22/04/2021

NOTAS PÓS-APOCALÍPTICAS

 

Uma paisagem a se despertar. 

Nessa quarentena toda tenho dormido cedo, acordado cedo. Porque quero que o dia termine logo, mas não tenho forças para conter sua volta...

Nos finais de semana o Klauz vem para cá e eu me banho em vodca e gim para matar o coronavírus. Também dormimos cedo. Ele dorme bem quietinho e nunca quero acordá-lo às sete da manhã, quando eu acordo. Nessas horas em que ele ainda dorme e eu estou acordado é que roubo bancos, espanco velhinhas, participo de orgias... mas ainda de máscara.

O resto dos finais de semana são passados em seções de cinema dos meus infinitos DVDs, deliveries de alta gastronomia, um ou outro game que eu tenha por aqui...

Não sou gamer porque sou pobre. Tenho medo. Tenho medo de comprar um console e me tornar um escravo. Então só jogo os consoles antigos que tenho aqui (NES, SNES, PS1, PSP, DS). (Eu ia colocar “Virtual Boy” como easter egg para nerds, mas nunca tive Virtual Boy e... coloquei mesmo assim.)  

Também fazemos aulas de funcional com uma professora que é a cara (e a voz) da Conká, por live. É muito frustrante porque eu sempre mando comentários, mas ela nunca lê e nunca responde – the story of my life  - porque são coisas como “agora já pode beber vodca?” e acho que isso entra como uma afronta para instrutores de funcional.

No dia-a-dia, muito trabalho, felizmente. Trabalho em casa, faço meus horários, acordo cedo, e sempre me vejo esticando pelas 19h. Se não houvesse um mundo lá fora, eu até poderia deixar de respirar.

QUATRO BRASILEIROS

The Brazilian books are on the table Tem sido uma boa época para ler, para mim. Bem, deveria ter sido para todos, desde o início da pandem...