06/08/2006

OSSOS OCOS COMO ÁGUA DE COCO






Mais uma ilustração do livro. Lançamento dia 20 de setembro, na Livraria da Vila. Ainda tem um tempinho...

Ouvindo aqui:

Um...
Foi grande o meu amor...
Não sei o que me deu...
Quem inventou fui eu...
Fiz de você meu sol...
Da noite primordial...
e o mundo fora nós
se resumia a tédio e pó
quando em você
tudo se complicou

Dois...
Se você quer amar...
Não basta um só amor...
Não sei como explicar...
Um só sempre é demais...
Pra seres como nós...
Sujeito a jogar
as fichas todas de uma vez
Sem temer naufragar

Não há lugar pra lamúrias
Essas não caem bem
Não há lugar pra calúnias
Mas por que não nos reinventar?

Três...
Eu quero tudo o que há...
O mundo e seu amor...
Não quero ter que optar...
Quero poder partir...
Quero poder ficar...
Poder fantasiar...
Sem nexo e em qualquer lugar...
Com seu sexo, junto ao mar


De Marina Lima e Antônio Cícero, do disco novíssimo dela, "Lá nos Primórdios". É bem baseado no show inesquecível que ela fez ano passado, no novo auditório do Ibirapuera. Tem coisas trevosas lindíssimas, como essa música - "Três" - que abre o disco. Começa com uma batidinha elektro, depois entram teclados retrô e pianinho lounge. "Valeu", a segunda do disco, é meio parente de "Pelos Ares" da Adriana Calcanhotto ou "Libertango", na versão da Grace Jones, uma coisa meio dub, só que um pouco mais soturna também. Tem uns momentos "rock" que eu não gosto tanto, lembra as coisas dela dos anos 80. Ela está cantando mais, e eu mesmo prefiro os discos mais sussurrados dela. De qualquer forma, só a primeira faixa já vale o disco todo. E ela ainda dá uma volta pela vizinhança em "Sapatinho Vermelho", versão de Alvin L para uma música da Laurie Anderson:

Eu tava na Loca, é, na Loca, aquele inferninho...

Haha. Eu não. Eu não tava lá não. Desse inferninho quero dar um tempo. Há infernos paralelos...

FIM DE SEMANA DO TERROR

A turma.  Passei os últimos dias trancado com uma dúzia de malucos, num sítio afastado, sem sinal de celular e internet. O “Fim d...