15/05/2021

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Aniversário na praia. 


Aniversário é uma data esquisita. Deveria ser o dia mais importante do ano para cada um de nós... e para mais ninguém. É assim que sempre sinto, embora saiba que algumas pessoas têm famílias, amigos, companhias que fazem com que o dia pareça realmente especial. (Fiquei espantado, por exemplo, ao ver a Cintia Moscovich compartilhando no aniversário dela o quanto recebeu de presentes, mensagens, bolos. Eu nunca recebo absolutamente NADA, de ninguém, nem um bolinho - nunca fariam uma festa para mim. Mas sempre fui muito independente, solitário). Assim, o aniversário acaba sendo um lembrete de nossa (minha) irrelevância no mundo. 


Meu jantar de aniversário este ano. 

Não poderia ser muito diferente em plena pandemia. Ano passado passei trancado, sozinho, só deu para fazer uma "live". Este ano cogitei fazer o mesmo, este ano cogitei não fazer nada - se eu quisesse que o dia fosse especial, teria eu mesmo de tomar a iniciativa. Então arrisquei ir para a praia. E tive uma boa companhia. 

Com Nicklauz. 

Ficamos na Pousada Tupinambá, em Juquehy (litoral norte de SP). A pousada é linda, estava vazia, com ótimo custo-benefício. O tempo variou entre chuva, mormaço e raras aberturas de sol, mas deu para aproveitar tudo... inclusive o quarto. Adoro comidinhas e bebidinhas de praia. Foram três dias de respiro que valeram a pena... se eu continuar respirando. 

Pousadinha delícia. 

Chego em 44 anos em boa forma - já tive melhores, mas já tive BEM piores. Acordo sempre cedo, malho, tenho bastante trabalho, muita energia, namorando um menino bacana. A cabeça também está ok, na medida do possível. O problema é o resto do mundo...


Na casa da minha mãe no interior, preparando a feijoada de dia das mães. 

Foi uma semana toda de comemorações: antes teve o dia das mães, em que também escapei para o interior e preparei uma feijoada para Dona Elisa - que está devidamente vacinada com as duas doses. 


O resultado. 

Sigo este ano apocalíptico sem grandes planos. Se chegarmos a 2022 já estamos no lucro. 


(Postei essa com a hashtag irônica "sem filtro" - mexi tanto na foto que ficou parecendo pintura.)

QUATRO BRASILEIROS

The Brazilian books are on the table Tem sido uma boa época para ler, para mim. Bem, deveria ter sido para todos, desde o início da pandem...