26/11/2013

MUNDIN DAS LETRAS...



Entrevista recente minha com Daniella Zupo, no ótimo "Agenda", da Rede Minas, sobre a reedição do Mastigando Humanos. 

Final de ano sempre é movimentado no "mundin das letras", e acabei fazendo mais do que no resto do ano inteiro.

Depois da Fliporto, teve a "Balada Literária", em que mediei uma mesa e acompanhei alguns lançamentos. Acho que o maior mérito e grande diferencial da Balada é sua generosidade em mostrar as possibilidades da literatura. Que é Lygia Fagundes Telles, Luiz Schwarcz, Caetano Veloso e Raduan Nassar- mas também Dani Umpi, Hugo Guimarães, Mauro Nunes, Índigo e tantos e tantos outros. Não é um eventozinho alternativo, assim como não é um enventozão careta. É uma vitrine riquíssima das mais diversas expressões que passam pela literatura.

Ainda que, por falta de tempo, eu não tenha conseguido participar de muita coisa nessa edição, ouvi, li e participei de bate-papos riquíssimos, não só em mesas de livrarias como em mesas de bares, nas madrugadas. E não só com autores, mas com leitores, músicos, jornalistas.

De uma das discussões que ficou, lembro bem de discorrer sobre essa figura tão valorizada do "escritor discreto" - aquele ser humilde, silencioso, que é valorizado por fazer seu trabalho sem aparecer. Raramente se percebe que é esse também que só colhe elogios, prêmios, glórias, mas deixa de elogiar, divulgar, ajudar seus colegas autores. Está longe de ser o autor generoso. 

E generoso é o que não podemos deixar de dizer de Marcelino Freire, que organizou mais essa Balada Literária (e não só isso). Brinde a ele.

Hoje estive no Prêmio São Paulo. Havia vários queridos concorrendo - Evandro, Xico Sá, Luisa, Luize, Raphael, Zuenir. Achei merecidíssimo o Galera ganhar, já tinha falado do livro dele aqui. Os iniciantes premiados eu não conhecia, mas também acho bem positivo serem de editoras pequenas, e não tão integrados no meio. Também pude ter boas conversas - e uma certa esperança na profissionalização do meio literário brasileiro, embora eu ande bem pessimista no futuro do país como um todo. 

Mas afinal, sendo realista, é possível ser otimista na minha idade, quando os melhores anos provavelmente já ficaram para trás?

Oh!

Em outra discussão que tive, ouvi a ótima frase: "O sucesso só faz sentido quando se é jovem" (e só não credito aqui porque não sei se o autor quer assumir). Mas é verdade, é verdade. Sucesso! depois de um tempo não é mais aproveitado, não é recebido com o mesmo entusiasmo, a mesma euforia - não faz o mesmo sentido.

"Faça sucesso o quanto antes, ou vai acabar igual a mim."

(Essa é só mais uma boa frase de efeito.)

Resta ir ao México. Isso será novidade, no próximo final de semana. Ainda inédito - 25o país que vou conhecer. Para a Feira de Guadalajara. A minha programação oficial é essa:

estinaçao Brasil
03-Dic
Destinaçao Brasil
17:00 a 18:50Salón 3, planta baja, Expo Guadalajara
Latinoamérica Viva
04-Dic
Latinoamérica Viva
17:00 a 18:50Salón Juan José Arreola, planta alta, Expo Guadalajara
Ecos de la FIL
04-DicSantiago Nazarian
Ecos de la FIL
11:00Cumbres San Javier



22/11/2013

REFLEXÕES DO GATO MURR

Íntegra da minha resenha publicada na Folha, final de semana passado: 

Animais protagonistas não são novidade na literatura. Em 1819, quando o alemão E.T.A. Hoffman publicou seu “Reflexões do Gato Murr”, já era bem conhecida a história do Gato de Botas, tanto na fábula original de Perrault, a versão dos irmãos Grimm e a sátira de Ludwig Tiek (citada com destaque no livro de Hoffman). Há uma longa tradição no terreno das fábulas, nas quais animais tomam características humanas, a serviço de uma lição sobre a moral. Porém a forma audaciosa como Hoffman apresentou seu gato, no auge do romantismo, e como ela permanece inteligente e atual é o grande mérito de seu romance.
                Murr é um gato doméstico, narcisista e burguês (ou “filisteu”) que, observando os papéis de seu mestre, resolve se tornar escritor. “Com a calma e a segurança peculiares ao autêntico gênio, passo ao mundo minha biografia para ensinar como é possível fazer de si um grande gato, registrar minha perfeição em todos os sentidos e que os outros me amem, me estimem, me reverenciem, me admirem, me idolatrem um pouco,” diz o personagem no prefácio “suprimido” (obviamente incluído). Esse é o tom delicioso do texto, que tem o narrador perfeito para satirizar os maneirismos da época, numa escrita dândi e hilária.  “Ocorreu-me, finalmente, haver lido que a indiferença e uma barba por fazer seriam marcas indiscutíveis do apaixonado!” coloca Murr ao conhecer a gatinha Miesmies. “Olhei-me ao espelho e... Céus, minha barba estava por fazer! Céus, sentia-me indiferente!”
                Murr é o típico anti-herói, carregado de defeitos e de caráter discutível, mas ainda charmoso e adorável. Sua relação com o poodle Ponto, suas tentativas de escapar da burguesia e a forma como seu dono o trata como um gato qualquer, sem desprezar suas características humanas - como se costuma fazer com os animais de estimação - são o ponto alto dessas reflexões literárias.

                Porém o maior problema do texto está em sua maior ousadia. Não satisfeito em criar uma fábula adulta, Hoffman mesclou no livro páginas da biografia de um compositor chamado Johannes Kresleir (personagem recorrente em sua obra). O gato teria misturado os dois textos ao usar as páginas da biografia como mata-borrão para seus textos. Dessa forma, a narrativa de Murr é constantemente interrompida pela história de Johannes, que ainda que bem-humorada e que se comunique aqui e ali com a história do gato, resvala a uma sátira convencional da época. Não deixa de ser sintomático que a obra seja conhecida como “o romance narrado por um gato”, mesmo com a biografia de Johannes ocupando mais da metade do volume. É comum ler relatos de leitores que simplesmente pulam essas páginas e se dedicam exclusivamente à obra do gato, uma leitura possível. (Avaliação: regular)

19/11/2013

SNUFF BOOK


Algumas coisas só podem ser feitas por escrito. Certos temas, imagens e mensagens só podem ser passados onde ninguém mais os encontraria: num livro. Literatura não tem consenso, não tem orçamento, não tem compromisso e não tem censura. Nessa arte de ninguém, tudo é possível, embora poucos se lembrem disso. Hugo Guimarães está aqui para lembrar. É um autor que vai além. E esta sua pequena pérola serve para mostrar o que ainda, o que apenas pode ser feito num livro. Seu estranho mundo é feito das paixões mais sombrias, grotescas e verdadeiras que fermentam em nós, mas que só encontram saída nas mãos dos loucos e dos artistas. São doze contos de estupro, orgia, tortura e assassinato em que o autor arma um arriscado jogo de desejos próprios e emprestados, fatos e ficção. É comum tentar-se definir jovens autores comparando-os com os já consagrados, encaixando-os em rótulos pré-estabelecidos. Nesse movimento, Hugo seria beat e maldito, pornográfico e surrealista. Literatura snuff? Torture porn escrito? Nada e ninguém ao que o compararmos fará jus à autenticidade de seu universo, a personalidade de sua escrita. Num meio e num mundo cada vez mais quadrados, “O Estranho” tem a força de um atentado terrorista. 



Orelha que assino para o grande livro de contos de Hugo Guimarães. Tem lançamento esta semana, na balada literária:



22/11 (sexta-feira), 19h30 – BALADA NO ESPAÇO PARLAPATÕES: Lançamento dos livros “Rachas”, de Andréa Moraes; “O Estranho Mundo de Hugo Guimarães”, de Hugo Guimarães;

Mauro Nunes. 

Na balada também haverá o lançamento do romance de estreia de Mauro Nunes - o caos do acaso - em que eu assino o prefácio e já coloquei aqui. Bem bacana.


23/11 (sábado), 22h – FESTA DA BALADA NO BAMBU BRASIL BAR: Lançamento do livro “O Caos do Acaso”, de Mauro Nunes; do projeto "Doritos", de Thiago Barbalho; e das antologias “Proibido Para” e “Edifício Marquês de Sade”

E ainda tem a mesa que eu vou mediar. Programação completa aqui: http://baladaliteraria.com.br



17/11/2013

OLINDA

Minha mesa na Fliporto - Eu sou do chapeu, claro. (Foto do querido Ney Anderson.)


A Fliporto foi insana. Já começou com um pouso de emergência em Salvador. Descobriram um quati escondido no meu avião vindo de São Paulo e tivemos de parar para evacuar o bicho, que ficou louco. 

A piscinha da Pousada do Amparo. 


 A vista pro centro histórico era linda - o problema era o forró na rua de noite...


Aqui em Olinda, fui hospedado na Pousada do Amparo, uma pousada butique lindinha, com ótima comida e linda piscina, mas que infelizmente não abrigava grande parte dos escritores. Acabei aproveitando as amizades e passei mais tempo na piscina do Hotel Sete Colinas, com a querida Mona Dorf, Del Fuego e família. 


Família del Fuego. 


Apontando para Mona Dorf os saguis que avistava no hotel. 

E o festival em si: Fliporto é um festival... estranho. Uma mega estrutura montada numa praça de Olinda, com muita gente circulando, barracas de comida, artesanato, mas uma programação de debates que poderia render bem mais. Acho meio estranho, por exemplo, que a grande mesa do evento (noite de sábado) tenha sido com a Maitê Proença (que também escreve, claro, mas...) ou que a grande mesa juvenil tenha sido com uma atriz da novela Rebelde (?!). Entendo esse tipo de evento numa Bienal, mas a Fliporto ainda não se decidiu se é comercial, se é literária, o que toda aquela criançada faz lá comendo algodão-doce... (O espaço de "venda" de livros também é bem restrito. Não há estandes de editoras, etc.) 
Christiano Aguiar, Andrea del Fuego, Andres Neuman. 


Vi a mesa da Maitê - por uns quinze minutos. Também acompanhei outros debates mais literários e proveitosos. O da Andrea del Fuego, Andres Neuman (que conheço do Bogota 39) e Luiz Rufato mediado pelo fofo do Cristhiano Aguiar foi bem bacana e bastante literário. O do Valter Hugo Mãe com Sidney Rocha (que fechou o evento, agora há pouco) me decepcionou deveras. Explico: nunca li o Hugo Mãe (my bad), mas tenho ótimas referências dele, claro. Porém o que pareceu é que eu estava vendo o debate com um padre. Um padre divertido, carismático, bossa nova, mas um padre. Certinho, bonzinho, fala o que as pessoas querem ouvir: 

Valter Hugo Mãe com Sidney Rocha. 


- Falou de sua raiz católica, de sua devoção por São Bento. De como já foi considerado um menino santo. 
- "Eu era uma criança ingênua e pura, como todas as crianças."
- "As mulheres estão longe de serem respeitadas", fez vários discursos femininistas.
- Emocionou-se e chorou em algumas ocasiões.
- Soltou a frase "Vou dizer uma coisa muito feia" e explicou o amor que sente ao cachorro, desculpando-se por  achar o ser humano menos digno. [Pra mim, esse é o equivalente literário pau no cu do "Vou falar uma coisa meio pesada: já transei na balada."]

A cada discurso desses, a plateia interrompia com aplausos. Não me leve a mal, não tenho nada contra o Hugo Mãe. E tenho fontes confiáveis de que é um grande escritor. Mas o discurso... É muito "bonzinho", muito cristãozinho. Numa só mesa conseguiu vender São Bento, a pureza das crianças, a injustiça com as mulheres, o amor pelos cães e a esperança no ser humano - porra! E fiquei pensando se é isso que é necessário para se tornar GRANDE, para ser respeitado e ser divulgado e lido pelo maior número de pessoas. É preciso ser um SANTO. Eu - que não posso deixar de emitir uma opinião incisivamente negativa, descrente, ateia e sombria sobre o ser-humano-deus-cachorro-são-bento - estou condenado?

De toda forma, poder ter essas reflexões é a grande riqueza desses eventos. 

E minha mesa?


Com Márcia Dementshuk e Andrea del Fuego, que abduzi pra minha mesa. 


Minha mesa foi uma zona. A Record queria muito que eu estivesse presente no evento. Eu queria estar presente no evento. E a Fliporto - acho que sem saber o que fazer comigo - me encaixou numa tenda para adolescentes (que era mais uma tenda para PRÉ-adolescentes). 

Estava lotado. Mas grande maioria não sabia quem eu era e o que eu fazia ali. O que eu fazia ali? Achei que aquilo não ia dar certo. Crianças com balões, pais com filhos, muita gente falando. A querida Marcia Dementshuk, que fazia a minha apresentação, tentando levar para um tom mais "lúdico". Ficou uma guerra entre entreter a criançada, falar sério de literatura, tentar vender o livro "do jacaré", que nunca foi escrito como um livro juvenil. 

Mas até que foi divertido.

Em determinado ponto, avistei Andrea del Fuego na plateia e a puxei para a mesa. Queria dividir a carga com ela. Mas passei a ser sabatinado pelas duas mulheres e, aos trancos, a coisa foi. No final, foi aquela coisa, de tirar mais fotos com a petizada do que vender/assinar livros. Mas foi lindo, lindo ver leitores e leitoras fieis que levaram pilhas com todos meus livros para assinar. Passei um bom tempo autografando. 

Ney Anderson.

A linda Mitzy Garcia me escrevia há tempos. Adorei conhecer. 

A Rebeka Gomes já é de casa, leitora fiel de tempos...


Ao ponto de ter a capa de "A Morte sem Nome" tatuada nas costas. Não dá para ser mais fiel do que isso. A ilustração, por sinal, é do meu pai. 


Enfim, valeu bem. Também saiu uma mega matéria de página inteira no Folha de Pernambuco, assinada pelo Talles Colatino, com uma ótima entrevista e o título "O Pop Maldito de Nazarian" (uh-hu!), gravei entrevista pra Globo e pra Record. E é isso aí. 



Acho que a estrutura da Fliporto podia render bem mais literariamente, mas a estrutura está lá. E o importante é termos todas essas iniciativas em diversos pontos do país.


Na Globo, no brejo. (Flagrante da Rebeka Gomes.)

Aproveitando: 

Na próxima quinta estou na Balada Literária, em São Paulo. Mediando uma mesa sobre famílias de escritores com minha mãe, entre outros: 

21/11- 16h – LIVRARIA DA VILA (Fradique):
  • PIRATAS DO TIETÊ – Famílias literárias
    SANTIAGO NAZARIAN conversa com ELISA NAZARIAN, ESTRELA RUIZ LEMINSKI e RICARDO RAMOS FILHO

Prometo levar outro chapeu. 


13/11/2013

O REI DA BALADA (LITERÁRIA)


Marcelino Freire. 


Pensei que se eu tivesse de escrever, na vida, uma outra peça de teatro, escreveria esta, a de um dramaturgo de sucesso que atravessa o Brasil em um carro funerário, levando, para seu último descanso, o corpo de um garoto de programa com quem ele havia trepado, uma história, digamos, de amizade, ao que parece, também daria um bom filme, essa viagem, se não fosse ela, em vez de ficção, a mais pura verdade. 

Há alguns meses discuti aqui (e com alunos de oficina) as fronteiras entre romance, novela, conto, crônica. Como grande parte dos romances brasileiros contemporâneos se aproximam mais de novelas, como a novela pode não ser um gênero menor; agora Marcelino Freire surgiu para embaralhar esses conceitos.

Nossos Ossos é seu primeiro romance, ou novela, ou como ele chama "prosa longa", o certo é que não é um livro de contos. Mas quem já está familiarizado com sua obra vai se surpreender em como ele manteve a mesma identidade, oralidade e o ritmo de sua escrita numa única história que se estende por 120 páginas. 

As imagens emblemáticas e as situações insólitas são narradas por ele de maneira telegráfica, palavra puxando palavra, no mesmo fôlego que ele usava para a "prosa curta", que funciona incrivelmente bem também aqui. É um "romance" como nenhum outro e como só ele poderia fazer. 

Um dramaturgo recebe a notícia da morte de seu "boy" (ou michê) e decide levar o corpo de volta à família, viajando de São Paulo até o sertão do Recife. Assim o livro é dividido, metade em drama urbano, metade em roadbook. Como é espertamente sugerido no parágrafo selecionado, daria um belo filme, ou peça, mas acima de tudo daria um belo audiobook, com o próprio Marcelino na leitura, como faz tão bem. 

Estendendo as fronteiras da literatura, não só no papel, semana que vem começa a sua Balada Literária, evento que ele organiza há sete anos, e que mistura literatura, música, teatro e artes plásticas. 

Eu também estarei lá, mediando uma mesa. Vocês podem ver a programação completa aqui: 


Mas antes, neste final de semana, estarei na Fliporto, no braço "Nova Geração", dedicado aos jovens, lançando a nova edição de Mastigando Humanos e Garotos Malditos. Sempre sou recebido com muito carinho em Pernambuco. E vai ser ótimo estar lá pela terceira vez. 

É domingo, 17h, em Olinda. 

Programação completa aqui: 



 No lançamento de Marcelino, semana passada. 

10/11/2013

A VIDA SELVAGEM


Nessa vida sem destino, não há segurança de nada, a não ser de liberdade. Resolvi abrir um feriado esta semana e visitar Floripa, minha segunda casa, que há um bom tempo estava abandonada. 


Na trilha do farol.

Tive a companhia mais do que parceira do Murilo - que se provou pau (ops!) para toda obra. Quem mais poderia me acompanhar por mais de 40km seguidos de bike (da Barra ao Santinho, e de volta), além de trilhas, nados e refeições fartas. Fique com a fotos. 

O farol. 


O Chamado. 

Subir no Farol dá um medinho...


Murilo no alto. 

Vista. 

A Barra. Minha segunda casa. 

Na estrada da reserva florestal do Rio Vermelho. 




Murilho no Santinho. 


A imprescindível sequência de camarão. 



Cachoeira na Costa da Lagoa. 







Rockstar decadente flagrado pelos paparazzi. 


Rockstar se afogando. 




Com a Pira, na Joaca. 



Comercial de Margarina. 


Desta vez não rolou kite, nem mergulho, e faltou matar a saudades de vários lugares (e poucas pessoas), mas fica para uma próxima... se eu tiver forças pra isso. 

As caminhadas, trilhas e bike já foram bom gostosas, intensas e exaustivas (ou gostosas exatamente por serem exaustivas). A vida em São Paulo me parece tão restrita, tediosa e insuficiente, mas é a vida possível. O importante é poder dar escapadas como essa. Preciso mantê-las frequentes.


Amanhã voltamos ao dióxido de carbono. 

PRÉ-PÓS-URBANO

Igreja de Satã A natureza é madrasta. A verdade da mata é impenetrável, intransponível, inabitável, não se pode pôr os pés lá. Não há tr...