17/08/2016

9ª - CABO POLÔNIO



Continuando minha contagem regressiva das cidades favoritas no mundo...

Cabo Polônio. 

Esse pequeno povoado uruguaio, a cinco horas de Montevidéu, é uma área de proteção ambiental de difícil acesso, sem energia elétrica, que vem pouco a pouco se tornando destino de mochileiros, hippies e outros animais orgânicos.

As pedras tomadas de leões marinhos. 

Foi destino de férias minhas com o Murilo em 2014, por ideia dele.  Ouvi de diversos amigos que era “um paraíso” e “melhor lugar do mundo”; eu não diria tanto, mas certamente é uma viagem inesquecível.


Fomos de ônibus de Montevidéu durante o dia, e a viagem vale a pena para conhecer mais do país, parando em cidades lindinhas. O ônibus deixa na entrada do parque florestal e de lá é preciso seguir para o povoado em veículos 4X4 (para vencer as dunas) que saem de hora em hora.

A entrada da reserva. 



Chegamos no começo da noite, já escuro, com a visão mais impressionante que o lugar pode oferecer. Escuridão total vencida em intervalos pelo enorme farol marítimo que varre circularmente o povoado. Assim fomos nos guiando para chegar à pousada.

O mercado do povoado. 

O povoado é mais pitoresco do que bonito e a natureza em si tem aquela pegada melancólica, desolada, do litoral do sul. Mar cinza, gelado, leões marinhos; nada perto de um “paraíso tropical”, como temos por aqui. Entramos na água e quase morremos, embora o clima estivesse razoavelmente quente. Ainda fizemos umas trilhas, vimos os sapos darwins (que só existem por lá), tivemos uma estadia bem prazerosa.

Nossa pousada. 

Ficamos no La Perla, provavelmente o lugar mais sofisticado de lá, com vista para o mar, energia elétrica de gerador algumas horas por dia, e um excelente restaurante com cozinha sofisticada no jantar – diárias de cerca de US$100/casal.

A vista do quarto. 

Talvez seja mais divertido e movimentado na temporada – mas também tivemos o privilégio de pegar praias basicamente desertas.  E talvez exista uma magia em ir de mochileiro, ficar em albergue etc. Para nós, que fomos de casalzinho, foi bem gostoso, mas longe de ser um paraíso. Permanece como um ponto inesquecível pelas peculiaridades do lugar, a falta de energia elétrica, o clima desolado, a viagem até o lugar em si. Eu voltaria com certeza, ficaria um tempo para escrever um livro... se tivesse como alimentar meu Macbook. 



Quarta que vem sigo para a 8ª posição. 

A QUEM POSSA INTERESSAR...

Eu e Raphael, apocalípticos e integrados.  É aquele velho ranço: o autor que vende ressente não ser levado a sério, o autor que é leva...