perder.

Passeio de hoje.

Como bom turista, tinha um guia Lonely Planet, que me recomendou um restaurante turístico que servia carne de urso. Eu já comi urso ano passado, na Finlândia, até comprei latinhas para levar para o Japão. Mas faltava comer o bicho mesmo, morder o cangote, comer a carne fresca e bem preparada, não enlatada.


Olde Hansa, restaurante na parte medieval da cidade, que serve javali, alce e urso.

O restaurante é uma coisa medieval, bem turística, mas ainda assim com uma autenticidade - uma coisa é comer num restaurante medieval na Estônia, na área medieval preservada; outra coisa é um restaurante medieval em, sei lá, na Flórida. O loirinho que me atendeu era uma graça, vestido como pajem, ou pastor, ou bobo da corte, sei lá, me apeteceu.


O urso (com frutas do bosque, abóbora e uns grãos). Divino.

O cardápio do Olde Hansa tinha uns festivais, tipo rodízio, com vários pratos, carne de alce, de javali, de urso, cogumelos selvagens, mas eu já tenho comido como um urso e achei que não daria conta de comer tudo isso sozinho. Achei melhor pedir só o urso mesmo, que já tinha um precinho salgado e foi muito bom servido. Divino. Na verdade, é uma carne gorda, meio porco, meio carne de panela, mas muito bem feita, com bons acompanhamentos. E com toda a atmosfera do lugar, desceu tudo perfeitinho.

E o lorinho perguntou:

- Está gostando do urso, senhor?
- Ótimo. Comida para caçadores, hein?
- O senhor é um caçador?
- Bem... de certa forma... (nisso eu comecei a salivar pelo garçom)
- Caçador de mulheres, certo? (Disse rindo, querendo dar uma de brow)
- Hum, eu não diria isso...
- Bem, vou deixar o senhor aproveitar sua refeição...

O caçador de ursos... De ursos? Não. De crustáceos, de lagartos, "qualquer desses animais sem pelos e sem carne, que a gente parte com os dentes tentando sugar algum caldo..."

A próxima parada é Frankfurt, para fazer o trabalho efetivamente. Quem estiver por lá, dá uma olhada aqui:

http://novacultura.de/wb/pages/topics/santiago-nazarian.php


COMEMORAÇÕES

Fim de semana em Maresias.  A neve enfim chegou. Semana mais fria do ano no Brasil coincidiu com a publicação de meu nono livro, Nev...