10/02/2026

ABRINDO O ANO

 

Tava meio sumido daqui, mas não desisti do blog!

O ano começou com muito trabalho, muito trabalho que paga mal, calote, mas pelo menos começou antes do carnaval...

E já começaram os grandes lançamentos literários. 

O primeiro é a nova edição de um grande livro do meu amigo Alexandre Staut. Desta vez tenho a honra de assinar o texto de orelha, então reproduzo aqui: 

        O sonho arquetípico de cruzar oceanos, fazer mochilão na Europa, trabalhar em restaurantes e viver paixões em novos sotaques, muita gente consegue realizar. Muita gente tem bagagem e história para contar – “minha vida daria um livro”, a gente ouve tanto por aí. Mas só quando essas histórias são vividas por um grande escritor é que elas podem ser registradas com o peso e a poesia que podem levar outros a sonhar.
            Em seu consagrado Paris-Brest, Alexandre Staut relembra histórias e receitas de sua temporada na França, no começo do milênio, misturando alta gastronomia com um tempero todo brasileiro. Não à toa recebeu o Prêmio Best French Cuisine Book, pelo Gourmand World Cookbooks Awards; foi finalista do Jabuti e do Prêmio Prazeres da Mesa
Na primeira vez em que li Paris-Brest, antes de me tornar amigo de Alexandre Staut, temia que o livro pudesse ser pedante, com toda a bagagem de cultura francesa. Encantei-me com um relato sincero e delicado, apetitoso e apimentado, comovente e nostálgico. Como um saudoso amigo em comum relata no livro, Staut faz culinária francesa como quem faz oferenda de terreiro, e literatura com três estrelas Michelin.
  – Santiago Nazarian, escritor e tradutor.

(O livro está em pré-venda no site da Folhas de Relva. Vale já comprar para ajudar na publicação, aqui: https://www.editorafolhasderelva.com.br/paris-brest-memorias-de-um-brasileiro-pelas-cozinhas-e-camas-da-franca-pre-venda

Outro grande lançamento é o livro de memórias da norte-americana Tracy Mann. Nesse eu assino a tradução, mas reproduzo um texto que fiz para o release: 

Início dos anos 1970, uma jovem estadunidense vem ao Brasil num programa de intercâmbio. Recém saída do Ensino Médio, ainda não encontrou seu lugar no mundo, e vê na paisagem exótica de nosso país uma oportunidade de romance e aventura. A experiência que ela viverá será muito mais complexa, chegando a um país marcado por fortes desigualdades sociais, resquícios da cultura escravocrata e uma ditadura militar que silencia seus opositores. Passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, ela terá diferentes visões de Brasil, porém é na Bahia que o país, a cultura e sua própria identidade começarão a fazer sentido. “O Mundo Todo É Bahia” é um livro de memórias que serve também como romance de formação. Através da visão de uma estrangeira, reconhecemos um país tão plural, tão rico e tão contraditório. Em sua jornada de descobrimento, Tracy Mann cruza com personagens lendários da nossa música – Gilberto Gil, Caetano Veloso, Dominguinhos, Tom Jobim e muitos outros– como uma espécie de Forrest Gump da MPB. Escrito com verdade e poesia, é uma leitura apaixonante que ressoa em nossa história. – Santiago Nazarian

Dá pra comprar aqui: https://www.laranjaoriginal.com.br/product-page/o-mundo-todo-%C3%A9-bahia-tracy-mann


Além disso, terá ROMANCE NOVO meu... talvez ainda no primeiro semestre. Já está pronto e entregue. Assim que eu puder dar datas e mais informações, posto aqui. 


Agora vou voltar pro carnaval.


Com meu amigo Abílio, os perigóticos do bloco. 




02/01/2026

MINHAS FÉRIAS




Estou há mais de um mês viajando ("eu nunca conheço nenhum lugar a fundo"); entre trabalhos, férias e fim de ano, teve Fernando de Noronha, Rio de Janeiro, Toque-Toque Pequeno e a chácara da minha mãe em São Roque.


Natal com os Westman. 

Familinha na virada. 

2025 foi um ano gordo (apesar do emagrecimento) e deu para me despedir devidamente. Natal passei com amigos na praia. Réveillon agora foi com a familinha. Eu não diria que deu para descansar porque eu nunca descanso ("um viciado nunca tira férias"), mas deu para me divertir. 

Começando uma moqueca. 

Cozinhei muito; preparei moqueca, quibe, tender, peru, brownie, curry, cuscuz... e menos drinques do que poderia (mais do que deveria, talvez). Nadei, mergulhei, fiz trilha, subi cachoeiras, salvei (aranhas) armadeiras, tudo mais ou menos sozinho, enquanto família e anfitriões esperavam eu voltar para cozinhar. Seria difícil arrumar uma companhia hiperativa com a minha. A verdade é que quanto mais eu emagreço, mais pilhado me sinto, menos ancorado, pior eu durmo... As pessoas dizem que se sentem mais dispostas quando estão em forma - mas dispostas para quê?

Meu cunhado não me acompanha nas trilhas, mas me acompanha nos drinques. 

Valentina me acompanha de leve...


Pelo menos também consegui ler (por lazer). Conheci os ótimos contos do Abáz, desbravei a Mata Doce da Luciany Aparecida e, num dia em que acordei às 5:30 da mãnhã, reli toda a crônica anunciada de minha morte. 


Como eu adoro esse livro (mas meu nome não veio daí, não... Talvez a morte sim.)




"Mata Doce" na mata doce. 


Esse ganhei de presente da minha mãe. 



Agora estou de volta a São Paulo, de volta aos trabalhos, cansado de viajar e com a pele bem queimada de sol. Quero aproveitar janeiro para terminar meu livro de contos, também se mantém uma fila de leituras críticas, e tem minha oficina nas quartas-feiras.

Deu pra queimar...


Tenho medo do que 2026 me reserva. Na minha idade, o futuro já está em maior parte para trás. Mas ainda está dando para ser feliz... (com grande grau de ansiedade e certo pânico iminente). 


A vida se adensa, se adensa, e um dia despenca...

 

ABRINDO O ANO

  Tava meio sumido daqui, mas não desisti do blog! O ano começou com muito trabalho, muito trabalho que paga mal, calote, mas pelo menos com...