12/05/2026

OUTONO DE MIM MESMO

Esperando o tempo abrir. 



De volta de Floripa. Viagenzinha pra comemorar meu aniversário no meu lugar preferido do mundo, um lugar em que me sinto em casa e que tem tudo o que eu gosto: praia, mato, comidinhas, bebidinhas, amigos e familinha. 

70 anos da Ida, minha  mãezinha verde. 

Foi também aniversário de 70 anos da Ida, uma mãe emprestada que arrumei no ano em que morei na ilha, há quinze anos. Ela era dona de uma pousada, em que fiquei hospedado até arrumar casa, e sua hospitalidade gerou laços com ela e sua família, que seguem até hoje. 

Irmãozinho Taiya e comadre Raiza.

Irmãzinha Trishya.

Foi comovente ver isso refletido na mega festa que ela deu em sua casa: gente de todo o Brasil, gente de fora, que veio lhe prestigiar - parentes, hóspedes, vizinhos, amigos, agregados. Ida é uma pessoa que agrega, não à toa tinha uma pousada, e isso se refletiu no carinho, nas homenagens... 


Também foi aniversário do neto, Igor, e cantaram parabéns pra mim, antecipado. 

Fiquei pensando em como isso não existe na minha própria família, como somos tão paulistanos, tão individualistas, eu também/inclusive/principalmente, mas dá pra bicar da agregação alheia...

Falando em bicar: essa gralha azul apareceu pra me dar feliz aniversário. Acordei com ela na varanda, sem óculos, e achei que era um corvo...


A viagem serviu para refletir muito sobre isso, sempre penso sobre isso no meu aniversário, porque quase sempre passo semi-sozinho. Pra mim é o modelo ideal: viajar sozinho, mas encontrar amigos pelo caminho. Assim faço meus horários, faço meu roteiro, e no final do dia tenho companhia para bons drinques. 

Maurício é um novo amigo que a leitura crítica me trouxe e tivemos ótimos papos (e camarões).

Taina foi minha dupla em Porto Alegre, no comecinho do milênio, e agora nos encontramos anualmente em Floripa.

 
Estou solteiro há quase quatro anos - porque qual namorado não seria um fardo a carregar, e me acompanharia? Os gays crossfiteiros que curtem praia nem sempre curtem trilha, os que curtem trilha não querem pagar por uma boa pousadinha, os que querem uma boa pousada não se embrenham no mato e não aguentam o tranco, e os que aguentam o tranco não comem, não bebem, não consomem carboidratos. 


Topa subir até esse farol?
 

Como é difícil encontrar gente que faz... de tudo...

Eu subo.



Olha a vista. 


Faço sozinho, então. E apesar do friozinho, deu para pegar praia, fazer trilha, comer horrores de camarão, beber em ótima companhia. 

Super recomendo a Pousada Lozalti, na Barra da Lagoa. Segunda vez que fico lá. 
 
Chego então aos 49 não na melhor (porque bebo/como/faço), mas em ótima forma; e numa boa fase (porque ainda insisto...). Ainda consigo encontrar prazer na vida, no trabalho e nas companhias.  

E em vistas como essa. 

De volta a SP, maio ainda tem mais a comemorar. Lançamento do meu livro novo é dia 27/05


49 com corpinho de 43.



29/04/2026

CARAMELO SALGADO


31 de outubro de 1987. Numa cidadezinha da Serra da Mantiqueira, interior de São Paulo, dois primos decidem comemorar o Dia das Bruxas. Gabriel tem 8 anos, fantasiado de bruxo... ou de bruxa, quer viver a fantasia que viu em tantos filmes e desenhos. Pedro tem 9 e, vestido de Homem-Aranha, sente-se responsável em proteger seu primo mais novo.  Batendo de porta em porta, interagindo com vizinhos que nunca ouviram falar deHalloween no Brasil, as duas crianças viverão aventuras e ameaças reais e imaginárias. 

 

Em seu novo romance, Santiago Nazarian traz uma visão afetiva, nostálgica e agridoce da infância. Questões como o despertar da sexualidade, identidade de gênero e racismo são discutidas através do olhar infantil, com a veia pop e o humor sarcástico típicos do autor. 

 

Através de suas próprias memórias, com uma boa dose de autoficção, Nazarian apresenta um romance de época ambientado nos anos 1980, com traços de Stephen King (It e Conta Comigo), Caio Fernando Abreu e Stranger Things. 

 

Caramelo Salgado é um romance para quem não se esqueceu dos traumas de menino, mas se tornou mais forte por causa deles. 


Lançamento: 27/05 - Martins Fontes Paulista. 30/05 - Feira do Livro. 27/06 - BH. 25/07 - FLIP. (Sem pré-venda) @editoraruadosabao



20/04/2026

FERIADO DE NÓS MESMOS


Amigos na Trincheira. 


Tô meio sumido daqui. Infelizmente as redes sociais se tornaram audiovisuais e escritor agora tem que fazer vídeo, mais do que escrever. Até colunistas de jornal agora gravam vídeos narrando suas colunas. Então o que tenho a dizer tenho dito nos vídeos de Youtube e Instagram. Mas ainda tenho todos os dedos...

Há aaaaaanos que eu não surfava... Mas ainda não levo jeito.

Passei os últimos dias em Cananéia, na casa do querido Alessandro Thomé, grande escritor, com o também escritor-editor Thales Guaracy. Muitas conversas, muita praia, algumas trilhas e algumas cataias.

Karina tá gatíssima. 






Kaio, meu sobrinho postiço, é o menino mais legal do mundo. 



A vidinha em São Paulo segue estável, sem grandes emoções. Fazendo muita leitura crítica, preparação de texto, trabalhando na comissão de um prêmio literário... 


Grandes autores-amigos. 

Mas tem livro novo logo mais. Deve sair ainda no final de maio. Ainda não divulguei nada aqui, porque nunca dá para confiar 100% nos prazos e programações das Editoras, mas meu trabalho eu já fiz... Adianto que é um romance passado nos anos 80, com muitas lembranças da minha infância, uma certa dose de autoficção, mas muito da pura ficção trevosa nazariana. 


Talvez eu faça risoto melhor do que livros. Thales e o menino Kaio aprovaram meu risoto de funghi. 


Logo mais posto aqui sobre o lançamento. Também deve ter autógrafos na Feira do Livro do Pacaembu. E este ano ESTAREI NA Flip, numa mesa paralela bem bacana... 


O corpinho segue em forma. A cabeça mais ou menos...

13/03/2026

OS FILMES DO OSCAR (QUE EU VI):

- Pecadores: Meu favorito. - O Agente Secreto: Gosto mais de quase todos os outros do Kleber Mendonça. - Valor Sentimental: Meio pau no cu, mas bonito. - Marty Supreme: Bonzinho, mas agora que nem mais twink é, Timothee nada merece. - Frankenstein: Bonito e meio tosco. - Uma Batalha Após a Outra: Filme de Oscar, mas ok. - A Hora do Mal: Divertidíssimo, mas não é pra Oscar. - The Ugly Stepsister: Mesma coisa.

23/02/2026

ALA-LA-Ô



No bloco com Danilo Grangheia e seus twinks. 

Chega de ser feliz!

Lellis é amiga de escola (a outra não lembro quem é). 


Sobrevivi a mais um carnaval, que tem se estendido por algumas semanas, nos bloquinhos, shows e bebedeiras. 

Abílio é amigo das letras. 

Moro no baixo augusta, e embora esteja com muito trabalho, o som da folia ecoando pela janela sempre me convida a dar  uma espiadinha.  Não sou lá um grande fã da música, da bebida barata, da alegria desenfreada. Mas é sempre gostoso ver os mennos seminus, as fantasias; é uma experiência antropológica...

Meu camarote é em cima da árvore. 

E nesse carnaval também deu para encontrar bons e velhos amigos, que continuam na ativa (alguns na passiva), todo mundo próximo aos cinquenta, ainda querendo ser feliz. Eu não fui muito, mas me diverti.


Com os velhos amigos, André e Maíra, que estava de aniversário. 

Jaloo e sua ocitocina. 

Além dos bloquinhos, vi um show da Júlia Kluber no CCSP, da Jaloo na Casa Natura e encerrei as festividades no Madame Satã, com velhos amigos dos anos 90. É bom não envelhecer sozinho...

André e Júlia. 



Agora fico aliviado que acabou, passou, não preciso mais sorrir. Passa o carnaval e o ano começa de fato, melhoram os trabalhos, os pagamentos. Que venha o Halloween!


Terminando o bloco no Madame Satã. 


10/02/2026

ABRINDO O ANO

 

Tava meio sumido daqui, mas não desisti do blog!

O ano começou com muito trabalho, muito trabalho que paga mal, calote, mas pelo menos começou antes do carnaval...

E já começaram os grandes lançamentos literários. 

O primeiro é a nova edição de um grande livro do meu amigo Alexandre Staut. Desta vez tenho a honra de assinar o texto de orelha, então reproduzo aqui: 

        O sonho arquetípico de cruzar oceanos, fazer mochilão na Europa, trabalhar em restaurantes e viver paixões em novos sotaques, muita gente consegue realizar. Muita gente tem bagagem e história para contar – “minha vida daria um livro”, a gente ouve tanto por aí. Mas só quando essas histórias são vividas por um grande escritor é que elas podem ser registradas com o peso e a poesia que podem levar outros a sonhar.
            Em seu consagrado Paris-Brest, Alexandre Staut relembra histórias e receitas de sua temporada na França, no começo do milênio, misturando alta gastronomia com um tempero todo brasileiro. Não à toa recebeu o Prêmio Best French Cuisine Book, pelo Gourmand World Cookbooks Awards; foi finalista do Jabuti e do Prêmio Prazeres da Mesa
Na primeira vez em que li Paris-Brest, antes de me tornar amigo de Alexandre Staut, temia que o livro pudesse ser pedante, com toda a bagagem de cultura francesa. Encantei-me com um relato sincero e delicado, apetitoso e apimentado, comovente e nostálgico. Como um saudoso amigo em comum relata no livro, Staut faz culinária francesa como quem faz oferenda de terreiro, e literatura com três estrelas Michelin.
  – Santiago Nazarian, escritor e tradutor.

(O livro está em pré-venda no site da Folhas de Relva. Vale já comprar para ajudar na publicação, aqui: https://www.editorafolhasderelva.com.br/paris-brest-memorias-de-um-brasileiro-pelas-cozinhas-e-camas-da-franca-pre-venda

Outro grande lançamento é o livro de memórias da norte-americana Tracy Mann. Nesse eu assino a tradução, mas reproduzo um texto que fiz para o release: 

Início dos anos 1970, uma jovem estadunidense vem ao Brasil num programa de intercâmbio. Recém saída do Ensino Médio, ainda não encontrou seu lugar no mundo, e vê na paisagem exótica de nosso país uma oportunidade de romance e aventura. A experiência que ela viverá será muito mais complexa, chegando a um país marcado por fortes desigualdades sociais, resquícios da cultura escravocrata e uma ditadura militar que silencia seus opositores. Passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, ela terá diferentes visões de Brasil, porém é na Bahia que o país, a cultura e sua própria identidade começarão a fazer sentido. “O Mundo Todo É Bahia” é um livro de memórias que serve também como romance de formação. Através da visão de uma estrangeira, reconhecemos um país tão plural, tão rico e tão contraditório. Em sua jornada de descobrimento, Tracy Mann cruza com personagens lendários da nossa música – Gilberto Gil, Caetano Veloso, Dominguinhos, Tom Jobim e muitos outros– como uma espécie de Forrest Gump da MPB. Escrito com verdade e poesia, é uma leitura apaixonante que ressoa em nossa história. – Santiago Nazarian

Dá pra comprar aqui: https://www.laranjaoriginal.com.br/product-page/o-mundo-todo-%C3%A9-bahia-tracy-mann


Além disso, terá ROMANCE NOVO meu... talvez ainda no primeiro semestre. Já está pronto e entregue. Assim que eu puder dar datas e mais informações, posto aqui. 


Agora vou voltar pro carnaval.


Com meu amigo Abílio, os perigóticos do bloco. 




OUTONO DE MIM MESMO

Esperando o tempo abrir.  De volta de Floripa. Viagenzinha pra comemorar meu aniversário no meu lugar preferido do mundo, um lugar em que me...