19/11/2014

BIOFOBIA, O FILME

A pré-equipe do filme. 


Há alguns meses, numa festa na casa da Márcia Tiburi, conheci o Beto Brant. Já conhecia e admirava grande parte da produção dele no cinema - adoro "Cão Sem Dono", "Os Matadores", "Crime Delicado", "O Invasor" - e aditivado pela bebida "intimei-o": "Quando vai fazer um filme do meu livro?"

Mandei o BIOFOBIA para ele e um mês depois ele veio me sondar sobre os direitos. Ele me avisou sobre um edital para desenvolvimento de roteiro, fiz todo o projeto (argumento, sinopse, justificativa, objetivos), mandei para eles e semana passada tivemos o resultado. BIOFOBIA foi contemplado no Proac, com uma boa grana para ser roteirizado.

Renato Ciasca deverá ser o diretor. Beto Brant já está com um filme para dirigir e ficará na produção. E ainda teremos Marçal Aquino supervisionando o roteiro, que será escrito por mim, por ideia deles. Esta semana nos encontramos todos novamente para comemorar e começar a planejar o trabalho.

A ideia é terminar o roteiro no primeiro semestre de 2015 e tentar o financiamento para começar as filmagens em 2016. Eu que nunca tive muita sorte no cinema ("Feriado de Mim Mesmo" está rolando como projeto passando de produtora a produtora desde 2004) estou confiante que desta vez vai. Pelo menos já vou ter uma grana para o roteiro. E os direitos ficam com o Beto pelos próximos anos.

O livro teve boas críticas, saíram muitas entrevistas e pude voltar a circular pelo Brasil em lançamentos, debates e festivais. Então já cumpriu o seu papel. Vamos ver o que se desdobrará em 2015. Também estou adaptando para o teatro e já comecei a rascunhar um livro novo, mas será algo para daqui a dois, três anos. Minhas conquistas sempre foram relativas, nunca pude contar com grandes poderes por trás, mas aos poucos as coisas vão acontecendo. Tudo o que conquisto é por muita insistência, teimosia, parece que o acaso nunca me favorece. O importante é que continuo fazendo sempre só o que acredito.


“Santiago escreve com a liberdade e irreverência de costume. (...) Suas virtudes como escritor nunca estiveram tão à tona, da bem dosada morbidez pop ao simbolismo potente de certas cenas.” Daniel Galera, O Globo

“Biofobia é o melhor livro de Santiago Nazarian. O título, uma única palavra que já leva o leitor para um claustro, vai se concretizando como medo da natureza, mas da natureza humana que mesmo tentando domesticar a selva mais densa, é o animal que ainda escolhe o inimigo.” – Andrea del Fuego

“Com narrativa ágil, cinemato­gráfica em imagens sutis e bem resolvidas e reivindicando outro lugar para o “existencialismo bizarro” ao qual o autor é enredado, Biofobia confirma a força do discurso de Nazarian. Nada é excessivamente estranho no oitavo livro do escritor, mas enormemente inquietante. – Mauro Morais, Tribuna de Minas

“Biofobia: livrão do Santiago Nazarian. O estilo dele está todo lá, mas mais depurado: as associações originais de ideias, as alfinetadas na vida real, o gore. Pense em "A morte sem nome" com um protagonista masculino e mais focado. (..) Tudo no livro é muito convincente, de maneira mais emocional que racional. Recomendadíssimo.” – Simone Campos

“Um romance a ser lido em diversas camadas: diverte na superfície, mas reafirma sua força em reflexões pertinentes ao leitor mais atento.” – Raphael Montes


“O autor fez um tipo e exorcismo. Mas sem perder a ironia. Além do pop e do trash, não falta humor.” – Cadão Volpato, Folha de S. Paulo

“Um thriller pop que lança mão de tantas referências externas e traz um retrato tão existencial e crítico.” – Fernando Albuquerque, Revista O Grito

“Esse é um dos grandes trunfos do livro – a incerteza. (...) Eu, como leitora, aprecio demais e, como escritora, invejo.” – Cafeína Literária

“Nazarian arma um mergulho com muitas referências musicais e literárias, que ajudam a definir a ambientação geral. O leitor é levado a uma (por vezes incômoda) intimidade com a sanidade.” – Christian Peterman, Rolling Stone

“Alguns podem classificar Biofobia de alternativo ou underground, mas isso desmerece uma das vozes mais originais da literatura brasileira contemporânea. No entanto, se Santiago Nazarian continuar com essa mesma pegada e qualidade indiscutíveis, que continue sempre sendo adjetivado dessa maneira. “ - Ney Anderson, Angústia Criadora

“BIOFOBIA parece ser um marco de guinada na carreira de Santiago. A morte, tradicional argumento de seus livros, aparece agora de forma melancólica produzindo sentimentos de isolamento, reflexão, exibindo a finitude humana como limitação presente. Nazarian nunca esteve tão Nazarian.” – Liandro Lindner

“Um livro para ser lido com calma, desfrutando as palavras e buscando nas situações vividas pelo personagem principal, reflexões sobre nossas próprias vidas e existências. Recomendo a todos que gostem de uma leitura um pouco mais profunda e reflexiva.” – Capa e Título

“Biofobia nos deixa tenso, nos arranca risadas, deixa a boca amarga com certas reflexões, nos dá esperança e nos tira, nos deixa loucos” – Rafael Noris, Coisas Horrorosas

“Daqueles livros que sequestram o leitor, você não vê mais nada, o mundo todo desaparece... incrível!” – Cléo de Páris. 


"Biofobia é um livro denso. Mistura existencialismo, humor, ironia e ainda traz a natureza como espelho para o medo e questões internas do personagem. É literatura rica, construída em períodos curtos e certeiros. E, como se não bastasse, tem um compasso que instiga até a última página." - Anita Deak. 


"Santiago volta com tudo naquilo que ele faz de melhor. Personagens solitários, nesse limite entre morte e vida. Entre a lucidez e a loucura. A natureza quando mete medo. Os personagens estão longe das cidades, mas o urbano pulsa no livro. O rock está lá. Vai virar filme, vai ser do caralho." - Ismael Caneppele, Melhores Livros do Ano no Ornitorrinco. 


“Com "Biofobia" Santiago Nazarian retoma, com toda a força narrativa, os aspectos ficcionais que marcaram seus romances anteriores. E com algumas novidades. O aprofundamento nas neuroses, nas psicoses, na solidão, no "existencialismo bizarro" que promove a desorientação social e os pequenos e grandes vícios humanos - tudo isso está lá - com o plus de uma dose generosa de ironia cáustica” – Rodrigo Lopes da Fonte

“Suspense psicológico do autor paulistano que depurou seu estilo reiterativo estruturado em frases curtas enoveladas em ritmo hipnótico. Avaliação: Ótimo.” – Ronaldo Bressane, Guia da Folha

ESTRADA

Não sei porque colocaram só meu sobrenome, mas achei chique.  Finalmente o ano está começando para mim. Já voltei para São Paulo e sem...