15/02/2012

NO FB


Nazarian says: Tá triste que a Whitney morreu?

Paulinho cardim says: Aaah, fiquei sim...=/ Eu gostava e você?

Nazarian says: Eu não. Hehe. Acabei de ficar sabendo.

Paulinho Cardim says: Eu estava dirigindo ontem... E liguei a rádio,tava tocando Whitney...no finalzinho já.. Aí o locutor começou a falar e eu pensei "nossa... que voz monótona, como se ela tivesse morrido" kkkk… humpf =/

Nazarian says: Fiquei mais chateado sabendo que aquele blogueiro morreu, sabe aquele do Jô?

Paulinho Cardim says: Nope...quem?

Nazarian says: Um cabeludinho, que estava na Noruega, ou Finlândia... Escrevia também. Estava sempre na Loca. Morreu.

Paulinho Cardim: E nomeees? kk não lembra? Era novo?

Nazarian says: Era meio passadinho já... Mas dava pra comer...

Paulinho Cardim says: Nhaa.. .morreu de quê?

Nazarian says: …Salvador... Compostela... Santiago. Isso. Aquele Santiago, escritorzinho do baixo augusta, morreu sozinho na Noruega, ou Finlândia, ou Filipinas, um desses países aí.

Paulinho Cardim says: kkkkk Ai, como você é tosco…kkkkkkkk

Nazarian says; Eu quero morrer para me sentir amado!

Hahaha. PARA ME SENTIR LEMBRADO!!!! Se eu morrer você não vai esquecer do escritorzinho cabeludinho meio passadinho do baixo augusta que morreu nas Filipinas!

Paulinho Cardim says: kkkk, jamais. Eu iria ficar muito triste se você morresse assim, do nada, de verdade…

Nazarian says: E se eu morresse por uma boa causa?

Paulinho Cardim says: Tipo qual? Porque depende muito....

Nazarian says: Ah,para ter um bom post no blog... Tipo este!

12/02/2012

COMO FODER UM TURISTA

"Fuck me! I'm famous!"

Nah, esse devia ser o título do post anterior. Minha questão de hoje é como um turista pode se foder caindo de paraquedas, equivocado. Como o mundo recebe o turista...

Budapeste.

Estou em Budapeste, tornando a Hungria o 23o país que eu visito. Vim só por 5 dias, porque a passagem de Helsinque estava barata e eu queria há tempos conhecer o país. Como de costume, estou fazendo turismo, e não estou lá me empolgando tanto pela cidade. Quero dizer, é uma cidade linda, na parte turística ao redor do Danúbio, mas também está bem dilapidada, suja, não passa uma sensação muito segura e você tem a impressão constante de que estão tentando te foder... no mau sentido.

O Danúbio (semi) congelado.

Ouvi muito falar para ficar esperto em restaurantes, para tomar cuidado com os taxistas, que estão sempre tentando cobrar a mais, e é uma realidade. Isso parece mais flagrante aqui do que no Brasil (onde ao menos em restaurantes "errar" na conta e cobrar acima dos 10% do serviço não é uma prática habitual). Vendedores, garçons e "cafetões" também têm uma abordagem bastante agressiva, interpelando os turistas nas ruas, praticamente puxando para dentro das lojas, você não consegue olhar uma vitrine sem alguém vir te encher o saco; sem falar nos pedintes nas ruas. Depois de uma longa temporada na Escandinávia, isso tem me incomodado bastante.

De cima.



Nessas horas também sempre penso em como se recebe o turista no Brasil. Que o brasileiro é simpático e gosta de (ou paga pau para) estrangeiro é incontestável, mas falta tanta estrutura, informação, preparo para se receber o turista (sem falar em segurança). Além do fato de ninguém falar inglês, não há informações escritas em outras línguas, mapas fixos nas regiões centrais... Bom, não existe transporte público! Acho que eu entraria em pânico sendo um turista gringo em SP.

Claro que sempre ajuda quando se conhece um morador local. Mas, seja no Brasil, seja em qualquer parte do mundo, em geral as pessoas não sabem auxiliar um turista. Se você pede a dica de um bom restaurante, vão te indicar algo internacional, não as comidas típicas. Se você quer uma balada, vão te indicar o lugarzinho posh, da moda, não um lugar mais pitoresco com "gente do dia-a-dia". Eu mesmo tenho de dizer que não saberia conduzir um gringo a um sambão em São Paulo.

Verdade que o turismo, os programas turísticos, o que o turismo oferece está muito longe da realidade do país, mas até aí, o que é a realidade do país? A realidade não existe! Se eu oferecer a minha realidade paulistana a um gringo que visita o Brasil, ele vai ter uma mínima noção do que o Brasil oferece? A realidade de um brasileiro "padrão" é atraente (e culturalmente rica) para alguém? Será que os programas turísticos não estão mais próximos da verdade? (A verdade não existe!). Talvez a "realidade turística" seja apenas um "menu degustação" mais acessível.

Eu tive essa nítida impressão pela primeira vez quando fui ao Deserto do Atacama (em 2007). "Não gosto de fazer programas turísticos" é uma frase tão comum do bom senso e do senso comum, mas lá, no meio do deserto, fiquei pensando se "programas turísticos" não seriam a única forma de relação com o local. Se eu não quisesse fazer turismo, o que poderia fazer? Experimentar a vida local garimpando em minas, ordenhando lhamas e... trabalhando para o turismo?

Então acho que não se deve desaconselhar, combater, confundir o turismo. Se você vai para uma cidade nova, faça turismo. Vá aos pontos turísticos - caminhe na Paulista, visite o Cristo. Se puder ir além disso, ótimo. Mas Paulista/Cristo/Samba/Acarajé/Sexo! é indispensável.

Com Gabor.

Tenho compreendido muito o turismo... Tenho compreendido tantas coisas... Tenho compreendido tanto o turismo e acho que deviam me chamar para escrever um guia relatando a verdade. Tenho achado que estão me desperdiçando tanto. Talvez a verdade assuste. Bah, mas a verdade nem existe...

Gabor intimidado pelo garçom.

Em Budapeste, deu bem para eu me divertir. Tive uma ótima companhia, conheci o piteuzinho do Gabor, e além dos pontos turísticos, pude conhecer barzinhos pitorescos e a noite de Budapeste. Queria muito ter ido ao museu do Liszt, mas estava em reforma. Só consegui tirar uma foto na frente da estátua.


Liszt fazendo minha cabeça.


Me lembrei também do Kertes, tradutor húngaro que traduziu um conto meu, que foi publicado numa antologia de autores latino americanos aqui (que foi difícil de encontrar nas livrarias, mas acabei conseguindo). Lindo ver que meu nome está de alguma forma entre as prateleiras desta cidade, que eu posso tocar de outras formas Budapeste.

Kertes com o livro, que aqui se chama: A Jövö Nem a Miénk.


Escrevi para ele que estava na cidade, e tivemos uma ótima tarde de domingo com discussões literárias regadas a bebidas locais.

Dos melhores pratos que comi aqui: fígado de ganso com pêssegos.


Such a tourist.



Amanhã estou de volta a Helsinque, por algumas semanas. É uma vida boa? Claro, é uma vida boa. Você, que vê de fora, vê que é uma vida boa; e é claro que é uma vida boa. Mas é uma vida difícil... ou não, não é uma vida difícil... Talvez seja uma vida... uma vida triste. Bem, não é tão triste, mas você entende que não é tão simples essa vida em que você está sempre em movimento, suas relações/amigos/amores são sempre novos, você nunca conhece alguém realmente, é tudo sempre passageiro, superficial e perecível. Enfim, uma vida turística.


Sorria! Saia bem na foto!

07/02/2012

VIDA EM BRANCO


"Olhou pela janela e só viu o inverno. A cidade congelada, o céu tão azul, o mar parado lá longe, esperando uma chance. Não escuta som algum, nem via movimento. Era uma pintura de cenário, sua natureza morta, na qual ele ainda vivia. Esticava o pescoço, debruçava-se na janela, respirava o ar gelado. A felicidade caía lá embaixo e se espatifava como garrafa de vidro, de gelo. Mesmo assim, continuava olhando. Sentia-se especial por poder observar algo tão exclusivo. Observava um mundo secreto, suspenso, escondido de todos os outros homeotérmicos."

Você vê, minha vida copia minha arte. (Ok, o "céu azul" é licença poética).


A vida no gelo melhora progressivamente a medida que os dias ficam mais claros, mais frios, que o cadáver do falecido vai congelando... Tenho conseguido me divertir bem, apesar do frio. Ou melhor, tenho conseguido me divertir bem com o frio. Eu devia tentar esses esportes de inverno. Nunca esquiei, nem pratiquei snowboard, curling - patinação no gelo eu até aprendi na Inglaterra, na adolescência, mas nunca mais... E essas coisas requerem tempo, dinheiro, juventude... Acho que não será nesta vida. Estou investindo no "Tiro aos Loiros."



Desde a semana passada Helsinque mergulhou de vez na era glacial. -20, -22C, o que é não é incomum (mais ao norte é ainda mais frio). Isso gerou a cidade que eu estava esperando, embora a vida prática fique um pouco difícil.

Neste sábado, tive de voltar de uma balada às 4h da manhã à pé para casa, aos -22C. Isso porque é impossível conseguir um táxi nas madrugadas de sábado, há filas quilométricas, e você ou espera uma hora parado ou anda uma hora para casa. É claro que eu ando uma hora para casa. Mas não deixa de ser interessante ver que há filas quilométricas, que a vida continua, que as pessoas continuam lotando os clubes e as filas para táxi, numa madrugada polar...

Os lagos já congelaram, o mar já congelou, mas tenho conseguido curtir a cidade e conhecer pessoas como devia ter feito desde o começo. Os "homossexualismos" servem para isso. Você pode ser estrangeiro, pode não falar a língua, mas de algum modo já têm uma carteirinha de membro do clube, seja para fazer novos amigos, seja para apenas um encontro. Tanta gente que eu já conheci nesta vida, tantas histórias que já ouvi, que já vivi, amizades-instantâneas-imediatas apenas por uma afinidade sexual (ou uma pretensa afinidade sexual, ou uma tentativa de afinidade sexual).

Sou entusiasta do turismo sexual - sim, sim, entusiasta do turismo sexual. Que merda é essa que ouvi outro dia, que estavam protestando contra a propaganda do Rio de Janeiro como um destino gay, encomendado pela prefeitura da cidade? O protesto nem era tanto contra anunciar o Rio como um destino gay, mas contra mostrar uma cena de "homens se beijando", dizendo que se usava dinheiro público para promover o "turismo sexual".

Oh "turismo sexual", que medo, que coisa feia!

Lembro que num embarque internacional recente em Guarulhos, vi pôsteres com a foto de um homem algemado, e uma frase em inglês que dizia algo por aí: "Se você veio procurar turismo sexual, já temos um quarto reservado para você."

Que porra é essa? Quer dizer que um gringo que vai ao Brasil querendo trepar vai preso? Turismo sexual, prostituição, pedofilia,, homossexualidade é tudo a mesma coisa? O Brasil está ficando cada vez mais um país cagão, bundão, evangélico pau no cu... no mau sentido.

Quer dizer que se pode promover o Rio como destino gay desde que "para casais gays" ou "desde que os gays de lá não venham foder com os daqui?" Desde que apenas se "venha dançar Lady Gaga ao sol de Ipanema?" E, me perdoem, eu posso estar tendo uma visão muito maliciosa, mas promover um local como "destino gay" em si já não é promover "turismo sexual"?

Oh! Não! Não podemos promover o sexo! Sexo é feio! Sexo é pecado! Venham para o Brasil mas não façam sexo!

Bando de baitolas.

Sexo envolve muita coisa. Sexo envolve tudo, diria Freud. E quando eu digo que sou entusiasta do turismo sexual, não me leve a mal, é quase diferença entre gastronomia e nutrição.

Um bom turista sexual é aquele interessado pelos sabores locais. Que reserva um bom hotel, sai, compra, bebe, vai pra balada, gasta, conhece gente, marca programa, conversa, faz amigos, pensando eventualmente em fazer sexo, claro, mas não necessariamente chegando lá. Às vezes ele se contenta em só conhecer pessoas. E se ele chegar lá, maravilha, mais dinheiro para a indústria dos preservativos, dos lubrificantes, para as lavanderias.... (ou para os hospitais, a indústria farmacêutica.... bem, essa é a vida).

Eu estou longe de ser o cara mais tarado, ou mais carente, ou mais sexual que eu conheço - até porque, tenho um gosto bem restrito. Talvez eu seja meio babaca por usar os "dispostivos sexuais" (sejam baladas, seja algo como o Grindr) para antes de tudo conversar e conhecer pessoas. Mas já conheci muita gente assim, muita gente que me rendeu histórias, um aprofundamento (ops!) na cultura local, às vezes boas amizades, o sexo em si talvez seja o mais descartável. Lembro, por exemplo, como foi bacana encontrar um gordinho na Rússia, conversar horas com ele num restaurante, comer os pratos típicos (ops!), beber, conversar sobre a cultura, tendo o sexo apenas como um pretexto inicial (que eu não quis concretizar). (Antes que vocês me perguntem, logicamente nós dividimos a conta).

Esta é uma abertura, um clube privado que, ao meu ver, os héteros não têm. Muita gente que eu encontro não me interessa. Eu não interesso a muita, muita gente, mas o homossexualismo já é um ponto de conversa, de abertura, por que não dizer de... solidariedade?

Então fica minha ideia para a criação de um gabinete do "Turismo Sexual" no Brasil. É preciso assegurar ao gringo que as chances de ele faturar no Rio de Janeiro são maiores do que as de perder a carteira.


Bem, tenho mais um mês agora na Finlândia com algumas viagens finais, e já estou ficando com dó de largar - mas já comi quase o país inteiro (hohoho, brincadeira, brincadeira, só os 10% da nossa cota). Minha vida tem sido uma nostalgia só, te digo, tem sido essa eterna viagem e eu gostaria de ter um motivo para parar. Mas não tenho. Não tenho. E acho que volto para São Paulo só para ficar esperando pelo próximo passo. Ou para que você pise no meu pé. Ou torcendo, torcendo para que o mundo acabe mesmo em 2012.


Como não sou (apenas) um turista sexual: um dia surreal no zoológico de Helsinque. Nenhuma alma, nenhum animal. Tudo coberto de neve, mas NENHUM visitante, e ainda me cobraram a entrada de 10 euros. Sacanagem.

01/02/2012

RECUT


Entre as muita baboseiras do Youtube (algumas das quais até acho bem engraçadas) há esses divertidíssimos exercícios de edição, apresentando filmes clássicos como se fossem outra coisa, pertencessem a outro gênero. Esses são os três de que gostei mais (especialmente o "Forrest Gump").



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 Tem sido difícil atualizar o blog com a concorrência de todas as outras redes sociais. Eu acabo usando como um apanhado de momentos especia...