17/07/2006

PREENCHENDO AS FRESTAS EM SILÊNCIO






Esse trem aí não tem nome, mas é mais uma ilustração do Marco Túlio para "Mastigando Humanos".

Não são apenas flores assassinas que crescem sobre meu apartamento. Mofo e teias de aranha também. Já estou aqui há três anos e sinto que o prazo de validade aspirou. Vocês conseguem morar tanto tempo no mesmo lugar? Aqui as coisas vão cansando, deteriorando, até que uma hora é inevitável a mudança. É a luz do quarto que não acende mais, vazamentos nas paredes do banheiro, as paredes todas que precisam de pintura, os insetos entre os tacos, lembranças de amores esquecidos em jatos manchados no quarto...

Agora estou na dura batalha para alugar outro. Alguém me ajuda? Você não tem um apartamentinho bacana aí para me alugar? A burocracia de comprovantes de renda e de fiador ferram tudo. Nem adianta as posses todas dos Nazarian, como fiança, nem adianta imposto de renda, sem comprovantes mensal e carteira assinada não me querem. Uma hora eu consigo.

Cuidado! Eu posso ser seu vizinho.

Ontem fui ver o espetáculo de dança da Companhia Borelli inspirado no livro "Carta ao Pai", do Kafka. Mas não sei porque eu estava com tanto sono que apaguei durante o espetáculo e acordei com o Freddy Krueger me enfiando as garras. Ai, isso que dá tentar sofisticar meu repertório...

LEVE NEVE

Com minha herdeira, a Trevosinha Valentina.  Lançamento ontem em São Paulo. São Paulo é o que conta - é minha casa, minha base, daqui...