10/11/2014

CORAÇÃO SULISTA


 
Com Leticia em Porto Alegre, no início do século.

No começo de 2000, eu tinha vinte e dois anos, estava terminando a faculdade de comunicação da FAAP em São Paulo e queria mudar de ares, sair da casa da minha mãe, morar sozinho.

Escolhi Porto Alegre meio aleatoriamente - talvez acreditando, como paulistano jeca, que iria para um Brasil loiro com temperaturas amenas. Encontrei algo melhor, uma terra acolhedora, com ótimo nível cultural e mulheres que se tornariam amigas para a vida toda. 

Com irmãzinha Taina, no meu primeiro lançamento por lá, em 2004. 

Na época eu trabalhava com redator publicitário em SP, e tinha um dinheiro guardado. Pedi demissão, aluguei um apartamento no Floresta e fui procurar emprego nas agências de Porto Alegre. Acabei trabalhando quase dois anos na Escala, de onde novamente pedi demissão em 2002 para ir à Europa (onde fiz mochilão e trabalhei um tempo como barman). 

Então Porto Alegre foi onde comecei de fato minha vida adulta, minha independência, onde morei pela primeira vez sozinho e caí na vida. Não teria conseguido se não tivesse sido adotado pelos colegas de trabalho, a Taina, Letícia, Telmo, Renata, Miltinho, Márcia... Foi lá também que escrevi meus dois primeiros livros (que seriam publicados anos depois). Até hoje acho que minha escrita está muito impregnada da literatura sulista. 

Isso tudo para dizer que amanhã estarei de volta por lá, para lançar BIOFOBIA no Sarau Elétrico do Ocidente e na Feira do Livro, nos horários abaixo. 

Divulguem, apareçam, comprem. 


De lá eu sigo para outra paixão, Florianópolis, simplesmente o lugar que mais gosto NO MUNDO.


Lá eu morei por um ano, de 2010 a 2011, também numa busca de mudar novamente de ares, de vida, ficar mais em contato com a natureza e ser garoto de praia enquanto ainda restava algo de "garoto" em mim. Foi lindo, mas era uma aposentadoria. E a falta de vida cultural e de trabalho local me fez ter de abrir mão da ilha depois de um ano - mas permaneço com o coração lá, e a ilha tatuada no braço. 

Na varanda da minha casinha na ilha, na minha vida de surfista em 2011.

Minha família em Floripa foi a Ida Andersen, dona da pousada em que passei algumas semanas até conseguir alugar uma casa. Seus filhos foram meus irmãozinhos, e a capa do BIOFOBIA inclusive foi feita por um deles, o Taiya.


Taiya e Ida, anos atrás. 

Então quinta-feira terei o prazer de lançar o livro por lá, em parceria com o grande escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder. O convite é esse: 



Assim conto com os amigos de Porto Alegre, de Floripa. Apareçam, divulguem, comprem, não me deixem só. Quero continuar sempre com um pé no sul, com histórias para contar. 

Barra da Lagoa. 

UM ANO TREVOSO

Saindo do poço... Não foi fácil para ninguém, não se engane. Não foi fácil para mim. Estava revendo há pouco minhas retrospectivas de a...