7.27.2015

FOBIA DE GÊNERO

Sou um homem branco nascido e criado num bairro nobre de São Paulo. Ainda assim, estou credenciado para falar das minorias, vez ou outra sou taxado de transgressor ou underground, sou uma opção “acessível” do lado B da literatura, por minha homossexualidade assumida.

Recentemente tem se discutido muito sobre “o lugar de fala” na literatura – trazido da mesa com Daniel Galera, Ronaldo Bressane  e Joca Terron na Flip. A mesa, da programação paralela do Sesc, discutia os deslocamentos literários, “viajar para escrever e escrever para viajar”, mas a pergunta de uma jornalista na plateia mudou o foco para o lugar da literatura feminina. A matéria resultante, publicada no G1 (aqui), levou uma série de feministas e feminazis a questionarem “o que três homens (brancos e héteros) acham que podem falar sobre literatura feminina?”

Galera supostamente defendia que escrever como mulher “não tem mistério”, Bressane, em ótimo artigo, desenvolveu a ideia (aqui) dizendo: “Se eu não usar a ficção para me colocar no lugar de outro — ou outra —, pra que diabos serve a ficção?” Mulheres como Ivana Arruda Leite e Simone Campos reivindicaram (aqui) o protagonismo – não serem colocadas sempre como “à parte” da grande literatura (a literatura masculina). E eu concordo com todos e discordo de todos.

Se o desafio e o prazer da literatura estão em se colocar no lugar do outro, colocar-se no lugar do que não se conhece pode soar falso e reducionista. Ainda que o escritor deva escrever sobre o que sabe, um personagem muito próximo de seu perfil/biografia pode remeter à egolataria da “autoficção”.

Eu acredito em literatura feminina, literatura gay, negra, masculina ou fantástica. Os rótulos existem. Existem os estereótipos. E cabe ao bom escritor fazer uso deles, negá-los ou ir além. Um homem pode fazer literatura feminina, um hétero pode fazer literatura gay. Não são escolhas fáceis, e frequentemente soam falsas. Isso não significa que mulheres só podem fazer literatura feminina, gays só podem fazer literatura gay. As pessoas não são apenas uma coisa, o escritor não é apenas um gênero.

Como homem branco classe média-alta, eu sou dominante; como gay sou minoria, marginal. Entendo o homem como “o outro” a ser conquistado. Tenho uma visão masculina de grande parte da vida. Escrever um “romance hétero” (e bastante machista), como BIOFOBIA, é mais fácil para mim do que escrever em primeira pessoa feminina (coisa que também já fiz em “A Morte Sem Nome”). Escrever em primeira pessoa jacaré tem seus desafios, mas também nunca haverá um réptil a me contestar.

Negar os rótulos é ato frequente de autores que se sentem reduzidos. “Não existe isso de literatura gay, é literatura e ponto.” Paia. Gays não precisam fazer necessariamente literatura gay – mas se a homossexualidade é a questão central da obra, é literatura gay. Se o livro trata de questões do íntimo feminino, é literatura feminina. Falar em “literatura masculina” só não é tão comum por, talvez, ser a maior parte da produção literária. O termo costuma aparecer quando é uma mulher que escreve do ponto de vista masculino – o que também não é frequente.   

A fobia do gênero (literário) é compreensível. Quando já se lê tão pouco no Brasil, enquadrar-se num rótulo é reduzir ainda mais o público (“livro de mulherzinha”, “livro de viado”). Para piorar, os autores que aceitam os rótulos são em sua maioria os que fazem uma literatura panfletária, que não apenas discute a questão (do gay, do negro, da mulher), mas querem defender essa questão, perdendo assim as sutilezas e contradições que podem rondar o tema.

Pessoalmente nunca senti preconceito no meio literário por “ser um autor gay”, mais por ser um autor “moderninho”, pelo caráter pop da minha imagem e escrita, pelo flerte com a literatura de horror. Nos bastidores, quem sabe a homossexualidade me tenha fechado e aberto portas; apenas nunca procurei cotas. 


Mais do que tentar se afirmar como o gênero dominante – “Literatura e ponto” – acho que homens, mulheres, gays e jacarés deveriam reafirmar suas diferenças, fortalecer seus gêneros próprios, tomar as rédeas dos rótulos. Eu fico com o “existencialismo bizarro”. Sou homem branco dos jardins, mas não quero escrever como um homem branco dos jardins. Quero meu espaço e quero respeito, não quero ser mainstream. Só faz sentido escrever se for para tentar fazer diferente. É o gosto pelos subterrâneos que me leva mais longe.


7.20.2015

NOVOS RUMOS


Após mais de dez anos de parceria, deixo a agência Mertin, que representava minha obra no exterior. Decidimos de comum acordo a necessidade de arejar. Fica o carinho e gratidão por todos, especialmente Nicole Witt, que mais do que uma agente foi uma amiga. Minha carreira agora segue novas configurações, com belas novidades em breve.

7.15.2015

ASDA


Asdinha, nossa amada coelha, morreu cedo demais.

Há três semanas fez uma cirurgia para retirada de um nódulo no focinho. Alguns dias depois, encontrei coágulos na bandejinha dela. A veterinária disse que deveria ser reação ao antibiótico. O sangramento parou, ela continuou normal por mais duas semanas, até este final de semana, em que os sangramentos voltaram intensos entre a urina.

Logo depois da cirurgia. 

Levamos segunda em outra veterinária, que deu vitaminas e pediu uma série de exames, de urina e ultrassom. Nem deu tempo de fazer. Segunda de noite ela ainda comeu verduras, comeu um pedaço de manga da minha mão, mas estava apática. Terça de manhã acordei com ela morta.


Tristeza demais. Horrível encontrá-la deitada de olho aberto. Fiquei tentando acreditar que ela ainda podia estar viva. Depois ainda tivemos de rodar pelo bairro com ela numa caixa de sapatos, procurando um lugar para cremar, com as pessoas parando o Murilo para tirar fotos.

Com Murilo. 

Não sabemos o que foi, se foi reação à cirurgia, se o próprio nódulo no focinho já era sintoma de outra coisa, se foi um problema completamente diferente. Coelho é um bicho frágil, e há poucos veterinários especializados. As duas que a atenderam eram especializadas em silvestres, mas não têm muito palpite do que aconteceu...

Claro que passa pela nossa cabeça uma porção de possibilidades – que poderíamos ter levado em outro veterinário desde o começo, que não deveríamos ter levado ela de volta para casa segunda do jeito que ela estava, mas de nada adianta.

Primeiros passos na minha casa.

Vai ficar para sempre uma saudade. É um bicho, viveu só um ano e meio, mas ocupava espaço demais na minha vida. Era minha companhia diária neste apartamento, carinhosa, aloprada, o primeiro animal de estimação que foi realmente meu, que me reconhecia como dono. Era uma injeçãozinha diária de amor. 

Última foto que tirei com ela. 

Fui o melhor dono que pude. Pesquisei muito para dar a melhor alimentação, o melhor ambiente. Não faltaram mimos, não faltou carinho. E ela sempre retribuía.

Agora ainda sinto como se ela fosse correr pela casa. Não acostumei que não preciso mais deixar a porta do meu quarto fechada, para ela não roer meus sapatos. O apartamento está bem vazio. 

video

 Quinta agora ela ainda estava assim...


Ainda não sei se quero/consigo ter outra. Não vou pensar nisso agora. Faz parte da vida, mas é por essas que a vida é triste.




7.11.2015

CRÍTICA PARA QUÊ?

Artigo que publiquei este mês no Suplemento Pernambuco, do Recife: 

O texto era para ser outro. O Suplemento Pernambuco me pediu a resenha de um clássico da literatura juvenil, que estava sendo reeditado. Por semanas o editor do caderno escreveu, ligou e relembrou a editora de enviar o livro, que teria apenas de me ser entregue num endereço central da cidade de São Paulo. Não veio. E não me surpreendeu.
 
Como autor, perdi a conta de quantas vezes tive de insistir com editora para que entregassem o livro a tal e tal jornalista, que seria garantia de resenha. Já ouvi da boca de assessoria que “resenha não vende livro”, para a editora é mais interessante matéria, entrevista ou o próprio release sendo reproduzido em jornal, coisa cada vez mais comum de acontecer, com redações preguiçosas e sucateadas. A opinião não importa.
 
Então a quem interessa a crítica literária hoje? O espaço nos jornais e revistas é cada vez menor. Cadernos literários (e revistas inteiras dedicadas à cultura, como a Bravo!) foram extintos nos últimos anos. A tiragem média da literatura brasileira contemporânea permanece nos três mil exemplares — é uma expectativa baixa de venda que muitas vezes não justifica o investimento no livro e o espaço dado a ele na mídia.
 
“Quem lê a crítica é o literato. A crítica serve para o livro ser conhecido entre os pares”, diz Paula Fábrio, 44, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura em 2013 com Desnorteio, seu romance de estreia. Antes de ganhar o prêmio, seu livro praticamente não havia sido resenhado — o que desmistifica um pouco a ideia de que a crítica abre as portas para a premiação. “Comigo aconteceu o contrário. O prêmio me abriu para as resenhas,” diz ela “A forma como esses prêmios são estruturados garantem a leitura, mesmo sem um reconhecimento prévio.”
 
Andrea del Fuego, 40, tem experiência semelhante. Seu romance Os Malaquias, que recebeu o Prêmio Saramago em 2011, foi lançado por uma editora pequena (Língua Geral) e teve pouca repercussão de crítica antes do prêmio. Ainda assim, ela reconhece a importância da crítica para o autor. “Ela ajuda a situar o trabalho. Você percebe onde o livro se encaixa e onde não se encaixa. Sempre prefiro resenhas a matérias ou entrevistas. Prefiro o que não conheço.”
 
A crítica negativa nunca prejudicou as vendas — com a imensa maioria dos bestsellers sendo ou ignorados ou massacrados pela imprensa — e não impede nem mesmo que o livro seja premiado. Opisanie swiata, romance de estreia de Veronica Stigger, 41, não foi unanimidade nas resenhas literárias, ainda assim faturou o Prêmio Machado de Assis, o Prêmio São Paulo e o Prêmio Açorianos de Narrativa Longa em 2014. Stigger contesta a validade da crítica negativa. “Já não há muito espaço. Por que ocupar com resenha negativa?”
 
Del Fuego pensa diferente. “Na hora [em que se lê a resenha negativa] a dor é física. Mas depois eu prefiro [a não sair nada]. Gera uma discussão sobre o livro.”
 
Evandro Affonso Ferreira, 70, que ganhou o Jabuti em 2013 com o romance O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam, vê com saudosismo a época de críticos como Alceu Amoroso Lima e Antonio Candido. “A importância do crítico antigamente era bem maior. A gente conheceu Raduan Nassar e João Antonio graças a essas pessoas.” Hoje ele acredita que a crítica ajuda a dar um pouco de visibilidade, em escala reduzida. “O prêmio e a crítica são importantes para a sobrevivência do autor, para ele ser chamado para eventos em que se recebe cachê”, completa Evandro. “Já a obra caminha independente disso. Nada é maior do que a obra.”
 
Mas se a literatura perdeu espaço na mídia impressa, proliferaram os blogs e vlogs sobre o tema. A maior parte é feita por leitores jovens, que oferecem uma visão menos embasada, porém mais apaixonada da literatura. “A crítica literária no Brasil sempre teve um tom de superioridade”, diz Raphael Montes, 24, autor revelação da literatura policial. “Isso é responsável por afastar o leitor da obra. Nos Estados Unidos, a crítica positiva gera frases de venda: ‘Melhor livro do ano’, etc. Aqui o crítico tem sempre um rebuscamento, parece que tem medo de elogiar.” Nesse contexto, ele aponta como a crítica de internet se aproxima mais do leitor médio.
 
Então qual é a função da crítica literária hoje? Não parece haver uma certeza nem um consenso. O que se conclui é que crítica não vende livro, não vende jornal, não leva aos prêmios. Mas contribui em mínima escala com tudo isso. Num meio tão limitado, é uma das ferramentas que o autor tem para tentar ocupar um pouco mais de espaço e ter um termômetro de sua própria produção. E, acima de tudo, é a satisfação de saber que o livro foi de fato lido, pensado, por um leitor especializado. É pouco. Mas o escritor brasileiro se acostumou a se contentar com pouco. Se abrirmos mão disso, estaremos desistindo do papel crítico da literatura em si.

7.08.2015

A REAL DO REALITY


Para tudo!

Murilo foi o eliminado do MasterChef de ontem. Faz parte do jogo. Talvez o prato dele tenha sido mesmo o "menos melhor", mas também ele nunca contou com especial simpatia dos jurados, seja lá por qual motivo.


O que importa é que fez bonito. Já ganhou melhor prato do dia; ganhou com a equipe que liderou; ontem mesmo fez o prato mais pontuado na primeira parte da competição. Mostrou sempre autocontrole, calma, educação e postura. Se fosse mais barraqueiro poderia ter aparecido mais, ter sido mais "personagem" no programa, focou sempre no prato. Certamente tinha gente mais experiente por lá, e eu acompanhei o esforço dele, o quanto ele estudou e evoluiu na cozinha.

Foi com esse prato que ele me conquistou...

Gostei bem que a sexualidade dele nunca foi uma questão no programa, foi apresentada de forma natural e nunca fez diferença. Eu estava lá com ele no primeiro episódio, ele me apresentou como namorado e foi só isso. E é assim que tem de ser - é preciso mais exemplos assim na mídia, de gente assumida, em que a sexualidade é só mais um detalhe.

Nós três, no primeiro programa (a ideia de levar a coelha foi da produção, claro). 

Triste ver que nas redes sociais ainda surge uma ou outra piadinha tosca, mas até que foi pouco, visto que é TV aberta, que chega ao "povão". Infeliz é humorista engraçadão, como o Oscar Filho, usar isso. Ele que fazia quadros de denúncia no CQC, solta uma pérola tão original como essa:



Pelas ruas, Murilo tem sido tratado com muito carinho. É gostoso de ver. As pessoas reconhecem, param, tiram foto. Fico orgulhoso. Ele agora precisa decidir como usar isso para redefinir sua vida profissional, com a qual ele está tão descontente. 

No Bossa, há poucas semanas. 

Para mim, tem sido divertido acompanhar os bastidores, assistir ao programa - até porque eu já assistia ano passado, de longe. Nesta temporada conheci todos os participantes, me tornei amigo de alguns. A Jiang mora aqui do lado de casa, e sempre saímos com ela. Já fomos também na casa da Aritana e da Carla. A Sabrina e a Cássia são umas queridas, o Lucas é muito gente fina. Não teve ninguém com que Murilo tenha tido treta realmente. 


Pessoalmente, minha maior decepção foi com a Paola Carosella. Já havíamos ido ao restaurante dela, eu  era fã, mas nessa temporada eu a achei extremamente antipática, não só no ar, principalmente nas declarações de bastidores e na mídia, pouco profissionais, desvalorizando o próprio programa. 

Mas não acabou! Como o programa já revelou, semana que vem tem uma repescagem, e não só o Murilo estará de volta, como os eliminados anteriormente, Gustavo, a Cássia, a Larissa… É torcer para ele continuar na competição. 

Enquanto isso, acompanhe-o por aqui, por aí. Nesta semana de eliminação, ele se torna o protagonista. Tem sido uma enxurrada de mensagens - ele ficou até alta madrugada respondendo pergunta dos internautas. Esta manhã ele já está dando entrevista para um telejornal da Band. 

E mais importante: da minha cozinha ele não vai ser eliminado. Aqui ele é sempre o favorito. Vai, lôro!


Nós, semana passada. 


7.03.2015

POLEMICUZINHO

Esta semana, circulando pelas bibliotecas periféricas de SP. 

Nunca procurei ser polêmico. Tenho preguiça. Já faço um esforço tremendo para me levantar da cama todos os dias, então não tenho energia para haters, frustrados e fiscais. Mas não sou hipócrita. Acho que é importante se posicionar sobre assuntos importantes. E hoje em dia qualquer um que tenha opinião – e que a expresse nas redes sociais - está sujeito a ser o crucificado do dia.

Semana passada foi uma piadinha. Uma brincadeira com aquela velha máxima de “não tenho nada contra os gays, mas...”,  invertendo o lado da moeda e pegando um traço discutível de tribo urbana coxinha, a qual qualquer um (inclusive eu) pode pertencer, vez ou outra na vida.



A imensa maioria dos comentários foi divertida, solidária. Mas não pude escapar de um ou outro fiscal:


O que me levou a uma resposta irônica:


E tudo me levou a pensar em como estamos em clima de guerra. Ou se fica em cima do muro em tudo, ou se está sujeito a levar pedrada, porque todo mundo se acha fiscal. Ironia e sarcasmo não existem (ou têm de ser explicados, justificados). O grande gênio hoje é um demente amanhã porque comeu o prato errado (no caso, um foie gras).

Mas a guerrilha não fica só nas redes sociais. Esta semana rodei por bibliotecas periféricas de São Paulo, para uma série de debates promovidos pela prefeitura, na maior parte das vezes sem público algum. Não foi totalmente em vão - além de poder conversar com as bibliotecárias, saber mais sobre a situação dessas instituições, circulei por uma São Paulo que eu não conhecia. E numa dessas viagens aconteceu isso:



Nem aí escapei da patrulha:



Então hoje acordo e vejo na minha timeline uma "amiga" compartilhando bolsonarices a favor da minoridade penal e atacando Jean Wyllys. Fui dar uma olhada em quem era. Encontro uma foto da capa do livro que ela publicou - que é uma avalanche de equívocos, desde título, foto, fonte, leitura, arte, proposta... não dá nem para começar a explicar o erro (e desculpa, não vou compartilhar aqui, mas imagine o pior). Compartilhei a foto da capa no FB, sem nenhum julgamento objetivo, deixando apenas claro que "este é o livro de alguém que defende o Bolsonaro."

Foi maldade. E certa covardia.  Porque no meu mural majoritariamente "esquerdista" e literário, é claro que a menina seria apedrejada. Estava jogando para os lobos. O povo até que foi bem humorado - porque também a capa do livro não dava para levar a sério - mas que rolou um bullying coletivo, rolou. Me arrependi e apaguei o post. Postei no lugar isso aqui:


Novamente muitos me apoiaram. A própria menina se manifestou dizendo que tinha muito orgulho do livro e continuando a discussão, expondo seu nome e livro (e eu tentando salvar a barra delaaaaaa...) de certa forma parecendo curtir a luz que a "polêmica" deu ao livro. Então me arrependi de ter me arrependido.

A mim parece que uma guerra civil está eclodindo. É o que a intolerância, a ignorância, a crise e a burrice estão gestando. Este post é também uma maneira de eu registrar essa discussão de uma forma um pouco menos fugidia do que o Facebook. Também precisamos conservar nossos meios de reflexão e memória, enquanto tudo desaba...

Pelo menos o debate de hoje, na Biblioteca Mario Schenberg, foi massa. E o primeiro que fui de galochas!