20/03/2008

PASCOA AOS PEDAÇOS





Estreou ontem no teatro do Sesi a montagem de Cymbeline, do Shakespeare, pelo grupo britânico Kneehigh Theatre. Eu estou legendando todas as apresentações ao vivo, lá de cima, da cabine de luz. Recebi o texto original já traduzido, mas como houve muitas mudanças, adaptações, cacos e improvisos, fiquei esta semana toda acompanhando os ensaios, repassando o texto com os atores. Eles foram super queridos, fizeram uma leitura dramática todos juntos comigo, aprenderam algumas coisas em português. Ontem na estréia arrasaram. E eu já estou vendo que vai ter cada vez mais improvisos em português. É preciso tomar bastante cuidado com as legendas já prontas...

Pra quem não conseguiu ver o convite aí em cima, é no Sesi da Paulista (1313), de terça a domingo. Horários: Terça a sex – 20h. Sábado: 16h e 20h. Domingo: 17h.

Como procuro sempre equilibrar (ou diluir?) alta cultura com futilidade, tenho assistido “Supernatural” todas as noites. Estou com a primeira temporada inteira aqui, não me pergunte por quê (um amigo disse que era pelo ator pitéu. Mas se fosse por ator pitéu, eu compraria a caixa de Smallville). A idéia da série até que é legal, dois irmãos caça-fantasmas, perseguindo várias lendas urbanas: a loira do banheiro, a noiva da estrada, o homem do saco, mas o resultado é péssimo, péssimo, péssimo. Os atores são péssimos, a produção é tosca, não tem clima e não dá medo nenhum, parece que eles só contratam gente bonitinha, até para fazer os papéis de fantasma. Fora que o ator bofão conquistador não me engana, sempre que ele quer dar uma de durão eu o vejo na mesma hora na pista da the Week, sem camisa, de óculos escuros, numa roda de bibinhas hollywodianas.
Ui, ui, ui!

A única coisa boa do Supernatural é que cada episódio tem sua independência (eles até tentam fazer uma trama contínua, sobre o pai desaparecido, mas não tem a menor importância). Acho um saco essas séries tipo Lost que você tem de acompanhar inteira para entender, e cada capítulo termina obrigando-o a ver o próximo. Você até pode comprar uma caixa com a temporada inteira, mas depois vai ter de esperar (MESES) pela segunda temporada, com a continuação. Eu não tenho saco. Isso dura anos. Vicia e escraviza. (Uma madrugada dessas, fiquei na casa da minha mãe vendo uma maratona de “Heroes”. Fiquei CINCO HORAS seguidas assistindo. Gostei. Mas é frustrante, porque cinco horas não é o bastante para você entender direito a história.)

(É mais ou menos como jogar SimCity....)

Ah, outra série que assisti esses dias é Greek. A Universal mandou um DVD aqui. Me parece um “Barrados no Baile” universitário. É gostosinho de ver, levinho, mas faltam pitéus. Ao menos, nos dois episódios que vi, não tinha nenhum pitéu, só pitéias. Tem uma trama seqüencial sim, mas como não lida com suspense, não frustra tanto o expectador, e cada episódio se resolve mais ou menos em si.


Cambada de nerds!



Estou querendo é rever o Arquivo X...

Falando em mistérios, retornos e bizarrices, estou ouvindo o novo cd do Porstishead, que vazou na net. Primeiro achei que era falso, agora.... ainda estou na dúvida. O cd é muito ruim. Ok, talvez seja mais BIZARRO do que ruim. Parece uns lados B da carreira solo da Beth Gibbons. Não entendo porque eles voltaram para fazer algo assim, tivessem então dado outro nome para banda. O cd que estou ouvindo não tem nada a ver com Portishead, não tem batidas eletrônicas, não tem o clima lounge-soturno tão gostoso dos outros dois álbuns, nem pode ser rotulado como trip-hop. Ok, ok que eles mudem e façam uma coisa diferente, mas daí é como eu disse, não faz sentido para uma banda que sumiu há quase dez anos voltar com algo que não tem nada a ver com a própria banda. Não sei, eu ainda quero acreditar que o que estou ouvindo não é o álbum final. (E não é de todo ruim não, tem umas faixas “interessantes”.)



O novo do Anthony eu ainda não ouvi.



O novo do Nelson Ned também não.



E o novo da Madonna que se foda.

No mais, boa Páscoa. Vou ficar por aqui direto, legendando os espetáculos.

LEVE NEVE

Com minha herdeira, a Trevosinha Valentina.  Lançamento ontem em São Paulo. São Paulo é o que conta - é minha casa, minha base, daqui...