4.22.2014

LANÇAMENTO



O livro começa a ser vendido em breve. Além do lançamento em SP, dia 10 de maio, já estamos marcando datas em BH e no Rio (o resto dependendo sempre dos convites, eventos literários...).

Fique ligado na página "Agenda", que atualizarei por lá.

E semana passada já saiu uma entrevista bem bacana sobre o livro no jornal "O Fluminense", do Rio.

Leia aqui.

4.17.2014

PERIPÉCIAS DE PÁSCOA


Fui mal acostumado desde a infância e procuro respeitar as datas, trocar presentes; daí todo mês tem aniversários, Natal, Páscoa, dia das mães e o caralho.

Então nessa Páscoa eu e Murilo decidimos inovar e confeccionarmos nossos próprios ovos de Páscoa exóticos.




O primeiro foi o tradicional de chocolate ao leite, mas acrescido de cachaça e amêndoas e traços de chocolate branco.


Fizemos um ganache meio branco, meio ao leite para cobrir.


Depois veio a grande invenção. Ovo branco recheado com ganache de... Wasabi!

A ideia veio de um Kit Kat de wasabi que comi no Japão. Ano passado fiz brigadeiros de wasabi para meu aniversário e deu muito certo. Agora resolvemos testar no ovo de Páscoa. Foi só misturar chocolate branco derretido, creme de leite e wasabi para rechear o ovo.


Depois de recheado, foi tapado com chocolate ao leite e amêndoas.

Ficou bonito. Se ficou bom, minha mãe e minha irmã que poderão dizer - hihihi - porque só provamos da panela.  Não íamos morder o ovo pronto, já durinho.

E aqui já embalamos. Não tive coragem de usar minha sobrinha de cobaia (ainda mais com wasabi...), então comprei um coelhinho e ovinhos da Kopenhagen para ela.

UPDATE: Experimentei nesta sexta o ovo que fiz para minha irmã. Super aprovado.Ficou com o recheio macio e com um leve gosto de cachaça (a metade negra) e wasabi (a metade branca).






E fica aqui minha mensagem de Páscoa para vocês.




4.06.2014

GRANDES SHOWS



Suede em São Petersburgo (2011)

Não me empolguei em ir ao Lollapalooza. Não tinha nenhuma banda que eu realmente gostasse, e não sou um entusiasta de festivais em si. Mas vendo tantos amigos postando, fiquei pensando nos melhores shows que fui, nos que me decepcionei, nos que ainda queria ir. Daí fiz minhas listinhas. Vários ficaram de fora (Rufus, Peter Murphy, McAlmont and Butler), porque tinham de ser lista de dez. Mas vamos lá.

Os melhores shows da minha vida: 

Suede em São Petersburgo (2011)
Claro, é minha banda favorita, e ver de pertinho, na Rússia, com sete músicas inéditas (das quais apenas duas acabaram sendo gravadas) foi muito especial. 

David Bowie em São Paulo (1998)
Apesar de a turnê (e o disco) Earthling estarem longe de ser o ponto alto da carreira de Bowie... é sempre Bowie. E ver em São Paulo, com os amigos, foi especial. 

Sex Gang Children em Londres (2002)
Daquelas bandas obscuras que eu nunca achei que fosse ver ao vivo, de pertinho. Chapado de ecstasy deixou tudo mais divertido. 

Michael Jackson em São Paulo (1993)
Daquelas mega produções. Eu era adolescente, fão do Michael (ainda sou), e foi um show histórico. 

Marina Lima em São Paulo (2007)
Aquele show absurdo da Marina, trevoso e teatral, que foi gravado para virar DVD e nunca veio, no Auditório Ibirapuera. 

Patrick Wolf em Helsinque (2011)
Foi um raio de luz no meu inverno profundo na Finlândia. Além de cantar, ele tocou piano, violino, harpa, violão. Foda. Depois disso que virei fã. 

Siouxsie and the Banshees em São Paulo (1995)
O repertório do "The Rapture", último álbum de estúdio da banda, é imbatível. E ver no auge da adolescência foi lindo. 

Pulp em São Paulo (2012)
Há muitos anos que não ouvia mais Pulp. Mas esse show com Jarvis em grande forma me reconquistou. 

Einsturzende Neubauten em São Paulo (2000)
Não era grande fã da banda. Mas tinha amigos em comum e acabamos saindo com eles antes do show, assistimos em esquema privilegiado e foi sensacional. 

Kylie Minogue na Parada Gay de Madrid (2010)
Show curtinho, mas GRATUITO, para encerrar a parada gay de Madrid. Preciso dizer mais?


E as maiores decepções...

Prodigy em São Paulo (1999)
Foi um show gratuito (não lembro por quê). Som baixo. E convenhamos, Prodigy não é banda, ao vivo, na luz do sol, em esquema de show fica uma discotecagem meia boca. 

Placebo em Florianópolis (2005)
Coloquei Florianópolis mas fui em TODOS os shows dessa turnê (porque basicamente eu estava lançando livro nas mesmas cidades). Os shows foram todos IGUAIS, em piloto automático, sem tesão nenhum. 

Bjork em São Paulo (1997)
O primeiro show dela, no Freejazz, não tinha banda, era um programador e alguns músicos convidados. Uma coisa live P.A. meio tosca...

La Toya Jackson em São Paulo (1994)
Esse só não foi uma decepção tão grande porque eu não esperava mesmo grande coisa. O show da irmâ maldita de Michael tinha ela, dois bailarinos e só. Não tinha UM músico no palco e era INTEIRO em playback. Tosco até o osso. Não vou nem contar que acabei batendo uns papos com a boneca, porque não merece... Provavelmente é o show mais bagaceiro que vi. 

Madonna em São Paulo (1993)
Tá, sei que vou receber pedradas. Mas Madonna é tosca, era tosca, sempre foi tosca. Não canta, não dança, faz aqueles shows cafona com bailarinos... Imagina isso nos anos 90, num show 90% playback. Não me convenceu nem como adolescente. 

Lady Gaga em Helsinque (2010)
Eu não conhecia Lady Gaga direito. Tantos amigos falavam, que fui conferir quando estava em Helsinque - era mais fácil, mais barato, fiquei mais perto do palco (isso porque comprei minutos antes do show). Esperava uma cantora mais alternativa, achei cafona como Madonna. Esses shows de dançarinos. Ela canta, ok, mas voz chata para caralho. Chato. 

Siouxsie and the Banshees em Londres (2002)
Além do lindo show de 95, fui nesse em 2002, em que Siouxsie estava mega desafinada. Para piorar, assisti sentado, de longe, não combinava com o setlist punk. Broxante. Saiu em DVD, BTW.

Antti Tuisku em Helsinque (2010)
Também não foi grande decepção porque não sabia o que esperar. Antti Tuisku é uma espécie de Rick Martin finlandês. Eu estava passando na frente de uma boate, vi uma fila de adolescentes, perguntei o que era e resolvi conferir. É tosco, mas até que divertido. 

Alceu Valença em São Paulo (1983?)
Provavelmente este é o primeiro show a que fui. Eu adorava (sei lá por que) os discos do Alceu Valença quando era bem pequeno. Minha mãe me levou a um show no Ginásio do Ibirapuera, eu devia ter uns seis anos, mas ele não cantou direitinho como estava no disco, e ainda tinha uma coisa (precursora) de stand up. Sei lá. Não deu certo para o pequeno Santiaguinho. 

Marilyn Manson em São Paulo (1997)
Eu era bem fã de Marilyn Manson. O show não foi péssimo, mas tenho a impressão de que eles são melhores em estúdio mesmo. Compensou que acabei conhecendo a banda mais tarde, no próprio quarto de hotel. Mas isso é outra história...

E as bandas que mais queria ver ainda... Algumas impossíveis: 

Blondie
Eles ainda fazem shows. Mas Debbie está tipo com... 70 anos (sério). 
Eurythmics
Fazem shows raramente. Annie solo também servia, mas também não tem feito turnê. E tá meio velha chata engajada. 
Catherine Ringer
Essa ainda tá em forma e daria para rolar num esquema de Sesc. Ou então numa viagem à França. 
Sinéad O’Connor
Também não está no auge. Mas acho que daria para rolar. 
Royksopp
Apesar de ser dos meus grupos favoritos, não são exatamente uma banda, o show é meio uma discotecagem, então não me empolgo tanto. Mas iria, claro. 
Marion
Eles vêm e vão. No Brasil certamente seria impossível. 
Grace Jones
Ela também tem sei lá quantos anos... mas é negra, então não conta. Acho que daria para rolar. Em 2002, fui num festival em Londres em que ela iria cantar, mas tive de ir embora antes, para ir trabalhar. 
Kwan
Das minhas favoritas. Mas visto que é uma banda finlandesa que não existe mais, vai ser difícil...
Lori Carson
Nem nos Estados Unidos ela é conhecida e faz show direito. Mas queria...

Rocio Jurado
Visto que ela está morta....


4.03.2014

TRAILER




Trailer de BIOFOBIA! Espalhe ;)

Talento, voz, rosto, tudo murcha com o tempo. A natureza é madrasta e, para um roqueiro de meia-idade que já viveu todos os excessos de sua geração, a natureza só existe como ameaça, inimiga, perversa. Isolado numa casa de campo, após o suicídio da mãe, André enfrentará suas frustrações e medos internos, enquanto o mato cresce lá fora e o solo espera por seu sangue.


A crise existencial do protagonista, sua relação com a irmã, com a ex-namorada e com a mãe morta desenrolam uma série de questões sobre arte, mercado e permanência, com um humor negro provocativo típico do autor. BIOFOBIA é a volta de Santiago Nazarian ao thriller, seu primeiro romance adulto em cinco anos, flertando com o terror numa narrativa tão literária quanto cinematográfica.

TRAILER 1
Ficha Técnica:
Direção: Nicolas Graves
Roteiro: Santiago Nazarian e Murilo de Oliveira
Com: Andrea del Fuego 

Thiago Pethit 
Lourenço Mutarelli
Valentina Nazarian
Marcelino Freire 
Murilo de Oliveira 
e Cléo De Páris
Trilha Sonora: Felappi
Edição: Nicolas Graves
Produção: Santiago Nazarian
Produção Executiva: Editora Record



Gravações. 


O trailer teve pré-estreia exclusiva ontem, no Vírgula, com uma entrevista bem bacana que você pode ver aqui: 

http://virgula.uol.com.br/diversao/literatura/nao-ha-espaco-para-literatura-pop-no-brasil-diz-santiago-nazarian-que-lanca-novo-livro


O jornal literário Rascunho publicou um bom trecho. Já dá para ter uma boa ideia do tom do livro, de como começa. Aqui:  

http://rascunho.gazetadopovo.com.br/biofobia/


O livro está indo para o forno, deve sair final do mês. Lançamento em São Paulo dia 10 de maio. Esta semana recebi a prova, reli o livro inteiro. Estou bem satisfeito. Ficou com 240 páginas. 


Agora é controlar minha própria ansiedade, porque em literatura nada muda da noite para o dia. É essa batalha incansável de continuar fazendo por prazer e depois tentar colher o que merece. Os frutos podem ser amargos, mas o amargo também tem seu sabor.



O livro (falso) que foi usado nas gravações. Só falta o recheio.