25/02/2026
23/02/2026
ALA-LA-Ô
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| No bloco com Danilo Grangheia e seus twinks. |
Chega de ser feliz!
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| Lellis é amiga de escola (a outra não lembro quem é). |
Sobrevivi a mais um carnaval, que tem se estendido por algumas semanas, nos bloquinhos, shows e bebedeiras.
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| Abílio é amigo das letras. |
Moro no baixo augusta, e embora esteja com muito trabalho, o som da folia ecoando pela janela sempre me convida a dar uma espiadinha. Não sou lá um grande fã da música, da bebida barata, da alegria desenfreada. Mas é sempre gostoso ver os mennos seminus, as fantasias; é uma experiência antropológica...
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| Meu camarote é em cima da árvore. |
E nesse carnaval também deu para encontrar bons e velhos amigos, que continuam na ativa (alguns na passiva), todo mundo próximo aos cinquenta, ainda querendo ser feliz. Eu não fui muito, mas me diverti.
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| Com os velhos amigos, André e Maíra, que estava de aniversário. |
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| Jaloo e sua ocitocina. |
Além dos bloquinhos, vi um show da Júlia Kluber no CCSP, da Jaloo na Casa Natura e encerrei as festividades no Madame Satã, com velhos amigos dos anos 90. É bom não envelhecer sozinho...
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| André e Júlia. |
Agora fico aliviado que acabou, passou, não preciso mais sorrir. Passa o carnaval e o ano começa de fato, melhoram os trabalhos, os pagamentos. Que venha o Halloween!
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| Terminando o bloco no Madame Satã. |
10/02/2026
ABRINDO O ANO
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O ano começou com muito trabalho, muito trabalho que paga mal, calote, mas pelo menos começou antes do carnaval...
E já começaram os grandes lançamentos literários.
O primeiro é a nova edição de um grande livro do meu amigo Alexandre Staut. Desta vez tenho a honra de assinar o texto de orelha, então reproduzo aqui:
O sonho arquetípico de cruzar oceanos, fazer mochilão na Europa, trabalhar em restaurantes e viver paixões em novos sotaques, muita gente consegue realizar. Muita gente tem bagagem e história para contar – “minha vida daria um livro”, a gente ouve tanto por aí. Mas só quando essas histórias são vividas por um grande escritor é que elas podem ser registradas com o peso e a poesia que podem levar outros a sonhar.
Em seu consagrado Paris-Brest, Alexandre Staut relembra histórias e receitas de sua temporada na França, no começo do milênio, misturando alta gastronomia com um tempero todo brasileiro. Não à toa recebeu o Prêmio Best French Cuisine Book, pelo Gourmand World Cookbooks Awards; foi finalista do Jabuti e do Prêmio Prazeres da Mesa
Na primeira vez em que li Paris-Brest, antes de me tornar amigo de Alexandre Staut, temia que o livro pudesse ser pedante, com toda a bagagem de cultura francesa. Encantei-me com um relato sincero e delicado, apetitoso e apimentado, comovente e nostálgico. Como um saudoso amigo em comum relata no livro, Staut faz culinária francesa como quem faz oferenda de terreiro, e literatura com três estrelas Michelin.
– Santiago Nazarian, escritor e tradutor.
(O livro está em pré-venda no site da Folhas de Relva. Vale já comprar para ajudar na publicação, aqui: https://www.editorafolhasderelva.com.br/paris-brest-memorias-de-um-brasileiro-pelas-cozinhas-e-camas-da-franca-pre-venda
Outro grande lançamento é o livro de memórias da norte-americana Tracy Mann. Nesse eu assino a tradução, mas reproduzo um texto que fiz para o release:
Início dos anos 1970, uma jovem estadunidense vem ao Brasil num programa de intercâmbio. Recém saída do Ensino Médio, ainda não encontrou seu lugar no mundo, e vê na paisagem exótica de nosso país uma oportunidade de romance e aventura. A experiência que ela viverá será muito mais complexa, chegando a um país marcado por fortes desigualdades sociais, resquícios da cultura escravocrata e uma ditadura militar que silencia seus opositores. Passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, ela terá diferentes visões de Brasil, porém é na Bahia que o país, a cultura e sua própria identidade começarão a fazer sentido. “O Mundo Todo É Bahia” é um livro de memórias que serve também como romance de formação. Através da visão de uma estrangeira, reconhecemos um país tão plural, tão rico e tão contraditório. Em sua jornada de descobrimento, Tracy Mann cruza com personagens lendários da nossa música – Gilberto Gil, Caetano Veloso, Dominguinhos, Tom Jobim e muitos outros– como uma espécie de Forrest Gump da MPB. Escrito com verdade e poesia, é uma leitura apaixonante que ressoa em nossa história. – Santiago Nazarian
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Dá pra comprar aqui: https://www.laranjaoriginal.com.br/product-page/o-mundo-todo-%C3%A9-bahia-tracy-mann
Além disso, terá ROMANCE NOVO meu... talvez ainda no primeiro semestre. Já está pronto e entregue. Assim que eu puder dar datas e mais informações, posto aqui.
Agora vou voltar pro carnaval.
02/01/2026
MINHAS FÉRIAS
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| Natal com os Westman. |
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| Familinha na virada. |
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| Meu cunhado não me acompanha nas trilhas, mas me acompanha nos drinques. |
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| Valentina me acompanha de leve... |
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| Como eu adoro esse livro (mas meu nome não veio daí, não... Talvez a morte sim.) |
Agora estou de volta a São Paulo, de volta aos trabalhos, cansado de viajar e com a pele bem queimada de sol. Quero aproveitar janeiro para terminar meu livro de contos, também se mantém uma fila de leituras críticas, e tem minha oficina nas quartas-feiras.
16/12/2025
UM ANO GORDO
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| Em novembro, em Noronha. |
Enfim, tive um belo ano. 2025 foi um ano de boas viagens, bons trabalhos, ótimas amizades e certo reconhecimento.
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| Na Feira do Livro do Pacaembu, com Leonardo Garzaro e Camila Dias. |
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| Na virada, com a companhia imbatível de Alessandro Thomé, Thales Guaracy e o menino Kaio. |
Comecei já com pé direito, em ótima companhia, em Cananeia, com amigos escritores. Mas as fotos na praia não ficaram bem como eu queria... Percebi que era hora de emagrecer (de novo). Foram mais de vinte quilos, de janeiro para cá. Hoje vejo as fotos e percebo a cada mês eu sumindo, sumindo...
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| E as aulas de GRIT com o (ótimo) Gabriel Ferraz. |
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| Deu até para caber de volta na minha wetsuit de mergulho. |
Mas nem sumi tanto assim. Apesar de não lançar livro novo (ou talvez exatamente por isso), senti um maior reconhecimento por minha obra, bons convites para mesas, dei três oficinas e fiz muito trabalho de leitura crítica, que é algo que adoro fazer. Também fui jurado da fase final do Prêmio Sesc e estive agora no Rio para a entrega do prêmio (para o livro foda do Marcus Groza).

Com os vencedores do Prêmio Sesc, Abáz, Marcus Groza e Leonardo Piana.
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| O livro do Sérgio Keucherian foi uma das minhas leituras críticas que virou publicação. |
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| Podcast da UBEcast em julho. |
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| Debate sobre armenidades no Sesc 14 Bis em agosto. |
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| Debate na Invasão Vange Leonel, em outubro. |
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| Debate em Noronha, em Novembro. |
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| E também teve a adaptação do meu livro para o teatro, em Buenos Aires. |
Teve também praia no meu aniversário (em Floripa), voltei pra Cananeia em setembro e em novembro fui para Fernando de Noronha(!), a convite do festival Literarte, com a curadoria do querido Ney Anderson. Era dos lugares que eu mais queria conhecer, e valeu mais que uma viagem internacional.
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| Descobri uma cachoeira do lado da casa da minha mãe. |
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| Almoço no meu aniversário com a mãezinha Ida Andersen, em Floripa. |
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| Drinques em Floripa com a Taina, velha amiga de Porto Alegre. |
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| Com os velhos amigos em Cananeia. |
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| E teve parada gay com minha sobrinha (primeira dela). |
A grana continuou apertada, não deu para fazer nenhuma extravagância, mas teve algumas entradas maiores, que permitiram eu trocar de iPhone, trocar o aparelho de som, enfim comprar óculos de grau... Só com os óculos no rosto percebi a velhice chegando.
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| De óculos pude enfim fazer um canal no Youtube, ainda bem sem público. |
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| Halloween foi de Jack Sparrow (e ela de Beetlejuice). |
Vou ainda fazer uma viagem pra praia no próximo fim de semana, e réveillon deve ser com minha mãe, que está vendendo o solar Biofobia. Vai ser uma despedida, depois de seis viagens este ano para praia.
Ano que vem já tem livro novo (e no próximo também!), fechei contrato para dois. O primeiro deve ser um romance no próximo semestre (espero), já entregue e pago. Sei que não vai mudar o mundo, nem mesmo mudar minha vida, mas é mais um tijolinho, numa carreira que agora sinto bem mais sólida.
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| Torcendo para grandes ondas em 2026. |
27/11/2025
CURSO NAS FÉRIAS
17/11/2025
MERGULHANDO EM NORONHA
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Acabo de voltar de Fernando de Noronha, uma viagem de 4 dias a convite do festival Literarte, organizado pela administração de Fernando de Noronha, com curadoria do jornalista Ney Anderson.
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| Praia do Sancho. |
Era daqueles lugares que eu sempre quis conhecer, e mais um lugar aonde a literatura me levou. Bem ou mal, com tantos altos e baixos nessa carreira, não posso esquecer de tantas cidades no Brasil, América Latina e Europa a que fui convidado como escritor. Só não digo que é isso que faz valer a pena, porque o que faz mesmo valer a pena é o prazer de escrever em si, mas às vezes vem com bônus...
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| Vi muitos tubarõezinhos, mas nem minha fimose comeram.... |
E o bônus desta vez foi não só as paisagens da ilha, mas grandes autores que se tornaram novos amigos. Sempre falo isso, como é essencial para o escritor essa troca, para não ficar alimentando nem vaidades nem paranóias, saber da batalha de outros autores, das conquistas e inseguranças. E é em festivais como esse que isso fica mais evidente, porque a troca não se dá só nas mesas de debates, mas nas de bares, de café da manhã, nos translados, nos hotéis...
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| Com Mailson Furtado, Alibe Bei e Cidra Pedrosa. |
Desta vez pude conversar bastante com a Aline Bei, que eu só conhecia de oi, com o Mailson Furtado, a Cida Pedrosa, o Lucas Barros, o Cícero Belmar, e principalmente o jabutadíssimo Klester Cavalcanti, que é o cara mais bacana do mundo e me levou pra conhecer metade da ilha, com os melhores papos possíveis.
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| Klester é hétero, gente. Mas eu acabo só me dando com hétero... |
Também não posso me esquecer do carinho do Ney Anderson, o curador pernambucano, que acompanha minha obra desde o começo, resenhou quase todos os meus livros e transborda amor pela literatura. Pena que não pude botar tanto o papo em dia com ele quanto eu queria, porque ele tava na correria (e desculpe pela rima).
| Com Ney. |
Foram só 4 dias, mas aproveitei até o talo. Praia do Boldró, do Americano, do Leão, do Sancho, Baía dos Porcos. Consegui mergulhar, ver tubarões (mas o que mais vi foram milhares, milhares, milhares de lagartos; ninguém tinha me dito que Fernando de Noronha é a capital dos lagartos). A pousadinha era bem ok, do lado da Praia do Boldró, e fui à praia tanto de madrugada quanto às seis da manhã (pois é, durmo pouco).
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| Os dois irmãos também sim. |
As mesas aconteceram no final da tarde e à noite, então dava para conciliar tudo. Eu sempre gosto de ver a mesa dos colegas (apesar de perceber que os colegas não costumam ver mesas dos outros). Adorei ver o Carrero tão eloquente depois de um AVC, a performance de Luna Vitrolira, a Aline, o Klester, Mailson... Era um palco no meio da praça, então tinha de tudo, público interessado, passantes, surtados...
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| Cícero Belmar, Lucas Barro e eu. |
Minha mesa com o Cícero Belmar tinha o tema de Urbanidade, que é um tema que em nada me interessa, exatamente por eu ter nascido afogado em urbanidade e sempre procurar esses novos cenários, mas essa discussão sempre rende. O Lucas Barros conduziu brilhantemente e acho que levamos para caminhos bem importantes.
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| O homenageado do evento foi o grande Raimundo Carrero. |
Como festival literário, faltou mesmo foi... álcool! Acho que é o primeiro evento literário que eu vou que ninguém bebe, que não teve bebida. Tomei uma caipirinha num almoço, um pisco em outro é só...
| Pelo menos mantive o corpinho... |
Também teve seus perrengues, claro, é o primeiro ano em que acontece, Fernando de Noronha não tá acostumado com isso; eu mesmo só tive a confirmação e a passagem de ida UM DIA ANTES do evento. Mas super valeu.
É uma ilha que não deixa de ter sua melancolia (se isso não é mais um pleonasmo do que uma rima): o isolamento, a relação conflituosa com o turismo, mas que não deixa de ser um paraíso.






















































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