ANTES DA CHUVA
Começou a Bienal... blablablá, blablablá.
Acho que vou dar uma passada lá amanhã, embora não possa comprar mais nada. Nem me dá tantas ganas assim, é coisa demais, livros demais, não dá para ver nada direito e eu acabo preferindo não ver nada. Vale pelos debates e bate-papos. Mas eu não estarei participando.
Esta semana a Geração Editorial me mandou a edição do livro do LeRoy ("Maldito Coração"). A capa ficou lindíssima, dá de dez na edição inglesa, a partir da qual eu fiz a tradução. E me mandaram uma revista bem legal que eles fizeram para a Bienal. A revista tem "o LeRoy" na capa, uma matéria que fiz sobre ele e outra da Suzana Kakowicz. Tem também entrevista com Rinaldo de Fernandes sobre a antologia "Contos Cruéis", uma que eu traduzi com o escritor judeu-russo-americano Gary Shteyngart (autor de "O Pícaro Russo") e outros petiscos. Acho que se encontra gratuitamente na Bienal.
E, para quem não viu, segunda tem reprise da minha entrevista no Jô. Só não sei em que bloco.
10/03/2006
09/03/2006
CATORZE ANOS DE FOME
Hoje fui ver "Capote". Gostei. Bem... gostei. Só isso. Achei interessante, por já ter lido o livro (A Sangue Frio) e talvez por já ter lido o livro não tenha me acrescentado tanto, sei lá. Também achei o ator bom. É... bom, mas não me impressionou. Sabe como é, ele é bem afetado, caricato, deve ser fácil interpretar algo assim, ou o ator exagerou. Achei mais interessante a Catherine Keener como Harper Lee. Aliás, amo ela, desde "Being John Malkovich".
O interessante, que eu não me lembrava, era que Truman Capote foi mais um escritor alcóolatra. Mas que coisa, hein? Eu até concordo que o álcool pode se associar a literatura. É interessante escrever embrigado. Mas é impossível ler bêbado, sem condições. Eu mesmo estava tentando ler uma entrevista com a Márcia Denser agora.... haha.
Estou feliz por achar uma saída para um continho que vai sair por aí. Eu já tinha terminado outro, mas não estava satisfeito. É para uma antologia, digamos de terror (ainda não sei se posso dar os detalhes) e eu tinha feito uma coisa cybergótica que não ia para lugar algum (bem, talvez eu aproveite alguma coisa, ou coloque aqui no blog). Daí hoje fiquei ouvindo as crianças do andar de baixo brincando...Skinny Puppy no meu apartamento... e me despertou idéias das mais cruéis....
Enfim, acho que consegui um conto verdadeiramente assustador. O título provisório é "Catorze Anos de Fome". Roubei esse título de mim mesmo. Esse era o nome de um romance que comecei (lá por 98) mais nunca terminei. Originalmente era para ser a história de uma garota "Capricho" adolescente, que tem uma dessas crises de anorexia, quer ser modelo, coisa e tal, mas passa a comer carne humana. Hahah. Enfim, não prestou. E acho que nunca irá prestar. Mas sobrou o título e eu levei para um lado completamente diferente...Aguardem, aguardem. Eu estou satisfeito.
Falando em "aguardem", carne humana, coisa e tal, AGUARDEM "Mastigando Humanos", só falta fechar as ilustrações e mandar pra gráfica. Sai mesmo no começo do segundo semestre, assim quer a Nova Fronteira.
Eu continuo trevoso. Continuo nublado. Mas ao menos estou conseguindo direcionar isso para coisas minimamente produtivas... como literatura.
Hoje fui ver "Capote". Gostei. Bem... gostei. Só isso. Achei interessante, por já ter lido o livro (A Sangue Frio) e talvez por já ter lido o livro não tenha me acrescentado tanto, sei lá. Também achei o ator bom. É... bom, mas não me impressionou. Sabe como é, ele é bem afetado, caricato, deve ser fácil interpretar algo assim, ou o ator exagerou. Achei mais interessante a Catherine Keener como Harper Lee. Aliás, amo ela, desde "Being John Malkovich".
O interessante, que eu não me lembrava, era que Truman Capote foi mais um escritor alcóolatra. Mas que coisa, hein? Eu até concordo que o álcool pode se associar a literatura. É interessante escrever embrigado. Mas é impossível ler bêbado, sem condições. Eu mesmo estava tentando ler uma entrevista com a Márcia Denser agora.... haha.
Estou feliz por achar uma saída para um continho que vai sair por aí. Eu já tinha terminado outro, mas não estava satisfeito. É para uma antologia, digamos de terror (ainda não sei se posso dar os detalhes) e eu tinha feito uma coisa cybergótica que não ia para lugar algum (bem, talvez eu aproveite alguma coisa, ou coloque aqui no blog). Daí hoje fiquei ouvindo as crianças do andar de baixo brincando...Skinny Puppy no meu apartamento... e me despertou idéias das mais cruéis....
Enfim, acho que consegui um conto verdadeiramente assustador. O título provisório é "Catorze Anos de Fome". Roubei esse título de mim mesmo. Esse era o nome de um romance que comecei (lá por 98) mais nunca terminei. Originalmente era para ser a história de uma garota "Capricho" adolescente, que tem uma dessas crises de anorexia, quer ser modelo, coisa e tal, mas passa a comer carne humana. Hahah. Enfim, não prestou. E acho que nunca irá prestar. Mas sobrou o título e eu levei para um lado completamente diferente...Aguardem, aguardem. Eu estou satisfeito.
Falando em "aguardem", carne humana, coisa e tal, AGUARDEM "Mastigando Humanos", só falta fechar as ilustrações e mandar pra gráfica. Sai mesmo no começo do segundo semestre, assim quer a Nova Fronteira.
Eu continuo trevoso. Continuo nublado. Mas ao menos estou conseguindo direcionar isso para coisas minimamente produtivas... como literatura.
06/03/2006
TEENAGE ANGST
Saudações, crianças da noite, estou de volta à terra da garoa.
Minha temporada de alala-ô terminou como sempre, melancólica. Enquanto Floripa foi leve e iluminada, Porto Alegre foi triste e abafada. A cidade estava vazia, o calor de lá é insuportável, e os gaúchos não costumam receber muito bem os forasteiros - que não conhecem - (especialmente aqueles com um certo ar noir).
Valeu para reencontrar alguns amiguinhos queridíssimos e curtir a carinhosa "hospedagem fantasma" da Letícia (que também não estava na cidade, mas deixou a chave do apartamento para mim). Se eu sempre achei a cidade meio Faroeste, agora o clima era de Ghost Town (bem, podia ser pior, podia ser Brokeback Mountain, haha).
Esse clima que vem me invadindo desde o ano passado é difícil de localizar. Há diversos motivos para uma pessoa se sentir angustiada, e mesmo com todos eles ela ainda pode se sentir otimista. Eu tive meu grande "período de trevas" no final da adolescência, começo da vida adulta, quando sentia uma angústia e inquietação que mais tarde diagnostiquei como "males da idade". Só que agora, que sou um senhor de bengala, volto a sentir aquele mal estar constante, melancolia permanente, e acho que não tenho mais idade para isso. Será a química? Os hormônios? Aqueles 7 anos de azar que me abandonaram aos 21 e voltaram aos 28?
Matem um bode por mim. Não... matem um brontossauro.
Para acompanhar meu bloody mary, comprei na Cultura de Porto Alegre o livro "Goth Chic - Um Guia Para a Cultura Dark", do jornalista Gavin Baddeley, editado em português pela Rocco. O livro é bem completo, se aprofunda bastante no surgimento do termo "gótico", nas manifestações literárias, musicais, cinematográficas e na moda, e não é radical, quero dizer, analisa desde o gótico mais underground até apropriações mais pops como "Buffy - A Caça-vampiros". Faz uma ligação do gótico com o camp (ou o kitsch) que faz todo o sentido e não é tão óbvia. Mas achei um pouco chato. Chato de ler. Vale como fonte de informação.
Só não entendi o título, "Goth Chic", parece que o livro só trata de moda.
Para não me tornar um "goth kid choroso" de vez, estou ouvindo aqui com senso de humor: "All the people in your life say you're down/ and the strangers in the night say you're down/ and the pissheads in the bar say you're down/ so you're down." Porque ter depressão, síndrome do pânico e agorafobia está muito carne de vaca. Todo mundo tem. Meu problema é só a franja. Ah, a franja adolescente...
E só hoje vi uma matéria que saiu no JB sobre os "dez anos da morte do Caio [Fernando Abreu] e do Renato Russo". O jornalista Nelson Gobbi traça um paralelo entre a obra dos dois, e me entrevistou sobre o tema. Eu só falei mesmo do Caio, porque detesto Renato Russo e legiões. Mas gostei de ler o seguinte:
"Entre os herdeiros diretos de Caio Fernando Abreu, Nazarian é visto pelo escritor e organizador de seleções literárias Ítalo Moriconi como um nome que faz a ponte entre duas vertentes da geração contemporânea de autores, para ele divididos entre os que produzem uma obra visceral, os que mantêm uma preocupação social e os escritores de temática mais lúdica, que exploram mais o nonsense."
Eu nem sabia que o Moriconi conhecia meu trabalho. E considero uma honra ser "herdeiro direto" do Caio... Só falta eu ficar mais riponga.
Saudações, crianças da noite, estou de volta à terra da garoa.
Minha temporada de alala-ô terminou como sempre, melancólica. Enquanto Floripa foi leve e iluminada, Porto Alegre foi triste e abafada. A cidade estava vazia, o calor de lá é insuportável, e os gaúchos não costumam receber muito bem os forasteiros - que não conhecem - (especialmente aqueles com um certo ar noir).
Valeu para reencontrar alguns amiguinhos queridíssimos e curtir a carinhosa "hospedagem fantasma" da Letícia (que também não estava na cidade, mas deixou a chave do apartamento para mim). Se eu sempre achei a cidade meio Faroeste, agora o clima era de Ghost Town (bem, podia ser pior, podia ser Brokeback Mountain, haha).
Esse clima que vem me invadindo desde o ano passado é difícil de localizar. Há diversos motivos para uma pessoa se sentir angustiada, e mesmo com todos eles ela ainda pode se sentir otimista. Eu tive meu grande "período de trevas" no final da adolescência, começo da vida adulta, quando sentia uma angústia e inquietação que mais tarde diagnostiquei como "males da idade". Só que agora, que sou um senhor de bengala, volto a sentir aquele mal estar constante, melancolia permanente, e acho que não tenho mais idade para isso. Será a química? Os hormônios? Aqueles 7 anos de azar que me abandonaram aos 21 e voltaram aos 28?
Matem um bode por mim. Não... matem um brontossauro.
Para acompanhar meu bloody mary, comprei na Cultura de Porto Alegre o livro "Goth Chic - Um Guia Para a Cultura Dark", do jornalista Gavin Baddeley, editado em português pela Rocco. O livro é bem completo, se aprofunda bastante no surgimento do termo "gótico", nas manifestações literárias, musicais, cinematográficas e na moda, e não é radical, quero dizer, analisa desde o gótico mais underground até apropriações mais pops como "Buffy - A Caça-vampiros". Faz uma ligação do gótico com o camp (ou o kitsch) que faz todo o sentido e não é tão óbvia. Mas achei um pouco chato. Chato de ler. Vale como fonte de informação.
Só não entendi o título, "Goth Chic", parece que o livro só trata de moda.
Para não me tornar um "goth kid choroso" de vez, estou ouvindo aqui com senso de humor: "All the people in your life say you're down/ and the strangers in the night say you're down/ and the pissheads in the bar say you're down/ so you're down." Porque ter depressão, síndrome do pânico e agorafobia está muito carne de vaca. Todo mundo tem. Meu problema é só a franja. Ah, a franja adolescente...
E só hoje vi uma matéria que saiu no JB sobre os "dez anos da morte do Caio [Fernando Abreu] e do Renato Russo". O jornalista Nelson Gobbi traça um paralelo entre a obra dos dois, e me entrevistou sobre o tema. Eu só falei mesmo do Caio, porque detesto Renato Russo e legiões. Mas gostei de ler o seguinte:
"Entre os herdeiros diretos de Caio Fernando Abreu, Nazarian é visto pelo escritor e organizador de seleções literárias Ítalo Moriconi como um nome que faz a ponte entre duas vertentes da geração contemporânea de autores, para ele divididos entre os que produzem uma obra visceral, os que mantêm uma preocupação social e os escritores de temática mais lúdica, que exploram mais o nonsense."
Eu nem sabia que o Moriconi conhecia meu trabalho. E considero uma honra ser "herdeiro direto" do Caio... Só falta eu ficar mais riponga.
Pensei muito no Caio sexta passada, no Ocidente (em Poa), tem muito do clima de vários contos dele (ao menos quando está vazio). Mela, mela, melancolia. Mela, mela, melancia.
01/03/2006
NEM DE CINZAS, NEM DE PÓ.
Há poucos prazeres maiores do que ficar deitado na praia ouvindo uma caipirinha, bebendo Rufus Wainwright e vendo a pitelzada passar... mas eu continuo sendo atraído por prazeres menores, mais baixos e assassinos...
Não se assuste. São só os vírus da internet.
Minha temporada aqui em Floripa está uma delícia, a luz do sol penetra no quarto me acordando sutilmente e a brisa do mar me convida para uma total integração com as delícias da natureza... Haha. Não. Nem tanto. Mas a Ilha da Magia continua linda, continua fervida e continua me impressionando.
Além de sol e mar, o carnaval também teve suas marchinhas. Parece que estão sendo resgatadas. Legal. Melhor do que ouvir axé ou funk... que também não podiam faltar. Para mim, o mais bizarro hit do verão foi o tema do filme "Um Tira da Pesada", que foi remixado não sei por que nem por quem, e toca sem parar por todos os lados.
Coelho, meu anfitrião, já se foi, mas eu continuo na casa dele, até amanhã. Nesta quinta vou para Porto Alegre, fazer não sei muito bem o quê. Acho que tirar um feriado de mim mesmo, ou de Thomas Schimidt, ou do meu broken home where he broke all my bones... De qualquer forma, saudades.
Mela, mela, mela, mela, melancolia. Mela, mela, mela, melância.
Acho que esse texto não está fazendo muito sentido. Estou quase com artrite de tanto fazer "come to bela". Mas eu voltarei. E eles também.
Há poucos prazeres maiores do que ficar deitado na praia ouvindo uma caipirinha, bebendo Rufus Wainwright e vendo a pitelzada passar... mas eu continuo sendo atraído por prazeres menores, mais baixos e assassinos...
Não se assuste. São só os vírus da internet.
Minha temporada aqui em Floripa está uma delícia, a luz do sol penetra no quarto me acordando sutilmente e a brisa do mar me convida para uma total integração com as delícias da natureza... Haha. Não. Nem tanto. Mas a Ilha da Magia continua linda, continua fervida e continua me impressionando.
Além de sol e mar, o carnaval também teve suas marchinhas. Parece que estão sendo resgatadas. Legal. Melhor do que ouvir axé ou funk... que também não podiam faltar. Para mim, o mais bizarro hit do verão foi o tema do filme "Um Tira da Pesada", que foi remixado não sei por que nem por quem, e toca sem parar por todos os lados.
Coelho, meu anfitrião, já se foi, mas eu continuo na casa dele, até amanhã. Nesta quinta vou para Porto Alegre, fazer não sei muito bem o quê. Acho que tirar um feriado de mim mesmo, ou de Thomas Schimidt, ou do meu broken home where he broke all my bones... De qualquer forma, saudades.
Mela, mela, mela, mela, melancolia. Mela, mela, mela, melância.
Acho que esse texto não está fazendo muito sentido. Estou quase com artrite de tanto fazer "come to bela". Mas eu voltarei. E eles também.
23/02/2006
A PIPA DO VOVÔ NÃO SOBE MAIS
Como eu suspeitava, ninguém conseguiu me arranjar a MP3 do Caixão. Só recebi emails de gente se lamentando. Tudo bem, fica pro próximo ano. Ou de repente no Natal eu peço para me arrumarem aqueles hinos "cantados" por cachorros. Tenho uma versão canina do "Jingle Bells" super cool...
Então bom carnaval procês. De repente apareço aqui semana que vem, de um cyber qualquer.
Beijo pros mano, abraço pras mina.
Como eu suspeitava, ninguém conseguiu me arranjar a MP3 do Caixão. Só recebi emails de gente se lamentando. Tudo bem, fica pro próximo ano. Ou de repente no Natal eu peço para me arrumarem aqueles hinos "cantados" por cachorros. Tenho uma versão canina do "Jingle Bells" super cool...
Então bom carnaval procês. De repente apareço aqui semana que vem, de um cyber qualquer.
Beijo pros mano, abraço pras mina.
20/02/2006
PROMOÇÃO MARCHINHAS PSICÓTICAS!
Ontem vieram amiguinhos aqui em casa e nós esquentamos para o carnaval com champagne e marchinhas antigas – "A Pipa do Vovô Não Sobe Mais", "Olha a Cabeleira do Zezé", "Folia no Matagal" e Grace Chang - a Carmen Miranda da China.
Mas faltou a fundamental: "Castelo dos Horrores" – uma marchinha de 1969 com participação do Zé do Caixão. A letra:
Eu moro no castelo dos horrores
Não tenho medo de assombração
Ooooooô, eu sou o Zé do Caixão
Não adianta ter medo de caveira nem de "Frankstéin" (sic)
Porque mais cedo ou mais tarde você vai ser caveira também.
Tentei achar na internet, no Soulseek, mas não consegui. Então lanço uma promoção:
O primeiro que me mandar essa marchinha em MP3 ganha um "Feriado de Mim Mesmo" autografado e um cd com as "marchinhas psicóticas." MAS ATENÇÃO! Essa promoção é válida só até quinta, dia 23, às 18h, porque depois eu vou viajar e só volto depois do carnaval.
O email para mandar é santiagonazarian(arroba)gmail.com
E VOCÊ, você, todos vocês que praticamente não me mandarem a música, seus dedo (sic) se transformará em lesma, sua língua se transformará em cobra e comerá todas as suas vísceras. Haha.
Ontem vieram amiguinhos aqui em casa e nós esquentamos para o carnaval com champagne e marchinhas antigas – "A Pipa do Vovô Não Sobe Mais", "Olha a Cabeleira do Zezé", "Folia no Matagal" e Grace Chang - a Carmen Miranda da China.
Mas faltou a fundamental: "Castelo dos Horrores" – uma marchinha de 1969 com participação do Zé do Caixão. A letra:
Eu moro no castelo dos horrores
Não tenho medo de assombração
Ooooooô, eu sou o Zé do Caixão
Não adianta ter medo de caveira nem de "Frankstéin" (sic)
Porque mais cedo ou mais tarde você vai ser caveira também.
Tentei achar na internet, no Soulseek, mas não consegui. Então lanço uma promoção:
O primeiro que me mandar essa marchinha em MP3 ganha um "Feriado de Mim Mesmo" autografado e um cd com as "marchinhas psicóticas." MAS ATENÇÃO! Essa promoção é válida só até quinta, dia 23, às 18h, porque depois eu vou viajar e só volto depois do carnaval.
O email para mandar é santiagonazarian(arroba)gmail.com
E VOCÊ, você, todos vocês que praticamente não me mandarem a música, seus dedo (sic) se transformará em lesma, sua língua se transformará em cobra e comerá todas as suas vísceras. Haha.
17/02/2006
COLHEITA BENDITA
Estou cansado desse "universo augusta" em que vivo. O povo descabelado do Espaço Unibanco, as barbies da Frei Caneca, as putas, os traficantes, os michês e os filhos do milho. Por mais que você queira ficar quietinho dentro de casa, passa na padaria e encontra antigos rolos. Vai comprar pão e te servem vodca. Erra a entrada do supermercado e acaba na Loca...
E eu não quero ficar quietinho em casa. Estou espantando a "mala onda" que me atolou no final do ano passado; quero festas, confetes, m&m's... O foda é rodar pelos mesmos cenários, encontrar as mesmas pessoas, freqüentar esse underground institucionalizado que acaba tornando a metrópole uma pracinha sem igreja...
"A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim..."
Quem dera tivesse flores. Por isso já comprei minha passagem para Floripa. E depois estico para Porto Alegre. O Araki vai ficar aos cuidados da minha mãe e de uma faxineira. Eu vou ficar na casa de amigos queridos, o que vai me permitir dosar a quantidade de serpentina do meu carnaval. Ser feliz em voz alta. Mastigar humanos e digerir seus sonhos...
Antes, termino mais uma traduçãozinha aqui. E começo novos contos. Surgiram convites para duas antologias bem interessantes, mas ainda não posso dizer o que é. Sempre considero o conto um bom exercício, apontar para novas direções, testar tramas e estilos sem o comprometimento que um romance exige.
Meu quarto romance está prontíssimo, agora é só trabalhar as ilustrações e mandar para a gráfica. Deve ser lançado em agosto. E me seguro para não começar o quinto (que já está se paginando na minha mente). Preciso retomar a peça que eu estava escrevendo (e que ainda não sei se vai prestar). Enfim, esses projetos pessoais e literários nunca exigem pressa. Eu até que sou rápido demais para o ritmo do "mercado".
E se erro a entrada no mercado, acabo na Loca...
Estou cansado desse "universo augusta" em que vivo. O povo descabelado do Espaço Unibanco, as barbies da Frei Caneca, as putas, os traficantes, os michês e os filhos do milho. Por mais que você queira ficar quietinho dentro de casa, passa na padaria e encontra antigos rolos. Vai comprar pão e te servem vodca. Erra a entrada do supermercado e acaba na Loca...
E eu não quero ficar quietinho em casa. Estou espantando a "mala onda" que me atolou no final do ano passado; quero festas, confetes, m&m's... O foda é rodar pelos mesmos cenários, encontrar as mesmas pessoas, freqüentar esse underground institucionalizado que acaba tornando a metrópole uma pracinha sem igreja...
"A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim..."
Quem dera tivesse flores. Por isso já comprei minha passagem para Floripa. E depois estico para Porto Alegre. O Araki vai ficar aos cuidados da minha mãe e de uma faxineira. Eu vou ficar na casa de amigos queridos, o que vai me permitir dosar a quantidade de serpentina do meu carnaval. Ser feliz em voz alta. Mastigar humanos e digerir seus sonhos...
Antes, termino mais uma traduçãozinha aqui. E começo novos contos. Surgiram convites para duas antologias bem interessantes, mas ainda não posso dizer o que é. Sempre considero o conto um bom exercício, apontar para novas direções, testar tramas e estilos sem o comprometimento que um romance exige.
Meu quarto romance está prontíssimo, agora é só trabalhar as ilustrações e mandar para a gráfica. Deve ser lançado em agosto. E me seguro para não começar o quinto (que já está se paginando na minha mente). Preciso retomar a peça que eu estava escrevendo (e que ainda não sei se vai prestar). Enfim, esses projetos pessoais e literários nunca exigem pressa. Eu até que sou rápido demais para o ritmo do "mercado".
E se erro a entrada no mercado, acabo na Loca...
14/02/2006
“LA GARANTIA SOY YO”
Assistam "As Chaves de Casa", filme italiano belíssimo, delicadíssimo, comovente, mas ainda assim não-deprimente.
Voltando ao mundo mágico das perucas, agora o marido da J.T LeRoy está se separando dela e a está processando para ganhar uma fatia do pimpolho. Ele assumiu que é tudo uma invenção e disse que também ajudou a compor o personagem. Ou seja, LeRoy é uma criação coletiva?
Continuo na defesa. A pedido do Emediato, escrevi um texto para a Geração Editorial usar na divulgação do livro. Acredito no livro, e isso é o que vale. O personagem se torna ainda mais interessante. Ele inclusive estava programado para a Bienal, agora não vem mais. Cogitou-se em fazer uma mesa redonda sobre o caso, comigo, o Sérgio Dávilla e não sei mais quem, mas parece que não vai rolar. E eu é que não vou colocar peruca para autografar a minha tradução! Haha.
Enfim, leiam, leiam, os dois livros são ótimos.
Este está sendo um ótimo mês de trabalho para mim, finalmente. Fiz a tradução de dois filmes, o artigo para a Geração, a introdução de um livro, uma matéria pra TPM e ainda entrou o adiantamento de “Mastigando Humanos”. Aproveitei e fui comprar um aparelho de som novo, que o meu agora só tocava “Cansei de Ser Sexy”, e olhe lá. Fui naqueles multilets dos chineses, viver meu sonho Robin Hood. Os mesmos aparelhos tinham diferença de até 150 reais de um estande para o outro (seriam os impostos?). Comprei numa chinesinha lindinha que me explicou tudo por mímica. Na hora que perguntei da garantia, ela pegou a caixa, desenhou com caneta aqueles ideogramas chineses impossíveis e disse. “Essa é a galantia.” Haha. Eu devia tê-la pedido em casamento.
Agora estou aqui, com o Araki no meu colo, ouvindo meu sonzinho novo... que toca o mesmo de sempre: Bowie.
“For in truth, it’s the beginning of nothing, and nothing has changed, everything has changed...”
Assistam "As Chaves de Casa", filme italiano belíssimo, delicadíssimo, comovente, mas ainda assim não-deprimente.
Voltando ao mundo mágico das perucas, agora o marido da J.T LeRoy está se separando dela e a está processando para ganhar uma fatia do pimpolho. Ele assumiu que é tudo uma invenção e disse que também ajudou a compor o personagem. Ou seja, LeRoy é uma criação coletiva?
Continuo na defesa. A pedido do Emediato, escrevi um texto para a Geração Editorial usar na divulgação do livro. Acredito no livro, e isso é o que vale. O personagem se torna ainda mais interessante. Ele inclusive estava programado para a Bienal, agora não vem mais. Cogitou-se em fazer uma mesa redonda sobre o caso, comigo, o Sérgio Dávilla e não sei mais quem, mas parece que não vai rolar. E eu é que não vou colocar peruca para autografar a minha tradução! Haha.
Enfim, leiam, leiam, os dois livros são ótimos.
Este está sendo um ótimo mês de trabalho para mim, finalmente. Fiz a tradução de dois filmes, o artigo para a Geração, a introdução de um livro, uma matéria pra TPM e ainda entrou o adiantamento de “Mastigando Humanos”. Aproveitei e fui comprar um aparelho de som novo, que o meu agora só tocava “Cansei de Ser Sexy”, e olhe lá. Fui naqueles multilets dos chineses, viver meu sonho Robin Hood. Os mesmos aparelhos tinham diferença de até 150 reais de um estande para o outro (seriam os impostos?). Comprei numa chinesinha lindinha que me explicou tudo por mímica. Na hora que perguntei da garantia, ela pegou a caixa, desenhou com caneta aqueles ideogramas chineses impossíveis e disse. “Essa é a galantia.” Haha. Eu devia tê-la pedido em casamento.
Agora estou aqui, com o Araki no meu colo, ouvindo meu sonzinho novo... que toca o mesmo de sempre: Bowie.
“For in truth, it’s the beginning of nothing, and nothing has changed, everything has changed...”
10/02/2006
UM POST MAIS PRÓXIMO DA MORTE
Esta semana fui ao Rio conhecer minha editora nova e ver as ondas sinistras de Ipanema. Tudo delícia. Meu almoço com os editores teve direito até a um dos animais exóticos presentes no meu livro... em forma de risoto. Queria ter ficado mais por lá, mas a grana ainda não entrou e estou empurrando as viagens para o carnaval...
Que tal Floripa? Estou pensando. Apesar do carnaval lá ser meio excessivo de trânsito e viadagem. Mas carnaval é mesmo uma festa de excessos. Só preciso arrumar um carro com bom aparelho de som, para colocar Prodigy no último volume quando o trânsito estiver parado, porque certamente a concorrência estará escutando "feito bola de sabão me desmancho por vocêeeeeee..."
Estou pensando também em esticar minhas cinzas em Porto Alegre.
E, vejam só, este blog saiu este mês na revista da MTV. Matéria sobre blogs de escritores assinada pela querida amiga Andrea del Fuego. Ela colocou inclusive um post meu, aquele sobre o River Phoenix (que Deus o tenha).
Falando em "Deus o ter", depois do último post post-mortem, recebi uma mensagem interessante de um leitor, Raphael, me falando da comunidade "Perfis de Gente Morta". É uma comunidade no orkut que se encarrega de localizar perfis de gente que acabou de morrer, e ficam tentando descobrir a causa da morte. Mais sinistro do que as ondas de Ipanema...
Saiu também uma matéria sobre morte e velhice na literatura, assinada por mim, na TPM deste mês. O que eles me pediram era uma seleção de livros que tratassem do fim da vida de uma forma positiva, ou ao menos com alguma mensagem. Era para ter duas páginas, mas diminuiu para uma, então tiraram muita coisa que coloquei. Vai aí a seleção completa dos livros:
As Intermitências da Morte
A Morte de Natália
Morte em Veneza
Memórias de Minhas Putas Tristes
Quando Eu era o Tal
21 Escritores Brasileiros
Memórias Póstumas de Brás Cubas
O Velho e o Mar
Por um Fio
Mrs Palfrey no Claremont
Vocês podem ler o texto com resumo dos livros no www.revistatpm.com.br
E fui, fui, fui, ver "Brokeback Mountain". Retiro o que disse. Acho que o filme é "didaticamente positivo". Tem uma mensagem positiva para o grande público, sobre homofobia, relações homoafetivas e tudo mais. Lida com vários lados dessa questão, de forma bem explicadinha, para a dona de casa pensar: "veja, o homossexualismo é assim, tem putaria, mas também tem amor. Não adianta o cara tentar casar e constituir família. Não é medo de mulher", etc, etc. Muito bem. Legal ter um filme desses no Oscar, para o povão ver. Agora, para mim, não fez diferença nenhuma, não achei emocionante, nem bonito, nem interessante, até me entediou. Ao menos não é tão dramalhão quanto eu achei que seria. Mas é Hollywood 100%. Passo.
Agora vou ver os pingüins.
Esta semana fui ao Rio conhecer minha editora nova e ver as ondas sinistras de Ipanema. Tudo delícia. Meu almoço com os editores teve direito até a um dos animais exóticos presentes no meu livro... em forma de risoto. Queria ter ficado mais por lá, mas a grana ainda não entrou e estou empurrando as viagens para o carnaval...
Que tal Floripa? Estou pensando. Apesar do carnaval lá ser meio excessivo de trânsito e viadagem. Mas carnaval é mesmo uma festa de excessos. Só preciso arrumar um carro com bom aparelho de som, para colocar Prodigy no último volume quando o trânsito estiver parado, porque certamente a concorrência estará escutando "feito bola de sabão me desmancho por vocêeeeeee..."
Estou pensando também em esticar minhas cinzas em Porto Alegre.
E, vejam só, este blog saiu este mês na revista da MTV. Matéria sobre blogs de escritores assinada pela querida amiga Andrea del Fuego. Ela colocou inclusive um post meu, aquele sobre o River Phoenix (que Deus o tenha).
Falando em "Deus o ter", depois do último post post-mortem, recebi uma mensagem interessante de um leitor, Raphael, me falando da comunidade "Perfis de Gente Morta". É uma comunidade no orkut que se encarrega de localizar perfis de gente que acabou de morrer, e ficam tentando descobrir a causa da morte. Mais sinistro do que as ondas de Ipanema...
Saiu também uma matéria sobre morte e velhice na literatura, assinada por mim, na TPM deste mês. O que eles me pediram era uma seleção de livros que tratassem do fim da vida de uma forma positiva, ou ao menos com alguma mensagem. Era para ter duas páginas, mas diminuiu para uma, então tiraram muita coisa que coloquei. Vai aí a seleção completa dos livros:
As Intermitências da Morte
A Morte de Natália
Morte em Veneza
Memórias de Minhas Putas Tristes
Quando Eu era o Tal
21 Escritores Brasileiros
Memórias Póstumas de Brás Cubas
O Velho e o Mar
Por um Fio
Mrs Palfrey no Claremont
Vocês podem ler o texto com resumo dos livros no www.revistatpm.com.br
E fui, fui, fui, ver "Brokeback Mountain". Retiro o que disse. Acho que o filme é "didaticamente positivo". Tem uma mensagem positiva para o grande público, sobre homofobia, relações homoafetivas e tudo mais. Lida com vários lados dessa questão, de forma bem explicadinha, para a dona de casa pensar: "veja, o homossexualismo é assim, tem putaria, mas também tem amor. Não adianta o cara tentar casar e constituir família. Não é medo de mulher", etc, etc. Muito bem. Legal ter um filme desses no Oscar, para o povão ver. Agora, para mim, não fez diferença nenhuma, não achei emocionante, nem bonito, nem interessante, até me entediou. Ao menos não é tão dramalhão quanto eu achei que seria. Mas é Hollywood 100%. Passo.
Agora vou ver os pingüins.
07/02/2006
SOBREVIDA
Só ontem fiquei sabendo de um amigo que se matou há algumas semanas. Um impulso me levou a procurá-lo nos "friends" do Orkut. Ele ainda está lá, ainda ligado a mim e com o perfil mais do que ativo. Achei um pouco assustador. Continuam surgindo scraps para ele, não de gente que não sabe o que aconteceu, mas coisas como "seja feliz nessa nova vida", "que agora você encontre a paz", "ontem sonhei com você".
Não é muita fé dessas pessoas continuar escrevendo? Mesmo elas acreditando no "depois", acham que o céu tem banda larga?
Fiquei pensando sobre isso, lendo, e, no final, achei bonitinho. Acho que é mais uma forma das pessoas ficarem em paz consigo mesmas, ou de mostrarem para outros que visitam a página dele o que elas sentem. Você vê como a tecnologia já faz parte desses processos. Eu mesmo quase escrevi por lá, pedindo desculpas a ele por nunca ter marcado o café que ele me cobrava. Mas agora já foi...
Acredito que depois de algum tempo sem login dele, a página desaparecerá. Mas é assustador pensar que não, que o Orkut acabará acumulando perfis de pessoas mortas por anos e anos (além dos seres fictícios).
Eu também já tive a curiosidade mórbida de visitar perfils de gente acusada de assassinato. Aquele cara que matou o colega na USP, por exemplo, tinha perfil lá. E o livro favorito dele era "O Talentoso Ripley". Isso é humor negro ou o quê?
Bem, bem, seu eu morrer, matar ou for abduzido, podem fazer a festa nos meus scraps. O difícil é ler tudo enquanto a gente ainda está por aqui...
(ps - Não vi "Brokeback Mountain" e acho que nem vou ver. Aqueles cowboys não me apetecem, e esses filmes de Oscar não fazem diferença. Se todo mundo viu, não forma repertório individual pra ninguém.)
Só ontem fiquei sabendo de um amigo que se matou há algumas semanas. Um impulso me levou a procurá-lo nos "friends" do Orkut. Ele ainda está lá, ainda ligado a mim e com o perfil mais do que ativo. Achei um pouco assustador. Continuam surgindo scraps para ele, não de gente que não sabe o que aconteceu, mas coisas como "seja feliz nessa nova vida", "que agora você encontre a paz", "ontem sonhei com você".
Não é muita fé dessas pessoas continuar escrevendo? Mesmo elas acreditando no "depois", acham que o céu tem banda larga?
Fiquei pensando sobre isso, lendo, e, no final, achei bonitinho. Acho que é mais uma forma das pessoas ficarem em paz consigo mesmas, ou de mostrarem para outros que visitam a página dele o que elas sentem. Você vê como a tecnologia já faz parte desses processos. Eu mesmo quase escrevi por lá, pedindo desculpas a ele por nunca ter marcado o café que ele me cobrava. Mas agora já foi...
Acredito que depois de algum tempo sem login dele, a página desaparecerá. Mas é assustador pensar que não, que o Orkut acabará acumulando perfis de pessoas mortas por anos e anos (além dos seres fictícios).
Eu também já tive a curiosidade mórbida de visitar perfils de gente acusada de assassinato. Aquele cara que matou o colega na USP, por exemplo, tinha perfil lá. E o livro favorito dele era "O Talentoso Ripley". Isso é humor negro ou o quê?
Bem, bem, seu eu morrer, matar ou for abduzido, podem fazer a festa nos meus scraps. O difícil é ler tudo enquanto a gente ainda está por aqui...
Hoje tô azedo. Tô triste e com sede de vingança. Preciso de amor urgente, em seringas hipodérmicas.
(ps - Não vi "Brokeback Mountain" e acho que nem vou ver. Aqueles cowboys não me apetecem, e esses filmes de Oscar não fazem diferença. Se todo mundo viu, não forma repertório individual pra ninguém.)
04/02/2006
NOVAS FRONTEIRAS
Não sabia se já podia divulgar. Não sei se a notícia vazou ou se veio de fontes oficiais, mas saiu uma nota no "O Globo" de hoje, então já posso contar:
Acabo de assinar com a Nova Fronteira. Meu novo livro, "Mastigando Humanos" sairá por eles, no segundo semestre. Tive um bom relacionamento com a Planeta. Eles fizeram um ótimo trabalho de divulgação dos meus livros anteriores, mas estava na hora de "sair da casa dos pais", e a Nova Fronteira foi a editora que me fez a melhor proposta, não só de grana mas de todas as condições para o livro sair como eu o imagino. Fora que vai ser uma honra estar entre o catálogo de "fodões" deles.
"Mastigando Humanos" deve ser o maior dos meus livros, em todos os sentidos, com quase 300 páginas de insanidade. Além disso contará com ILUSTRAÇÕES de Marco Túlio, um jovem artista de Ribeirão Preto que combina doçura com sarcasmo como ninguém... ou melhor, como eu, nesse novo romance.
Vocês podem conhecer o trabalho dele aqui:
http://www.fotolog.com/myfriendgoo
A trama do livro... hum... isso eu ainda não vou contar. Vocês não levariam a sério. Haha. Só posso dizer que quase todos os personagens da história, inclusive o narrador, são animais.
E nesta semana vou ao Rio, discutir os detalhes da publicação na Nova Fronteira. Acho que não vai dar tempo de encontrar os amiguinhos cariocas, porque vai ser uma viagem bate-volta. Mas virão outras...
E falando em viagens, recebi esta semana também meu contrato com La Nuova Frontiera da Itália! Por eles vou lançar um conto só, numa antologia. E assim minhas fronteiras se expandem.
Abaixo, a notinha que saiu hoje no Globo. Recebi por email do querido Lu Gastão:
"Depois de tempos sem investir em novos nomes de autores brasileiros contemporâneos, a Nova Fronteira dá sinais de mudanças no horizonte com uma contratação algo surpreendente para quem detém um catálogo de perfil mais tradicional: Santiago Nazarian, jovem paulistano de ar e literatura underground , acaba de entregar um romance à editora carioca. O livro, ainda sem título, é o quarto romance de Nazarian, autor de "Olívio" (editora Talento) — vencedor do Prêmio Fundação Conrado Wessel de Literatura 2002 —, "A morte sem nome" e "Feriado de mim mesmo" (ambos pela Planeta, o último lançado no ano passado) e deverá ser publicado no segundo semestre, provavelmente a tempo de pegar a Festa Literária Internacional de Paraty, que começa dia 9 de agosto."
Não sabia se já podia divulgar. Não sei se a notícia vazou ou se veio de fontes oficiais, mas saiu uma nota no "O Globo" de hoje, então já posso contar:
Acabo de assinar com a Nova Fronteira. Meu novo livro, "Mastigando Humanos" sairá por eles, no segundo semestre. Tive um bom relacionamento com a Planeta. Eles fizeram um ótimo trabalho de divulgação dos meus livros anteriores, mas estava na hora de "sair da casa dos pais", e a Nova Fronteira foi a editora que me fez a melhor proposta, não só de grana mas de todas as condições para o livro sair como eu o imagino. Fora que vai ser uma honra estar entre o catálogo de "fodões" deles.
"Mastigando Humanos" deve ser o maior dos meus livros, em todos os sentidos, com quase 300 páginas de insanidade. Além disso contará com ILUSTRAÇÕES de Marco Túlio, um jovem artista de Ribeirão Preto que combina doçura com sarcasmo como ninguém... ou melhor, como eu, nesse novo romance.
Vocês podem conhecer o trabalho dele aqui:
http://www.fotolog.com/myfriendgoo
A trama do livro... hum... isso eu ainda não vou contar. Vocês não levariam a sério. Haha. Só posso dizer que quase todos os personagens da história, inclusive o narrador, são animais.
E nesta semana vou ao Rio, discutir os detalhes da publicação na Nova Fronteira. Acho que não vai dar tempo de encontrar os amiguinhos cariocas, porque vai ser uma viagem bate-volta. Mas virão outras...
E falando em viagens, recebi esta semana também meu contrato com La Nuova Frontiera da Itália! Por eles vou lançar um conto só, numa antologia. E assim minhas fronteiras se expandem.
Abaixo, a notinha que saiu hoje no Globo. Recebi por email do querido Lu Gastão:
"Depois de tempos sem investir em novos nomes de autores brasileiros contemporâneos, a Nova Fronteira dá sinais de mudanças no horizonte com uma contratação algo surpreendente para quem detém um catálogo de perfil mais tradicional: Santiago Nazarian, jovem paulistano de ar e literatura underground , acaba de entregar um romance à editora carioca. O livro, ainda sem título, é o quarto romance de Nazarian, autor de "Olívio" (editora Talento) — vencedor do Prêmio Fundação Conrado Wessel de Literatura 2002 —, "A morte sem nome" e "Feriado de mim mesmo" (ambos pela Planeta, o último lançado no ano passado) e deverá ser publicado no segundo semestre, provavelmente a tempo de pegar a Festa Literária Internacional de Paraty, que começa dia 9 de agosto."
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