12/06/2013

LISBOA

Botando os pés pela primeira vez em Portugal. 

 E Portugal é o 24o país que eu visito. Demorou; eu sempre procurei conhecer os países menos reconhecíveis; achava que mais cedo ou mais tarde surgiria algum convite para vir para cá. Até publiquei A Morte Sem Nome, em Portugal, em 2005, mas nada de eu vir. Então achei que já era a hora. Aproveitei a proximidade (e as passagens) da Espanha e estiquei para um feriadin de mim mesmo em Lisboa.



Restaurentezins. 

E Lisboa é INCRÍVEL. Das cidades mais lindas que conheci, mesmo. Reconhece-se muito do Brasil, mas com todo o charme europeu. Tem algo do Rio de Janeiro, de Olinda, de Ouro Preto, esse Brasil antigo, que veio daqui. Fora que é das cidades mais apetitosas do mundo – eu só rivalizaria com Paris – com uma pastelaria a cada esquina, restaurantezinhos super charmosos. Um mimo. 


Lisboa.  

E a oferta de gulodices não se restringe à comida. Lisboa deve ser a cidade com maior número de traficantes por metro quadrado. No centro, não consigo andar um metro sem um curió vir oferecer haxixe, maconha, cocaína. Não conferi, mas acredito que a qualidade não seja a mesma dos pastéis de nata. 


Lisboa antiga. 

O charme antigo de Lisboa também tem o lado negativo do antiquado. Foi só eu chegar aqui e um caixa eletrônico engolir o meu cartão. Dois dias depois, a gerente do banco me devolveu e disse que “era normal isso acontecer.” Como assim? E se eu não tivesse outro cartão e dinheiro para pagar as contas/comer/viver?


Lisboa antiga. 

A cidade também tem um sistema de wifi bem limitado. Pode parecer frescura, mas o Google Maps é uma mão na roda quando estou numa cidade desconhecida. E sem um número de celular aqui, fica difícil me comunicar com os amigos da cidade sem acesso à internet.


Lisboa moderna. 

Estou hospedado no Hotel Flamingo, que é central e reservei na sorte. O preço é bem ok, o quarto é grande, tem uma banheira deliciosa, mas o café da manhã é vergonhoso quando se compara com o que cada cafezinho de rua oferece. Além disso, só tem um serviço de wifi cobrado a 5 EUROS A HORA. Como alguém poderia TRABALHAR num hotel desses? Bem, felizmente o sistema é português, e não é preciso ser um grande hacker para estender essa hora gratuitamente...


Com Petra e Pessoa (ao fundo). 

Cheguei na segunda, peguei o finalzinho da Feira do Livro e encontrei a Petra, que trabalha com a Nicole, minha agente. Apesar da agenda apertada dela por aqui, conseguimos passear um pouco pela cidade.

Tiburones. 

Hoje de manhã fui ao Oceanário de Lisboa, aquário estupendo, que com certeza é meu favorito no mundo (e olha que já fui no famoso Aquário de Osaka, no Japão).

 Oceanário.

Dá meio medo de pisar nesse vidro ultra-transparente sobre tartarugas....

E, por pura sorte, amanhã é um dos feriados mais importantes do país: Dia de Santo Antonio. Esta noite o povo todo está pelas ruas, numa espécie de carnaval lusitano. Dei um pulo no Alfama, onde tem uma tradicional festa de rua, com sardinha na brasa, música e bebidas. Estava achando bem divertido, mas depois de um tempo não conseguia mais manter os olhos abertos com toda aquela fumaça de churrasco concentrada, e só conseguia pensar: “Por que diabos eu acabei de lavar o cabelo?”

Onde termina o aquário...


Amanhã é meu último dia aqui. Então voltei para o hotel para recarregar as energias e devo voltar para a festa, que hoje deve se estender pela noite toda. Queria conhecer um pouco a zona gay, mas com todas essas festas de rua não vejo muito sentido. Também estou meio cansado de sair sozinho. Não tenho mais tanta resistência para beber; não tenho vontade de caçar; estou namorando e queria mesmo estar fazendo tudo isso com certo loirin.

"Seja uma pessoa feliz, coma arroz doce da tia Beatriz!"

Mas esse é um bom motivo para voltar ao Brasil. E já gastei demais, comi demais, me queimei demais. Cheguei aqui na segunda, com 16C, hoje estava 36C e estou todo vermelho. Essa será uma viagem curta, de dez dias, mas já é mais do que o suficiente. E já tenho confirmado o 25pais da minha lista: México ! Ainda este ano. 




 Always on the road. 


UM ANO TREVOSO

Saindo do poço... Não foi fácil para ninguém, não se engane. Não foi fácil para mim. Estava revendo há pouco minhas retrospectivas de a...