27/10/2016

CITY MORENA

Eu e Marcelino Freire no Mato Grosso do Sul. 

Acabo de chegar de Campo Grande, a capital morena de Mato Grosso do Sul, vindo do VI Encontro de Estudos Literários da UFMS.


Sempre lindo ir além das capitais óbvias, encontrar vida inteligente em outros sotaques, perceber que cheguei lá antes de chegar lá, ter razões para voltar...

A "cidade morena" do topo do Bahamas, seu maior prédio. 

Estive em Campo Grande pela primeira vez há seis anos, a convite do Sesc Horto, fazendo debate, palestra, instalação e o caralho (não, isso pelo que me lembro não fiz...). Foi ótimo da primeira vez, agora melhorou. Voltei numa roupagem mais acadêmica que para mim é sempre muito gratificante. A gente sente que está sendo levada a sério, ou ao menos estão se esforçando.

Com os queridos Luciano Serafim e Wellington Furtado Ramos.

O convite veio do Wellington Furtado, professor que se formou em mestrado sobre minha obra (com tantos anos e livros, pode ser tudo uma droga, mas não dá para não dizer que é uma obra...) e está fazendo doutorado sobre Raduan Nassar.  Participei de um debate de quase três horas com Douglas Diegues, o poeta do portunhol selvaje, mediados pela Anélia Pietrani, professora-doutora da UFRJ.



Douglas é um performer; como bom poeta realiza-se com a leitura ao vivo, que não faz tanto sentido para mim como romancista. Ainda assim, li um trecho do romance novo, respondi perguntas do público, da mediadora... Bem, em quase três horas deu para todos fazerem basicamente de tudo.



Havia um público volumoso, participativo e combativo, apesar da forte chuva... Ou talvez tenha sido a chuva que tenha trancado todos/tantos naquele auditório por tanto tempo, "todos os melhores animais escolhidos do dilúvio", como anunciei no começo da conversa. O mais lindo sempre é encontrar os leitores com as pilhas de livros para eu autografar (já são oito... ou nove? O juvenil conta? Já conto o próximo? Já começo a perder a conta).



Não fiz muito além disso. Aproveitei o belo hotel para escrever, traduzir... (ou jogar Monster Hunter); peguei piscina, fui na academia. Hoje, antes de ir ao aeroporto pude encontrar meu amigo/querido/irmão/camarada Marcelino Freire, que está (se) debatendo agora à noite, e almoçamos num rodízio de peixes da região... que faz tudo para camuflar os peixes da região (com queijo, molho, risoto, batata frita, sashimi de salsicha).

Na minha primeira vez no MS, em 2010. 

E ainda saiu uma boa matéria num jornal local, que fez bem em pegar as declarações de quem pesquisa a minha obra, em vez de mim. Se deixam comigo, solto as frases que terminam em matérias como "Muito Gente me Considera um Babaca" ou "Não tenho leitura imprescindível. Imprescindível é a vodca."

(Aqui: http://www.progresso.com.br/caderno-b/santiago-nazarian-participa-do-encontro-de-estudos-literarios)

Então só tenho a agradecer à city morena, ou aos seus habitantes de elite. Quem dera a cultura fosse sempre tratada assim...


Acho que 2016 não terá muito mais a me oferecer. Nesse momento eu estaria em Belgrado para lançar a edição sérvia de A Morte Sem Nome, mas a situação do Brasil, em todos os sentidos, não ajudou. Participarei com certeza da Balada Literária, em homenagem ao Caio Fernando Abreu, que considero pacas,








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