13/09/2007

DESABROCHANDO EM CHÁ

Nazarian says: não sou só um rostinho bonito. (Por Daniel Mordinski)

Não custa lembrar:

Bienal do Rio: Quarta - 19/09/2007, 20:00hTema: A intimidade humana. A interiorização na produção literária. Romantismo, objetividade e subjetividadeConvidados: Cristovão Tezza, Kledir Ramil, Lívia Garcia-Roza e Santiago Nazarian.Programação: Café Literário - Pav. Verde


Terminei "A Fábrica da Violência", do sueco Jan Guillou, publicado pela Record. Tornou-se um dos meus livros prediletos de todos os tempos. E veio bem na hora, na hora em que penso sobre esses valores masculinos primitivos (ou básicos). Em como os homens/meninos se afirmam pela força, enquanto que nas mulheres o valor primitivo é a beleza. Isso tem muito a ver com o que escrevi na apresentação de "O Senhor das Moscas", muito com o que observei também nos meus laboratórios com estudantes. Os que se destacam (e se integram) entre os meninos são os que têm a força (manifestada através do talento para os esportes ou pela violência) e entre as meninas as que têm beleza (que também pode ser manifestada pelo que vestem, como se portam).

Esses valores continuam sendo adotados (às vezes de forma mascarada) por toda a vida. Por isso é tão difícil ver mulheres com poder político e supermodelos milionários.

As obras que invertem esses valores (associando à beleza ao masculino ou a força à beleza) têm um subtexto (ou um texto mesmo) homossexual. De alguma forma, fazem uma transição de gêneros.

A Grécia toda está perdida.


Fiquei com vontade de reler também "Demian", do Herman Hesse. Um desses romances de formação, que apesar de não lidar exatamente com valores masculinos primitos, têm muito de estruturação do indivíduo.


Então viajo com Demian na mala, além de "Una Noche con Sabrina Love", de Pedro Mairal, "La Virgen de Los Sicarios", de Fernando Vallejo, "Bogotá 39", de todos nós, "Try", do Dennis Cooper e "Bonsai" do Alejandro Zambra". Isso tudo porque fico em Porto Alegre só até terça, haha, acho que tenho medo dos atrasos nos aeroportos.


Viajo também com laptop. Assim levo meus sete meninos desidatrados comigo, para no quarto de hotel mergulhá-los em água quente e vê-los desabrochá-los em chá, que eu poderei misturar ao meu chimarrão.


Sim, meu romance novo. Já entrei no terço final. Acho que essas viagens podem ser boas para escrever no laptop, no hotel, no táxi, nos aeroportos...


Além de Bogotá, Passo Fundo e Porto Alegre (duas vezes), viajo agora para Rio (quarta), Recife (começo de outubro) e Brasília (final).


Preciso vender meu ingresso do Tim Festival (Killers - SP, pista).





O ruim não são os hotéis, é carregar a bagagem. (Wendy Guerra, estrela cubana, e Nazarian, por Mondinski)

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