27/02/2012

AND THE OSCAR GOES TO...

Assisti esses dias por aqui e não gostei nada-nada de “A Dama de Ferro.” Achei um telefilmezinho chinfrim, não consegui entender direito a história da Margaret Thatcher, como ela chegou ao poder, achei tudo muito rápido e nem a interpretação da Meryl Streep se salvou. Achei caricata, forçando o britanismo. Fora que a história dela em si não é lá tão espetacular. Tirando as questões políticas, não há grandes dramas ou surpresas; e o filme procura se apoiar no estado dela atual, de senilidade, para poder dizer algo mais sobre o lado humano do personagem.

Mas crime mesmo foi nem “Melancolia” nem Kirsten Dunst terem sido indicados ao Oscar.

Acho que se eu fosse fazer minha lista de filmes favoritos de todos os tempos, seria mais ou menos essa, mais ou menos nessa ordem (não peça coerência - não é minha lista de melhores filmes de todos os tempos e sim meus favoritos de todos os tempos):

MELANCOLIA (Lars Von Trier): Uma obra-prima do niilismo, a anti-ficção científica, e com imagens tão lindas, interpretações tão perfeitas que me fez sair maravilhado e relaxado do cinema.

PALINDROMOS (Todd Solondz): Uma comédia absurda politicamente-incorreta que eu não canso de assistir em DVD.

O BURACO (Tsai Ming-Liang): Um filme lento, em que não acontece muito nada, mas que tem o ritmo e o clima drasticamente alterados com números musicais.

AUDITION (Takashi Miike): Um exercício extremo de cinema. Basicamente uma hora de comédia romântica fofinha e quarenta minutos finais de terror surrealista hardcore.

ED WOOD (Tim Burton): O triunfo dos trevosos, bizarros, segregados e outsiders.

AMORES EXPRESSOS (Wong Kar Wai): Lindo-lindo e fofo-fofo.

WHATEVER HAPPENED TO BABY JANE (Robert Aldrich): Um thriller bizarro com uma Bette Davis perfeita.

SERIAL MOM (John Waters): Comédia de humor negro com uma Kathleen Turner impagável.

O CHAMADO (Gore Verbinski): Ok, ok, ninguém vai concordar comigo, mas acho esse remake de "Ringu" o filme de terror mais perfeito já feito.

SNAKES ON A PLANE (David R. Ellis): O perfeito filme B, assumidamente trash, que entrega exatamente o que o espectador quer, e um pouco mais.


PRÉ-PÓS-URBANO

Igreja de Satã A natureza é madrasta. A verdade da mata é impenetrável, intransponível, inabitável, não se pode pôr os pés lá. Não há tr...