13/03/2026

OS FILMES DO OSCAR (QUE EU VI):

- Pecadores: Meu favorito. - O Agente Secreto: Gosto mais de quase todos os outros do Kleber Mendonça. - Valor Sentimental: Meio pau no cu, mas bonito. - Marty Supreme: Bonzinho, mas agora que nem mais twink é, Timothee nada merece. - Frankenstein: Bonito e meio tosco. - Uma Batalha Após a Outra: Filme de Oscar, mas ok. - A Hora do Mal: Divertidíssimo, mas não é pra Oscar. - The Ugly Stepsister: Mesma coisa.

23/02/2026

ALA-LA-Ô



No bloco com Danilo Grangheia e seus twinks. 

Chega de ser feliz!

Lellis é amiga de escola (a outra não lembro quem é). 


Sobrevivi a mais um carnaval, que tem se estendido por algumas semanas, nos bloquinhos, shows e bebedeiras. 

Abílio é amigo das letras. 

Moro no baixo augusta, e embora esteja com muito trabalho, o som da folia ecoando pela janela sempre me convida a dar  uma espiadinha.  Não sou lá um grande fã da música, da bebida barata, da alegria desenfreada. Mas é sempre gostoso ver os mennos seminus, as fantasias; é uma experiência antropológica...

Meu camarote é em cima da árvore. 

E nesse carnaval também deu para encontrar bons e velhos amigos, que continuam na ativa (alguns na passiva), todo mundo próximo aos cinquenta, ainda querendo ser feliz. Eu não fui muito, mas me diverti.


Com os velhos amigos, André e Maíra, que estava de aniversário. 

Jaloo e sua ocitocina. 

Além dos bloquinhos, vi um show da Júlia Kluber no CCSP, da Jaloo na Casa Natura e encerrei as festividades no Madame Satã, com velhos amigos dos anos 90. É bom não envelhecer sozinho...

André e Júlia. 



Agora fico aliviado que acabou, passou, não preciso mais sorrir. Passa o carnaval e o ano começa de fato, melhoram os trabalhos, os pagamentos. Que venha o Halloween!


Terminando o bloco no Madame Satã. 


10/02/2026

ABRINDO O ANO

 

Tava meio sumido daqui, mas não desisti do blog!

O ano começou com muito trabalho, muito trabalho que paga mal, calote, mas pelo menos começou antes do carnaval...

E já começaram os grandes lançamentos literários. 

O primeiro é a nova edição de um grande livro do meu amigo Alexandre Staut. Desta vez tenho a honra de assinar o texto de orelha, então reproduzo aqui: 

        O sonho arquetípico de cruzar oceanos, fazer mochilão na Europa, trabalhar em restaurantes e viver paixões em novos sotaques, muita gente consegue realizar. Muita gente tem bagagem e história para contar – “minha vida daria um livro”, a gente ouve tanto por aí. Mas só quando essas histórias são vividas por um grande escritor é que elas podem ser registradas com o peso e a poesia que podem levar outros a sonhar.
            Em seu consagrado Paris-Brest, Alexandre Staut relembra histórias e receitas de sua temporada na França, no começo do milênio, misturando alta gastronomia com um tempero todo brasileiro. Não à toa recebeu o Prêmio Best French Cuisine Book, pelo Gourmand World Cookbooks Awards; foi finalista do Jabuti e do Prêmio Prazeres da Mesa
Na primeira vez em que li Paris-Brest, antes de me tornar amigo de Alexandre Staut, temia que o livro pudesse ser pedante, com toda a bagagem de cultura francesa. Encantei-me com um relato sincero e delicado, apetitoso e apimentado, comovente e nostálgico. Como um saudoso amigo em comum relata no livro, Staut faz culinária francesa como quem faz oferenda de terreiro, e literatura com três estrelas Michelin.
  – Santiago Nazarian, escritor e tradutor.

(O livro está em pré-venda no site da Folhas de Relva. Vale já comprar para ajudar na publicação, aqui: https://www.editorafolhasderelva.com.br/paris-brest-memorias-de-um-brasileiro-pelas-cozinhas-e-camas-da-franca-pre-venda

Outro grande lançamento é o livro de memórias da norte-americana Tracy Mann. Nesse eu assino a tradução, mas reproduzo um texto que fiz para o release: 

Início dos anos 1970, uma jovem estadunidense vem ao Brasil num programa de intercâmbio. Recém saída do Ensino Médio, ainda não encontrou seu lugar no mundo, e vê na paisagem exótica de nosso país uma oportunidade de romance e aventura. A experiência que ela viverá será muito mais complexa, chegando a um país marcado por fortes desigualdades sociais, resquícios da cultura escravocrata e uma ditadura militar que silencia seus opositores. Passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, ela terá diferentes visões de Brasil, porém é na Bahia que o país, a cultura e sua própria identidade começarão a fazer sentido. “O Mundo Todo É Bahia” é um livro de memórias que serve também como romance de formação. Através da visão de uma estrangeira, reconhecemos um país tão plural, tão rico e tão contraditório. Em sua jornada de descobrimento, Tracy Mann cruza com personagens lendários da nossa música – Gilberto Gil, Caetano Veloso, Dominguinhos, Tom Jobim e muitos outros– como uma espécie de Forrest Gump da MPB. Escrito com verdade e poesia, é uma leitura apaixonante que ressoa em nossa história. – Santiago Nazarian

Dá pra comprar aqui: https://www.laranjaoriginal.com.br/product-page/o-mundo-todo-%C3%A9-bahia-tracy-mann


Além disso, terá ROMANCE NOVO meu... talvez ainda no primeiro semestre. Já está pronto e entregue. Assim que eu puder dar datas e mais informações, posto aqui. 


Agora vou voltar pro carnaval.


Com meu amigo Abílio, os perigóticos do bloco. 




02/01/2026

MINHAS FÉRIAS




Estou há mais de um mês viajando ("eu nunca conheço nenhum lugar a fundo"); entre trabalhos, férias e fim de ano, teve Fernando de Noronha, Rio de Janeiro, Toque-Toque Pequeno e a chácara da minha mãe em São Roque.


Natal com os Westman. 

Familinha na virada. 

2025 foi um ano gordo (apesar do emagrecimento) e deu para me despedir devidamente. Natal passei com amigos na praia. Réveillon agora foi com a familinha. Eu não diria que deu para descansar porque eu nunca descanso ("um viciado nunca tira férias"), mas deu para me divertir. 

Começando uma moqueca. 

Cozinhei muito; preparei moqueca, quibe, tender, peru, brownie, curry, cuscuz... e menos drinques do que poderia (mais do que deveria, talvez). Nadei, mergulhei, fiz trilha, subi cachoeiras, salvei (aranhas) armadeiras, tudo mais ou menos sozinho, enquanto família e anfitriões esperavam eu voltar para cozinhar. Seria difícil arrumar uma companhia hiperativa com a minha. A verdade é que quanto mais eu emagreço, mais pilhado me sinto, menos ancorado, pior eu durmo... As pessoas dizem que se sentem mais dispostas quando estão em forma - mas dispostas para quê?

Meu cunhado não me acompanha nas trilhas, mas me acompanha nos drinques. 

Valentina me acompanha de leve...


Pelo menos também consegui ler (por lazer). Conheci os ótimos contos do Abáz, desbravei a Mata Doce da Luciany Aparecida e, num dia em que acordei às 5:30 da mãnhã, reli toda a crônica anunciada de minha morte. 


Como eu adoro esse livro (mas meu nome não veio daí, não... Talvez a morte sim.)




"Mata Doce" na mata doce. 


Esse ganhei de presente da minha mãe. 



Agora estou de volta a São Paulo, de volta aos trabalhos, cansado de viajar e com a pele bem queimada de sol. Quero aproveitar janeiro para terminar meu livro de contos, também se mantém uma fila de leituras críticas, e tem minha oficina nas quartas-feiras.

Deu pra queimar...


Tenho medo do que 2026 me reserva. Na minha idade, o futuro já está em maior parte para trás. Mas ainda está dando para ser feliz... (com grande grau de ansiedade e certo pânico iminente). 


A vida se adensa, se adensa, e um dia despenca...

 

16/12/2025

UM ANO GORDO

Em novembro, em Noronha. 


Enfim, tive um belo ano. 2025 foi um ano de boas viagens, bons trabalhos, ótimas amizades e certo reconhecimento.

Na Feira do Livro do Pacaembu, com Leonardo Garzaro e Camila Dias. 


Na virada, com a companhia imbatível de Alessandro Thomé, Thales Guaracy e o menino Kaio. 

Comecei já com pé direito, em ótima companhia, em Cananeia, com amigos escritores. Mas as fotos na praia não ficaram bem como eu queria... Percebi que era hora de emagrecer (de novo). Foram mais de vinte quilos, de janeiro para cá. Hoje vejo as fotos e percebo a cada mês eu sumindo, sumindo...



Treino com elástico...

Muita musculação...

E as aulas de GRIT com o (ótimo) Gabriel Ferraz. 


Deu até para caber de volta na minha wetsuit de mergulho. 

Mas nem sumi tanto assim. Apesar de não lançar livro novo (ou talvez exatamente por isso), senti um maior reconhecimento por minha obra, bons convites para mesas, dei três oficinas e fiz muito trabalho de leitura crítica, que é algo que adoro fazer. Também fui jurado da fase final do Prêmio Sesc e estive agora no Rio para a entrega do prêmio (para o livro foda do Marcus Groza). 


Com os vencedores do Prêmio Sesc, Abáz, Marcus Groza e Leonardo Piana. 

O livro do Sérgio Keucherian foi uma das minhas leituras críticas que virou publicação. 

Podcast da UBEcast em julho. 

Debate sobre armenidades no Sesc 14 Bis em agosto.

Debate na Invasão Vange Leonel, em outubro. 

Debate em Noronha, em Novembro. 

E também teve a adaptação do meu livro para o teatro, em Buenos Aires. 


Teve também praia no meu aniversário (em Floripa), voltei pra Cananeia em setembro e em novembro fui para Fernando de Noronha(!), a convite do festival Literarte, com a curadoria do querido Ney Anderson. Era dos lugares que eu mais queria conhecer, e valeu mais que uma viagem internacional. 

Descobri uma cachoeira do lado da casa da minha mãe. 

Almoço no meu aniversário com a mãezinha Ida Andersen, em Floripa. 

Drinques em Floripa com a Taina, velha amiga de Porto Alegre. 


Com os velhos amigos em Cananeia. 



E teve parada gay com minha sobrinha (primeira dela).

A grana continuou apertada, não deu para fazer nenhuma extravagância, mas teve algumas entradas maiores, que permitiram eu trocar de iPhone, trocar o aparelho de som, enfim comprar óculos de grau... Só com os óculos no rosto percebi a velhice chegando. 


De óculos pude enfim fazer um canal no Youtube, ainda bem sem público. 

Halloween foi de Jack Sparrow (e ela de Beetlejuice). 

Vou ainda fazer uma viagem pra praia no próximo fim de semana, e réveillon deve ser com minha mãe, que está vendendo o solar Biofobia. Vai ser uma despedida, depois de seis viagens este ano para praia. 

Esses dias, em Ipanema. 

Ano que vem já tem livro novo (e no próximo também!), fechei contrato para dois. O primeiro deve ser um romance no próximo semestre (espero), já entregue e pago. Sei que não vai mudar o mundo, nem mesmo mudar minha vida, mas é mais um tijolinho, numa carreira que agora sinto bem mais sólida. 

Torcendo para grandes ondas em 2026.


27/11/2025

CURSO NAS FÉRIAS

 


Depois de quase um ano, A OFICINA DO PERSONAGEM está de volta! É um curso de escrita em que discutimos as bases da construção de um livro, a partir do personagem. Os autores trazem seus temas, que geram teses, que geram personagens que geram histórias. A cada aula dou pequenas propostas para pensarmos o que temos a dizer e o que queremos escrever. As propostas de narrativa são analisadas e discutidas em grupo. Serão todas as quartas de janeiro - e os primeiros inscritos pagam só R$300! (assim já garante a turma.)(Alunos antigos são bem-vindos, já que os temas e as discussões sempre se renovam.) Inscreva-se já! #escritacriativa #escritaliterária