01/09/2018

THE BEAUTIFUL ONES


Final do mês tem disco novo do Suede, a melhor banda de todos os tempos da minha vida. Já estou na contagem regressiva, então decidi fazer meu top 10 para tentar arrebanhar novos fãs. Como fã desde 1993, com uma coleção de praticamente tudo o que eles lançaram, fica quase impossível escolher só dez faixas, e a lista sempre vai mudar. Mas vai aí uma seleção bem representativa do que eles fazem de melhor, com hits, b-sides e clássicos:


BEAUTIFUL ONES (1996):
Talvez o maior hit da banda (junto de “Trash”), é a versão mais pop-acessível de Suede, e não é nada mal. Estavam todos lindos, vendiam o sonho do Britpop, e eu comprava cada single.

SOMETIMES I FEEL I´LL FLOAT AWAY (2013):
Balada da nova fase da banda, pós retorno, tem a pegada etérea de uma sci-fi lullaby (para usar o léxico da banda), um solo de guitarra bacaninha e uma letra inspiradora, comparando a solidão a um balão de hélio: “Às vezes acho que vou sair flutuando, sem você para me segurar.”


GOLDEN GUN (2003):
Mesmo um B-side da fase mais decadente do Suede pode trazer uma pérola. Para mim Golden Gun é isso. Lançada quando a banda estava prestes a terminar, mistura punk, eletrônico e glam, com uma letra pouco inspirada. Já toquei nas pistas (quando tocava nas pistas) e super funciona.

ANIMAL NITRATE (1993):
Recuamos mais dez anos e chegamos ao auge do Suede. Das músicas mais representativas (inclusive pelo clipe). Foi assim que os conheci, que me apaixonei, ainda na adolescência, com Brett Anderson andrógino, afetado, agressivo, rebolando entre porcos, cães e cobras, cantando: “Oh, it turns you on, now your animal´s gone...”

LOST IN TV (2002):
Outra da fase decadente, com que tenho uma relação especial, talvez por ser a fase em que os conheci pessoalmente, assisti aos shows em Londres e esperava muito mais do disco (“A New Morning”). Mas é uma excelente amostra de balada do Suede, e ainda das minhas favoritas.


SHE (1996):
A melhor amostra do lado glam da banda, poderia ser um (puta) tema de filme do 007, completo com orquestra e tudo.

THE LIVING DEAD (1994):
B-side da fase áurea, inspirado num casal de homossexuais junkies, amigos do Brett, que estavam morrendo de AIDS. “But, oh, what wil you do alone? Cause I have to go...” Linda de chorar.

I DON´T KNOW HOW TO REACH YOU (2016):
Ponto alto do último álbum da banda, prova que eles ainda podem muito. Tem um dos meus solos de guitarra favoritos, outra sci-fi lullaby inspirada de Richard Oakes.

THE ASPHALT WORLD (1994):
“Dog Man Star”, o segundo álbum, é considerado o melhor da banda (e o melhor da HISTÓRIA, segundo alguns, como eu). “The Asphalt World” é o melhor exemplo disso: lenta, longa, progressiva, alternativa, com uma letra foda, e Brett em sua melhor forma vocal. Provavelmente a melhor música do Suede, não exatamente minha favorita...

SO YOUNG (1993):
A música que abre o primeiro disco será sempre minha favorita. She can... start... to walk out... when she wants. Brett canta sobre drogas, juventude e inconsequência acompanhado da guitarra em solo de Bernard Butler, duas melodias num casamento perfeito. Foi a trilha da minha adolescência, tudo o que eu queria para mim, e muito do que me tornei.


(Playlist inteira no Spotfy, aqui: TopSuedeSpotify

BIOFOBIA (2014)

Minha melhor capa. (Meu melhor livro?) Aos pés da casa, ela se ajoelhava. De botas, luvas, chapéu, arrancava trevos do solo e broto...