16/08/2015

LITERATURA EXTREMA

Com os grandes, em Extrema.
 Acabo de voltar de Extrema, cidadezinha na divisa de São Paulo e Minas, onde aconteceu pela segunda vez um festival literário dos mais divertidos.

Ano passado, falando com leitores adolescentes de "Garotos Malditos".

Enquanto a maioria dos eventos literários tem motes "carinhosos" como "a literatura é uma viagem", "ler faz um mundo melhor" e "a leitura transforma o mundo", o festival de Extrema parece estar se consolidando em explorar o lado negro da força, que ao meu ver tem uma força transformadora ainda maior.

Dessa forma, a programação toda girou em torno da violência, desde o registro documental (com Ilana Casoy e Marcelo Resende - esse mesmo, do Cidade Alerta), até a ficção, com Raphael Montes, Marcelino Freire e Ana Paula Maia.

Eu mesmo estive lá, mas não estava lá. Participei ano passado de duas mesas (uma delas sobre literatura de horror) e este ano me convidaram novamente apenas para conferir as mesas. Eu sempre gosto de assistir, ver o que os outros autores têm a dizer, além de encontrar os amigos e estender nos bares e na noite, então foi ótimo.

Tietando Ilana Casoy. 

Estava especialmente curioso para encontrar Ilana Casoy, criminologista autora de alguns dos livros mais impactantes que já li (reportagens sobre crimes reais como o "Serial Killers Made in Brazil"). E pessoalmente ela é das pessoas mais queridas e divertidas - entramos pela noite bebendo e conversando.

Guido Palomba e Ilana Casoy mediados por Cadão Volpato. Só faltou o gel para o ringue. 

Mas a mesa dela com o lendário psiquiatra forense Guido Palomba não ficou para trás. Já começou com os dois discutindo inflamadamente sobre o caso "Marcelinho" (o menino carioca que supostamente matou os pais PMs e se suicidou) e seguiu para discussão de outros casos e métodos forenses, em discordâncias apaixonadas que deixaram a plateia fascinada e o mediador Cadão Volpato numa sinuca. Das mesas mais intensas que já vi.

(Terminada a mesa, Dr. Guido veio correndo falar com... Murilo, e se revelou fã e torcedor do Masterchef Brasil. Você vê o poder dos realities.)


Mutarelli e Beto Brant. 
Se as outras mesas não foram tão "intensas", foram mais literárias, com Reinaldo Moraes narrando suas "pornopopéias" (com acento), Beto Brant contando sobre adaptações literárias, Mutarelli sendo sempre tão Mutarelli. Lindo.

Irmãzinho Raphael e Reinaldo. 

O organizador, Marcelo Spomberg, faz todo mundo se sentir em casa, é de uma atenção e carinho ímpares e está aí criando algo muito especial. É um festival realmente diferente, já com uma identidade própria, que precisa continuar e crescer.

Ontem o povo entrou noite a dentro bebendo, Murilo ficou me representando, mas eu mesmo fui dormir cedo, que sou um escritor cansado de meia idade. 

Hoje com Marcelo e nosso motorista Rufo, piloto de Fórmula Truck, que é um personagem à parte.

Eu ainda terei eventos bem bacanas este ano, sendo o próximo também em Minas, na Fliaraxá, com Marçal Aquino. Acompanhe na aba "agenda" aqui do blog, que vou atualizando por lá.


Ana Paula Maia é das favoritas, sempre.

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